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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Piano.

1. O PIANO: SUA PARTE FÍSICA/ MATERIAL DO INSTRUMENTO

As grandes marcas, nomes da indústria do piano e detalhes da sua história. A engenharia instrumental tem no piano a soma mais complexa da física mecânica e sonora. Instrumento que precisa habilmente associar madeira e metal, com alto grau de tração e complexidade de formas. Os seus compostos, mais de dez mil peças, superam os de um carro. Os detalhes da madeira, detalhes da ciência dos cortes, peso e sentido das fibras, tensão da tábua harmônica com sua curvatura positiva, as grandes madeiras que sustentam não só o peso como estabilizam a migração e fuga da tensão. Os compostos de metais cuja têmpera varia de ferro fundido até aço de altíssima qualidade. A presença da lã de carneiro. A presença da vaqueta animal. A ciência não menos complexa da mecânica de transmissão do "set" de martelos. A montagem dos compostos, com grande grau de precisão nas medidas. O teclado feito de uma só peça estabilizada mecanicamente na sua uniformidade, e tantas coisas relacionadas ao mais belo e complexo de todos os instrumentos.

2. O PIANO: ADEQUAÇÃO E AFINAÇÃO DO INSTRUMENTO

A engenharia acústica, com o seu oportuno advento, colocou, felizmente, luz num dos assuntos mais complicados e danosos para o usuário do piano: as leis do som, as leis harmônicas. A concepção espacial do som nas variáveis da arquitetura. A importância do conforto e do detalhe de tais compostos. Preparação do instrumento para o estudo. Preparação do piano para concerto, para gravação. Os diferentes temperos ou escolas de afinação. Razão da existência de guetos no tempero dos instrumentos. A importância da preparção e ajuste mecânico no resultado sonoro. O trabalho físico nos martelos para a conquista da entonação. As dificuldades de certos ambientes para se conseguir resultados benéficos. O equilíbrio do instrumento usado como solista, com o canto, em duos, câmara e orquestra.

PIANO 112: modelo mais compacto, conhecido como modelo "estúdio", é ideal para estudo e para pequenos ambientes. Tem linhas retas e estilo moderno. Altura 112 cm, largura 147 cm, profundidade 56 cm, peso 187 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 114: modelo "apartamento", estilo tradicional, compatível com ambientes menores, ideal para estudo. Altura 114 cm, largura 149 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia 5 anos.

PIANO 116: modelo "europeu", lançado mais recentemente, tem tamanho intermediário e estilo moderno. Altura 116 cm, largura 147 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126: modelo "clássico", de aspecto sóbrio e majestoso, ideal para residências, escolas, igrejas e pequenos auditórios, para estudo e audição. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 213 kg, madeira/cor: imbuia. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126 AL: modelo "moderno" por apresentar "design" contemporâneo. A abertura da tampa superior é semelhante à dos pianos de cauda. Ideal para residências. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 211 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 127: modelo "profissional" com características semelhantes às de um piano de cauda (o primeiro bordão tem 126 cm), ideal para residências, escolas, igrejas e auditórios. Altura 127 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, 232 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

DICAS: COMO ESCOLHER SEU INSTRUMENTO

Os pianos não são iguais. Eles dependem de COMPOSTOS variados, sendo os principais a madeira e o metal. A madeira (densidade, textura, secagem e peso) exige tecnologia de corte e cuidado na direção das fibras. Este é o motivo do preço elevado dos pianos de marcas tradicionais. Uma das características dessas marcas (alemãs) é a importância do detalhe, quer seja do material de madeira , quer seja do metal e seu composto, a harpa ("frame") e suas partes. A engenharia estrutural é de suma importância, pois a TENSÃO NA HARPA é altíssima, chegando a alcançar vinte toneladas de tração/tensão na soma das cordas num piano afinado no diapasão 440 Hz. O controle de qualidade deve ser rígido e honesto para evitar peças tortas, com fratura e sem precisão. Quando isso não existe, o resultado é visto na mecânica, no toque, na imprecisão, na sonoridade do instrumento e, mais tarde, nos defeitos que o instrumento irá apresentar. Outro dano grande, e ainda pior, ocorre sobre o estudante ou usuário do piano. Havendo falta de equilíbrio, homogeneidade e precisão da afinação, ocorre um dano na MEMÓRIA CINESTÉSICA(muscular/ da ação). A escolha deve recair sobre o instrumento que esteja o mais novo possível, de preferência de fábrica,( razão para isso é que poucos instrumentos usados no Brasil, possuem a manutenção cuidadosa que prolongue a sua vida útil. Não possuimos em nossa cultura esse cuidado) e cuja sonoridade, mecânica e qualidade de material sejam de origem idônea. OTAMANHO do piano deve se adequar ao ambiente (ambientes pequenos, pianos pianos e vice-versa). Para alguns, a composição plástica do ambiente é importante, mas esta deve vir após os itens acima descritos.

DICAS: ADEQUAÇÃO

Adequação é a aplicação do conhecimento das variáveis do ambiente (seu formato, posição, componentes), como também das propriedades do instrumento (timbre, altura, etc.), para ajustá-lo ao PROPÓSITO para o qual ele se destina, que pode ser: simples passa-tempo, estudo, terapia, uso profissional,gravação, etc.

Há estudos/pesquisas em grandes centros acadêmicos que chegaram a uma conclusão assombrosa: 70% das pessoas que abandonam o estudo do piano deve-se ao trinômio: afinação, inadequação e sistema impírico de ensino: INSTRUMENTOINADEQUADO ao ambiente: há produção de som cansativo, o qual leva a distúrbio de humor (irritabilidade), o que altera a disponibilidade para a concentração e cria os bloqueios próprios da desatenção. Desconcentrar-se é uma forma de defesa produzida pela natureza para proteger os Sistema Nervoso, sendo, então, natural a reação quando diante de algo que causa desconforto ou agressão sonora. INSTRUMENTO DESAFINADO e fora da REFERÊNCIA (diapasão - lá 440 Hz). A AFINAÇÃO é uma ciência que exige do profissional uma percepção do ambiente (adequação), do perfil do usuário (grau de acuidade auditiva de quem usa) para optar pelo TEMPERO de afinação indicado para cada situação. Alguns tipos de afinação: a bem temperada, a entonação maior, a entonação menor, a afinação mediana ("mean tone"), a Pitagoreana, a Werkmeister III, a Kimberger III, a Vallotti Young, os vários guetos de New Orleans (onde algumas tonalidades são enriquecidas a prejuízo de outras; muito usados no "jazz"), e várias outras. O instrumento com propósito de estudo precisa ter características mais intimistas, onde a sonoridade tenha um efeito terápico. É muito importante questionar o profissional (afinador) sobre esses detalhes, para saber qual o conhecimento e qual o resultado você poderá esperar de tudo. A terceira variável é o SISTEMA EMPÍRICO DE ENSINO. A repetição excessiva, a falta de uma metodologia de ensino, a escolha inadequada de material não compatível com o grau de conhecimento/desenvolvimento do aluno,e outras abordagens que acabam torturando o aluno, principalmente se associadas aos dois itens acima (adequação e afinação), tornando o estudo quase impossível. Tem-se, então, formada a grande fileira dos que amam o instrumento, desejam-no mas o abandonam.

DICAS: MANUTENÇÃO DO PIANO

A manutenção deve ser periódica quanto à limpeza interna e à afinação, a qual deve ser efetuada sempre que houver desconforto e que o aluno ou o usuário estiver evitando o instrumento. Recomendamos uma visita anual do técnico. Um instrumento bem afinado quase sempre atrai a pessoa ao estudo. É algo inconsciente, mas absoluto. Quem gosta de música ama o bem-estar. A limpeza externa deve ser feita sempre com pano seco, não usar movimentos circulares e com pressão. Qualquer produto abrasivo destrói o brilho do instrumento, além dos horríveis riscos. O teclado deve ser limpo com pano úmido em solução contendo sabão neutro (diluição bem alta). Não colocar pano embebido em qualquer líquido, mesmo água. Pode danificar, entre outras coisas, o movimento das teclas.

Sempre é bom pesquisar sobre os profissionais da área, procurando saber sobre sua idoneidade e seu conhecimento com pessoas que conheçam esse instrumento e que sejam capazes de se responsabilizarem pela informação dada. O contrário é um convite ao dano material e suas conseqüências.

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/11-artigos-piano

Tocar por cifra.

Uma partitura escrita com CIFRAS (em inglês, lead sheet) é composta por uma pauta na clave de SOL com uma melodia e os símbolos dos acordes, cifras, escritos sobre a pauta (às vezes, abaixo da pauta). Normalmente, o pianista toca a melodia com a mão direita, e cria, na mão esquerda, um acompanhamento segundo as notas especificadas pelas cifras.

Fake books é o nome dado aos livros cujas partituras são escritas dessa forma. A música popular e as partituras para teclado são assim produzidas.

Também é possível cifrar uma peça escrita em duas pautas. É muito usado como técnica de memorização, porque ajuda a fixar a sequência dos acordes. Pode-se deixar de lado o arranjo feito, e criar o seu próprio arranjo a partir das cifras. Um arranjo é a forma como um executante organiza uma canção, tanto na forma quanto no estilo (formas de acompanhamento, ritmo...).

Como começar a tocar por cifras?

  • Tocar, primeiro, a melodia com a mão direita, principalmente, se ela não é conhecida.
  • Tocar, com a mão esquerda, apenas a fundamental de cada acorde.
  • Depois, praticar, com a mão esquerda, os acordes em bloco (todas as notas executadas ao mesmo tempo) correspondentes a cada cifra.
  • Tocar de mãos juntas: melodia + fundamental de cada cifra; melodia com acordes quando não houver mais dúvidas quanto às notas de cada um.
  • Tentar manter uma pulsação constante. Não há necessidade de correr.
Para tocar bem por cifras é preciso desenvolver um trabalho que permita ao pianista executar quatro coisas apenas com duas mãos: a melodia, a harmonia, as notas do baixo e o ritmo.

Quais são as dificuldades que um professor, normalmente, encontra ao ensinar ritmo para um aluno inciante jovem/adulto?

Ritmo é a alma da música, por isso este conteúdo deve ser trabalhado cuidadosamente desde as primeiras aulas. A abordagem simultânea do ritmo (figuras e pausas de valores inteiros) e da pulsação (contada em voz alta e/ou sentida pelo aluno e percebida pelo professor) é fundamental para um desenvolvimento homogêneo, holístico e racional deste quesito por parte do aluno. Porém, por mais que a gente, como professor, se esforce para que seja natural a evolução dos conteúdos, alguns alunos vão apresentar uma ou outra dificuldade relacionada em um dos tópicos abaixo:

1) pulsação: ensinar o conceito de pulsação e a diferença entre pulsação e ritmo. A necessidade de contar e sentir sempre a pulsação. Há alunos que têm dificuldade para manter constante a pulsação; outros não conseguem contá-la e tocar; outros nem pensam na pulsação antes de começar a música. Ajuda: trabalhar intensamente os valores inteiros antes de passar para as subdivisões.

2) fórmula de compasso ternária: a tendência do aluno é esperar no tempo 3, transformando a fórmula em quaternária.

3) realização de pausas: dependendo da abordagem inicial, alguns alunos nunca terão problemas para ver e realizar as pausas. Outros precisarão de algum tipo de alerta do professor para isto.

4) colcheias: manter a visão do tempo inteiro enquanto executa 2 notas é uma abordagem interessante, que o aluno interpreta como um desafio. Na nossa experiência, até hoje, todos os alunos conseguiram realizar 2 colcheias em um tempo sem a necessidade da subdivisão “1 – e”. Importante: as colcheias só devem ser introduzidas para o aluno quando o professor estiver certo de que ele domina os valores inteiros.

5) semínima pontuada: ao explicar a origem da semínima pontuada (semínima + colcheia), torna-se fácil para o aluno visualizar que o tempo seguinte à semínima se inicia no ponto de aumento, e que, logo depois de ele falar a pulsação do ponto, ele deve bater uma nota, a colcheia (frequentemente, a semínima pontuada é seguida por uma colcheia para completar 2 tempos).

AO ALCANCE DA MÃO

A maioria dos alunos adultos tem algum tipo de dificuldade ou restrição quanto ao posicionamento (fôrma) das mãos e/ou quanto à articulação dos dedos. Os motivos são vários, entre eles:
Tensão (própria da pessoa, excesso de uso);
Dificuldade para relaxar (mãos, braços, ombros etc.);
Dificuldade para se concentrar;
Doenças (lesões da mão por artrite, artrose, L.E.R., fratura, tendinite etc.)

Os exercícios de relaxamento/alongamento/concentração no início de cada aula e feitos pelo aluno em casa podem contribuir para a solução do(s) problema(s) ou minimizá-lo(s).

O posicionamento equilibrado e relaxado do corpo diante do piano é fundamental para o desempenho do aluno, pois facilita a leitura da partitura, o estado de concentração e a execução e o julgamento daquilo que é tocado. Mudanças e ajustes desse posicionamento ocorrem à medida que a música é executada. Eles devem ser conscientes e feitos de forma a facilitar a execução.

Outra observação sobre esse assunto é que os movimentos ao piano devem ser, desde o princípio, executados de FORMARÍTMICA, uma vez que a maior parte das músicas é baseada em padrões de pulsos previsíveis. Há alunos que sentem e fazem isto naturalmente, mas há aqueles que necessitam de educação nesse sentido, para não incorrerem em execuções confusas, desajeitadas e aleatórias. Sons tocados com controle de energia resultam de um trabalho rítmico bem conduzido. O que o aluno e o professor vão colher é uma execução musical fluente e coerente, por mais simples que seja a partitura.

AJUDA:
  • O professor estabelece 3 notas (p.e. dó, ré e mi);
  • Professor estabelece o dedilhado (somente dedo 2; ou dedos 1-2-3) e qual mão usar;
  • Estabelece a região a ser tocada (pode escolher apenas uma, 2 ou mais);
  • Estabelece uma pulsação (“1 – 2 – 1 – 2...”);
  • O aluno posiciona a mão (D ou E) e toca, seguindo o pulso (p.e. semínima = 60).
Professor (conta): 1 - 2 - 1 - 2 - 1 - 2 - 1 - 2

Aluno (toca): dó ré mi

Experimentar outras contagens de pulsos (3/4, 4/4), outras velocidades. Acrescentar intensidade. Praticar com a outra mão. Praticar de mãos juntas, se possível.

Treinar os movimentos dos dedos fora do teclado é uma atividade recomendada para aqueles alunos que têm dificuldade de adaptação ao instrumento. Eles necessitam de mais tempo na fase de pré-leitura a fim de desenvolver: 1) mais envolvência com a música; 2) o movimento dos olhos e das mãos; 3) o raciocínio do processo de leitura.

AJUDA:
  • Apoiar todo o antebraço sobre o tampo de uma mesa, com mão curva;
  • Pontas dos dedos apoiadas sobre a superfície da mesa (polegar deitado, ligeiramente voltado para o dedo 2);
  • Articular cada dedo 4 vezes, devagar, a partir da articulação proximal (aquela mais próxima do dorso da mão), articulando pouco (isto ajuda o aluno a ter mais consciência do movimento, controle sobre ele e diminui a tensão);
  • Não quebrar a articulação distal (próxima à ponta do dedo). Ela deve permanecer firme.

AJUDA:
  • Fortalecer e firmar a articulação distal:
  • Apertar a ponta do polegar contra a ponta do dedo 2 (depois, dedo 3, 4 e 5), criando um “O”;
  • Tocar as pontas de dois dedos (polegar e outro dedo), com leve pressão, acompanhando o ritmo de uma canção conhecida (cantar “Atirei o pau no gato”, “Noite Feliz” etc.)
Exemplo de outra atividade que promove a conscientização do movimento básico dos dedos, coordenação, memorização dos números dos dedos e vivência dos sons. Em cada mudança, ajudar o aluno a avaliar a sonoridade, o conforto da mão e da execução, e a aparência do movimento.
  1. Começar com MÃO DIREITA;
  2. Escolher uma sequência de dedos (p.e. 1 – 2 – 3 – 5 – 1 );
  3. Colocar a mão direita sobre a perna direita;
  4. Articular pouco cada dedo na sequência escolhida, e pressionar levemente cada dedo sobre a coxa. Praticar várias vezes;
  5. Posicionar a mão relaxada sobre qualquer sequência de 5 teclas e tocar o mesmo exercício (sequência 1-2-3-5-1), aproveitando para:
  • Alterar o ritmo (parar na primeira nota, parar na última nota, parar na nota do meio, parar no dedo 5 etc.);
  • Tocar repetindo 2 vezes cada nota (3 vezes); repetindo somente a primeira nota, somente a última etc.
  • Tocar mais lentamente / rapidamente; muito lentamente / muito rapidamente;
  • Tocar piano / forte; pianissino / fortissimo;
  • Mudar a altura: grave, médio, agudo;
  • Posicionar a mão na posição de MI (mi-fá-sol-lá-si), tocar a sequência (1-2-3-5-1) e deslocar a mão para a posição de FÁ, SOL etc., deslocando a mão para a direita, e tocando somente nas teclas brancas. Repetir deslocando a mão para a esquerda.
  • Posicionar a mão em uma sequência teclas na qual estejam incluídas algumas teclas pretas (p. e., mi – fá# - sol# - si – mi). Experimentar outras possibilidades.
  • Acentuar um dos dedos, mantendo a pulsação da sequência.
  • Acrescentar pausas (de 1 tempo e/ou 2 tempos) entre algumas notas (p.e. dó – pausa – ré – pausa – mi – pausa – sol – pausa – dó);
  • Acrescentar staccato em todas as notas, somente na primeira, somente na última etc.
  • Combinar legato e staccato: ligar de 2 em 2 notas, de 3 em 3, terminando as ligaduras com staccato etc.
Por que o adulto decide estudar piano?
  1. Realização de um sonho;
  2. Estudou na infância/adolescência e quer retornar;
  3. Instrumento complementar de algum curso;
  4. Segundo instrumento;
  5. Ajudou ao filho e acabou se interessando;
  6. Para relaxar;
  7. Para acrescentar cultura;
  8. Aposentadoria e tempo livre.
Nos EUA, um estudo revelou que a previsão de alunos adultos, acima de 50 anos, crescerá mais de 70% no período 2000-2016, e abaixo de 50 anos, crescerá 1%. Não conhecemos esse tipo de estatística no Brasil, mas podemos dizer que, nesse período, no nosso estúdio aumentou cerca de 50% a incidência de alunos adultos acima de 50 anos.

Cerca de 2/3 dos alunos adultos prefere estudar em aulas individuais. O único fato contrário que encontramos a esse tipo de abordagem é que o aluno não tem outra referência que não seja ele. O professor deve preocupar-se em dar esse retorno de avaliação e respostas às curiosidades naturais do adulto. Livros que tratam do assunto (em inglês): Piano Lessons, Noah Adams; It’s Never Too Late, John Holt; Making Music at the Piano, Barbara Maris.

Atenção ao detalhe!

Incorporar os valores da percepção, nuances ouvidas, a riqueza harmônica dos arranjos etc. são os frutos da atenção ao detalhe. Cada acontecimento sonoro, no decorrer de uma música, é de extrema riqueza. Então, debruçar-se sobre o que está acontecendo, sem pressa, é um convite para descobertas e respostas. A atenção ao detalhe, que pode parecer uma pressão grande sobre quase nada, é a aproximação do objeto da nossa curiosidade, da música e do(s)instrumentista(s) ao nosso mundo e à nossa linguagem. É sempre bom considerar que existe muito mais do que percebemos, e se deixar levar por essa curiosidade (afetiva) pelas músicas.

Interpretação é a tradução dos valores, códigos de outro, por alguém que se propõe a entender a idéia, e vesti-la da sua compreensão. Ninguém, com respeito ao autor da idéia, irá, em sã consciência, violentar a mensagem da obra. Ninguém que perceba o detalhe de uma criação é desprovido da inteligência para valorizá-la. Ninguém que expõe a sua alma para “receber” as impressões de uma composição violentará as coordenadas que conduzem as emoções dessa inspiração. Tendo isso como máxima inegável, vemos o quanto perceber e enfatizar o detalhe é uma questão de conhecimento e compreensão da idéia.

Atenção ao detalhe! Toda maturação das informações que aproximam o avaliador/interprete do domínio da obra, da música, pavimentam a mais inspirada execução. Quando percebemos o detalhe, um processo interessante passa ocorrer ao “redor” dele. Tudo que cresce em ênfase para a nossa percepção, desencadeia uma rede de associações. Está iniciado o milagre do enriquecimento, da vestimenta que dará impacto ao resultado. Esse “crescimento” que gravita ao redor do detalhe, entre outras coisas, é também pedagógico. Conduz o estudante/avaliador/artista pelos caminhos subjetivos da singularidade daquela proposta. Sem essa dinâmica ( crescimento do detalhe), perde-se o aperfeiçoamento do todo.

Atenção ao detalhe é, entre outras coisas, um disciplinador da nossa “inteligência progressiva”. Esta, que só habilita o domínio se for consequente e é beneficiada pela disciplina da contemplação ao detalhe. Quando percebemos isso, estamos também oferecendo à obra, que é objeto de nossa análise, um efeito pessoal , artístico, com beleza e forma etéreas.

Atenção ao detalhe é um processo onde o respeito pelo mais cuidadoso, mais detido, ocorre em benefício do aperfeiçoamento da técnica, da expressão artística. Podemos especular sobre a perfeição, e sabemos todos que ela não nos é possível, mas quando, a atenção ao detalhe nos leva à proficiência, temos aí, em nosso vocabulário humano, um sinônimo (à nossa moda) para a perfeição.

Piano - som percutido

O fascínio que provoca na afeição humana, o piano, é algo de há muito conhecido. Algumas pesquisas trouxeram mais luz ao universo sonoro-harmônico do som percutido do instrumento. Com o viés mais investigativo da compreensão desse matiz com plasticidade cromática de densidade tão variável, chegou-se ao estado que motiva uma indagação: como pode um instrumento estar tão próximo da unanimidade como o piano?

Não há resposta objetiva para perguntas que abrangem tantos elementos. Mas, existem enfoques vários desse instrumento que é a ponte entre a realidade e magia.

A propriedade da mecânica (estrutura) da percussão, por si só, já deu ao instrumento uma personalidade que os outros não possuem em igual nível de destaque: a alma do balanço, do suingue! Sabemos que o predominante, que é a vida das composições, por causa do estilo, encontra-se nessa mensagem clara do balanço, da “dança”, inegavelmente, a alma da música. Nisso entra o piano, como nenhum outro, com uma carga tão rica de possibilidades, propondo a performance de uma bateria. Temos isso em músicas espanholas, tão intensamente marcadas, com virtuose em sua proposta, onde a sonoridade é percussão pura. Há tantas outras, com tempero afro etc.

A parábola formada pelo som: ataque, ascendência, pico, descendência e desvanecimento, mesmo em seu trajeto de curta duração, possui elementos de gama ampla. Ele, o som, atende os mais variados aspectos. Na sonoridade musical, excita os materiais que formam e circundam o piano em seu ambiente. Então, temos multiplicada a riqueza do timbre pelo circunstancial. No efeito de terapia, como nenhum outro instrumento, somando ao item da sonoridade musical rica já mencionada, temos um dos mais importantes para a alma da música: o balanço, suingue etc. É sabido que a catarse, o derramar das emoções, é mais completa quando o movimento, a dança sonora da proposta, fica evidenciada. Se formos definir a música, como a pintura, o som está para as cores,e o balanço está para a vida, o movimento. Mesmo as cores sem muita harmonia dentro do tema, elas possuindo a proposta definida da “dança” do movimento, estará ali expressada a alma da obra. Vida! Nenhum outro instrumento permite uma riqueza de ataque do som com tantas variáveis. Por este motivo também o piano sampleado, digital, não consegue substituir o instrumento acústico. Um dos motivos, para o músico, é o momento do seu estado de espírito. Todas as vezes que algo tolhe a sensibilidade/afetividade (emoções) do momento, esse algo bloqueia, empobrece a fluência da performance. Um detalhe pode roubar a presença da alma. Na improvisação, a percepção de cada um, de harmônicos percebidos, e que se salientam no timbre daquele musicista, é de extrema importância para a vida da execução. O detalhe, quando dominado, ancorado pelo executante, dá à interpretação da música o ápice da cereja no bolo. Outro recurso inigualável do instrumento, do som, é o volume. Vai-se do sussurro à explosão do trovejar retumbante que ecoa em grandiosidade impar. Impossível de ser conseguido em instrumento sampleado. Isso possui íntima relação com a propriedade da parábola do som. As tonalidades então, no tempero da afinação, podem oferecer à precisão surpresas que encantam. Pode enriquecer algumas em detrimento da precisão de outras. E teremos na criação, improvisação, as menos temperadas para tensão mais acentuada da harmonia, dando mais dramaticidade, densidade na dissonância do contraste, quando caminhamos no desenrolar da poesia musical.

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/artigos

E o fantasma do "Branco"?

Esta é a mecânica do erro. É a região onde a insegurança produz os seus estragos. E tem íntima relação com a maneira que foi preparada a execução. Na psicologia há abordagens para um diagnóstico do estado do psiquismo do executante quando procura estudar seu repertório. É conhecido que o “branco” tem uma dinâmica contaminante: começa numa região pequena e vai se estendendo nas duas direções, para o começo e para o fim a partir dali. E isso tem estreita relação com o bloqueio da memória cinestésica que ele causa. A correção é um trabalho de extirpar a região contaminada (mal preparada, desordenada) e a reconstrução consciente do trecho crítico. Um dos compostos desse processo de solução é a atenção precisa ao movimento e a lentidão de sua execução, até a criação de uma imagem (quadro mental) bem definida.

A PERSONALIDADE INFLUENCIA NO APRENDIZADO?

A personalidade determina como a pessoa vê o mundo e, por extensão, uma partitura. Há pessoas que, por serem detalhistas, também procedem da mesma forma detalhada quando tocam por partitura, como por exemplo focar o valor de cada nota, os nomes de cada nota de um acorde, hábito que dificulta a fluência da leitura. Essas pessoas não conseguem agrupar padrões de notação musical e organiza-los dentro de uma pulsação, o mesmo acontecendo com os movimentos do corpo. Movimentos repetidos dos pulsos, da cabeça, e paradas no andamento quando precisa mudar de compasso são indícios de que o aluno lê dessa forma fracionada. O professor deve conduzir o aluno a perceber os signos de forma holística, dentro de um padrão rítmico constante e fluente a fim de promover uma adaptação de sua personalidade (seu jeito de ser) às exigências de uma execução precisa e sem interrupções.

Há aquele aluno “gestalt”, sensível, que tem bom ouvido e que é estimulado por um determinado som quando está lendo. Aí, ele se envolve com aquele som, que lembra uma outra música, entra em devaneios e a leitura é interrompida. Há outros que sentem a necessidade de ouvir alguns sons por mais tempo do que aquele anotado na partitura. Isso parece ser mais freqüente entre os que têm ouvido absoluto.

Nesse, e em outros casos, uma boa orientação é conseguida se o professor sabe identificar o perfil de aprendizagem de cada aluno (“gestalt”ou lógico, só para citar a identificação mais abrangente), para que ele possa escolher a melhor abordagem de ensino, além de saber interpretar se as atitudes do aluno são de ordem emocional e/ou psicológica.

Por que usamos os MODOS?

Primeiro é bom conceituar o que é "modo". As escalas de 7 sons, tonais e modais, são as mais usadas por fornecerem vários acordes diferentes para nossa música ocidental, basicamente, uma música harmônica. Estas são as chamadas ESCALASDIATÔNICAS, aquelas formadas por 5 tons e 2 semitons dentro de uma oitava.Os tons e os semitons podem ser arranjados, sequenciados, de várias formas, maneiras ou vários modos. Assim, começando em cada nota, tem-se uma sequência específica de tons e semitons. Os 7 modos são: iônico ou jônico (=modo de dó), dórico (=modo de ré), frígio (=modo de mi), lídio (=modo de fá), mixolídio (=modo de sol), eólio (= modo de lá) e lócrio (=modo de si), cada um com seu encadeamento de tons e semitons característico.

O primeiro motivo para se usar os modos é que eles criam respostas emocionais diferentes (daquelas provocadas pelas escalas tonais maiores e menores) por parte dos ouvintes.(*)

O segundo motivo é que os modos são fontes de relações diferentes entre os acordes, fornecendo acordes que não são encontrados nas escalas tonais.

Considerando as numerosas variações/exceções, as observações estilísticas abaixo poderiam ser feitas quanto aos modos:
Frígio e lócrio (começam com semitom) têm uma característica mais "alterada" e são usados, frequentemente, em estilos sofisticados e naqueles voltados para o "jazz".
Lídio, mixolídio e eólio são amplamente usados em estilos contemporâneos (como o lídio é usado em músicas de comerciais de TV e o eólio no "rock"), sendo também encontrados na música clássica.
Dórico, por ser um modo menor, é usado no "jazz", em alguns estilos "fusion" e contemporâneos.

(*) Os modos podem ser classificados em brilhantes e escuros. O III grau (mediante) da escala determina a modalidade maior ou menor. Os seis modos que têm uma quinta justa (exceção é o lócrio) podem ser agrupados em 3 modos maiores e 3 modos menores.Os maiores são mais brilhantes do que os menores. 

O modo lídio é o mais brilhante de todos por ter uma quarta aumentada. O modo iônico, por ter uma quarta justa, é um pouco menos brilhante que o lídio. O mixolídio, com sua sétima menor, é o modo mais escuro dentre os modos maiores.

Quanto aos modos menores, o dórico é o menos escuro por ter uma sexta maior. Na sequência, o eólio é mais escuro, por ter uma sexta menor, porém a segunda é maior. O modo frígio é o mais escuro dos 3 por ter uma segunda menor, além de uma sexta menor.

Que recursos o professor tem à sua disposição para ajudar o aluno a desenvolver a habilidade de ler as duas pautas à primeira vista ao piano?

Aajudar o aluno a desenvolver uma eficiente percepção do desenho do teclado tão cedo quanto possível;
Oferecer ao aluno um bom fundamento teórico (signos: seus significados e como realizá-los) de forma ordenada e significativa;
Ensinar o aluno a perceber, visualmente, padrões melódicos, rítmicos e harmônicos , e ter consciência visual da partitura. Usar a verbalização daquilo que ele vê reforça o entendimento;
Conduzir o aluno a compreender o que toca (intervalos, desenho melódico, posições, escalas, acordes, formas musicais etc.);
Disciplinar na precisão da contagem e manutenção constante da pulsação (leitura rítmica);
Conscientizar o aluno das boas estratégias de estudo (ver o todo, focar as dificuldades; ver o que é igual e diferente; o que estudar primeiro etc.);
Familiarizar o aluno com a lista de tópicos que devem ser conferidos ao ler uma partitura;
Tocar com outras pessoas (duos, trios, acompanhar coros, cantores etc.)

ESTUDO, PRÁTICA E TÉCNICA: COMO É ISSO?

O ESTUDO é a compreensão do tema ou da proposta. A PRÁTICA é o desenvolvimento da técnica. A TÉCNICA é a proficiência do domínio da ação; é uma habilidade adquirida para executar corretamente passagens de maior grau de dificuldade ao instrumento. O domínio da técnica é desenvolvido na proporção da aptidão/habilidade. Embutido nesse processo encontram-se o ENTENDIMENTO do estímulo (cérebro), DESENVOLVIMENTO DE CONEXÕES NEURONAIS (cérebro) e RESPOSTAS aos estímulos (execução) por meio do corpo, especialmente dos dedos, das mãos e dos braços.
A prática da técnica resulta no CONDICIONAMENTO do cérebro e na prontidão e fluência dos nervos e músculos, que executam as propostas musicais cada vez com mais destreza e controle.
Podemos afirmar, científicamente, que a envolvência do cérebro (conhecimento, entendimento e coordenação) no estudo de qualquer instrumento constitui boa parte do processo. A escolha da técnica certa, a vigilância na hora da execução e o entendimento da razão daquela atividade poupam horas de prática ao instrumento, porque técnica não é simplesmente exercitar os dedos durante longos períodos de tempo, tentando adquirir destreza, sem ter consciência do que se faz. Infelizmente, é frequente a prática da técnica pelo método tentativa/erro, esquecendo-se algo serio: que a imagem do quadro mental sendo formada com tentativas, erros e acertos, ela fica indefinida.
A evolução da prática conduz o instrumentista a ser capaz de (1) tocar com facilidade um amplo repertório e (2) ter consciência de como aprender novos conteúdos com rapidez.

Qual é a diferença entre (#5) e (b13)?

Se considerarmos essas notas isoladamente, constataremos que elas são enarmônicas (mesmo som, escritas diferentes): (#5) de C é SOL #, e (b13) de C é LÁ b.

Porém, no contexto musical, elas soam de forma diferente, porque a tendência é que elas prossigam para uma resolução seguindo a direção que a alteração lhes confere. Assim, pode-se concluir que: (b13) resolve descendo e (#5) resolve subindo.

Importante lembrar que essas notas alteradas são acrescentadas a acordes DOMINANTES, que criam tensão e resolvem no I grau (esperado). 

Ex.:

C 9, b13 é V grau da escala de FÁ M. A nota esperada de resolução do (b13 = LÁ b) é SOL, que é a 9.ª do acorde de F.

C 9, #5 é V grau da escala de FÁ M. A nota esperada de resolução do (#5 = SOL #) é LÁ, que é a 3.ª do acorde de F.

Quais são os prós e contras na eleição do dedilhado no piano?

1. Alunos iniciantes:

Os livros adotados devem ter um bom dedilhado escrito nas partituras;
Importante o professor fixar o dedilhado durante a prática, pois há alunos que insistem em mudá-lo constantemente, o que causa atraso e erros de aprendizado e execução.

2. As escalas e os arpejos determinam o dedilhado para a maior parte das melodias e das passagens rápidas (existem exceções). Daí a necessidade e importância da prática e memorização desses dois conteúdos.

3. Caso seja necessário mudar o dedilhado, estar consciente desta mudança durante a prática. Importante assinalar a mudança na partitura, para não trocá-la durante o estudo e para fixá-la para futuras execuções.

4. É possível aceitar algumas mudanças de dedilhado para adequá-lo à forma da mão do aluno (mãos grandes, mãos pequenas), às habilidades individuais etc.

Como caracterizar uma melodia modal em uma composição?

Os 3 itens abaixo devem estar presentes na melodia:
A TÔNICA tem que ser estabelecida;
A presença da MEDIANTE (III grau) determina se o modo é maior ou menor;
A NOTA CARACTERÍSTICA (se existir) identifica qual é o modo.

A relação entre o TRÍTONO e a tônica é o que identifica o modo. A posição das notas do trítono em relação à tônica é que determina a distinção entre os modos.

Por que as escalas tonais e modais são muito mais estudadas do que as demais escalas (pentatônicas, tons inteiros, “blues”, diminuta, dominante etc.)?

As escalas de 7 sons (diatônicas: tonais – maiores e menores - e as modais) são as mais estudadas porque são as escalas que mais fornecem acordes diferentes, qualidade fundamental para nossa música ocidental. As outras escalas originam apenas 1 acorde ou poucos acordes, e são usadas, preferentemente, em improvisação melódica.

Quais são os passos para ensinar escala tonal maior a um aluno que está tendo contato com este conteúdo pela primeira vez?

Temos observado que o assunto ESCALA é algo etéreo, abstrato para o aluno, inicialmente. Por isso, na nossa experiência usamos a seguinte abordagem:
Conceituar escala;
Onde e como ela é usada e necessária?
Explicar e exemplificar escalas com números diferentes de sons: pentatônicas, “blues”, tons inteiros, cromática etc. Isto, para que o aluno não fique com a idéia de que só existem escalas de 7 sons: maior e menor;
Explicar escala maior a partir da sequência das notas musicais: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó. Dividi-la em 2 tetracordes. Constatar que são 2 tetracordes iguais: tom-tom-semitom, unidos por um tom;
Conceituar tetracorde e ensinar o aluno a construir tetracorde a partir de cada tecla branca e, depois, a partir de cada tecla preta. Isto explica a necessidade do uso dos acidentes;
Voltar para a escala de DÓ maior. Visualizar e tocar os 2 tetracordes com a escala dividida entre as 2 mãos (ME tetracorde inicial e MD tetracorde final) no teclado (independentemente do instrumento do aluno). A escala se chamará MAIOR quando tiver essa estrutura: 2 tetracordes iguais ( T – T – ST ), unidos por um tom;
Pedir para o aluno construir, com os 4 dedos de cada mão, a escala de SOL maior. Ele vai constatar a necessidade do FÁ #: atender à exigência do T-T-ST. Também vai perceber que esta escala soa como a escala de DÓ maior (porque conserva os mesmos intervalos). 
Pedir para o aluno tocar novamente esta escala SEM o sustenido. Ele notará que o som soará estranho (ouvido acostumado com sonoridade da escala maior). Explicar que essa escala sem o sustenido (sol-lá-si-dó-ré-mi-fá-sol) existe e se chama MODO de sol. Ela será estudada oportunamente.
Proceder da mesma forma com a escala de FÁ maior. A escala sem o bemol se chama MODO de FÁ.
Tendo entendido essa introdução, o aluno está apto para aprender todas as escalas maiores, primeiramente, na sequência das teclas brancas e, depois, na sequência das teclas pretas. A metodologia usada é a que está apresentada no livro “ESCALATONAIS: apenas 60 dias”. Sessenta dias é o tempo que gastamos para ensinar todas as escalas maiores e menores.

Como funciona o pedal da esquerda do piano?

No piano vertical, o conjunto de martelos é aproximado das cordas quando este pedal é acionado (pedal de pianissimo). Resulta na diminuição do volume sonoro.

No piano de cauda, todo teclado é deslocado ligeiramente para o lado, de forma que menos uma corda é percutida (pedal “una corda”). Resulta na diminuição do volume e na mudança da qualidade sonora (timbre).

Notação: usa-se o pedal da esquerda a partir do momento em que aparece escrita a expressão “una corda”, u.c. ou sordini. Mantê-lo pressionado até aparecer o termo tutte le corde, tre corde ou t.c.

Como funciona o pedal do meio do piano?

No piano vertical, o pedal do meio funciona como abafador, emudecendo quase completamente o som do piano. É usado para estudo. Não há notação para este recurso.

No piano de cauda, o pedal sostenuto tem a função de prolongar certas notas enquanto as outras continuam abafadas. Quando este pedal é pressionado, ele segura e mantém afastado das cordas o abafador de qualquer tecla que foi pressionada antes dessa pressão. Nesse momento, o pedal da direita não deve ser pressionado. Depois de o pedal sostenuto ou tonal estar totalmente acionado, o pedal da direita pode ser usado normalmente.

Notação: o uso nem sempre está indicado nas partituras. Alguns compositores do século XX usam a abreviatura S.P., sostenuto ou sostenuto pedal. 

Qual é a explicação para a diferença entre som musical e ruído?

O SOM MUSICAL é formado por um padrão de onda sonora que é repetido. Quando um corpo vibra, ele gera uma onda sonora. Esta se propaga pelo ar até o ouvido de alguém próximo, estimulando o tímpano, membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio. O tímpano é flexível (movimenta-se para dentro e para fora) e vibra o mesmo número de vezes por segundo como a fonte original, quando as ondas sonoras chegam até ele. Porém ele não responde bem ao padrão de vibração de ondas que são repetidas muito rapidamente ou muito lentamente. O ser humano só consegue ouvir padrões que se repetem a partir de 20 vezes/segundo e menos do que 20 mil vezes/segundo. Dentro desta faixa, ouvem-se sons musicais. Eles não precisam ser produzidos por instrumentos. Qualquer fonte que vibre o ar entre 20 e 20 mil vezes/segundo é capaz de produzir uma nota.

A FORMA da onda dos sons musicais é regular e simples, quando comparada com a forma da onda de um RUÍDO, que é irregular e complexa (não tendo, portanto, um padrão de repetição).

Como são produzidas as notas de um instrumento?

Os instrumentos musicais são construídos de tal forma que permitem que sons (notas) sejam produzidos e magnificados com quase total controle pelo músico, ou por meio dos dedos e/ou pela força dos pulmões. Os dedos e o sopro provocam a vibração de alguma parte do instrumento a uma freqüência eleita para produzir a nota desejada.

Frequência é o número de vibrações da onda por segundo e é medida em Hertz (Hz). Foi um pesquisador alemão, Heinrich Hertz, um dos primeiros a considerar, cientificamente, a medida da vibração de uma fonte sonora, nos anos 1880. A partir de 1930, em sua homenagem, “Hertz” passou a ser a unidade de medida de frequência. Considerando as notas centrais do piano como exemplo, têm-se os seguintes valores:
Dó 4 - 261,63 Hz
Ré 4 - 293,66 Hz
Mi 4 - 329,63 Hz
Fá 4 - 349,23 Hz
Sol 4 – 392 Hz
Lá 4 - 440 Hz
Si 4 - 493,88 Hz

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/10-artigosfantbranco
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