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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

I have a dream.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Frustrações ao praticar um instrumento - Causas e soluções


Texto de Silvinho Fernandes - http://silvinhofernandes.blogspot.com.br

Alguma vez você já terminou uma sessão de estudos em seu instrumento e saiu do quarto perguntando se você desperdiçou apenas uma hora de sua vida? Sentindo que você usou sua hora de estudos, mas que não tem certeza se foi produtivo?

Um dos principais fatores que podem ditar o quão eficiente e eficaz nossos treinos são é a concentração (ou a falta dela).

Lembre-se por este artigo que a chave para a maestria é a prática deliberada. E o ingrediente chave na prática deliberada é a capacidade de pensar com clareza e propositadamente. Repetição mecânica é fácil – prática deliberada é o verdadeiro aprendizado, por outro lado exige grande concentração e foco.

Infelizmente, a maioria de nós não pode simplesmente ligar ou desligar o interruptor da concentração. Todos nós já tivemos momentos em que realmente queremos ou precisamos nos concentrar, mas simplesmente não conseguimos, não é mesmo? Enquanto isso é frustrante e agravante, muitos poucos de nós realmente paramos para pensar com mais cuidado sobre por que não fomos capazes de nos concentrarmos. Afinal, se você não consegue se concentrar, normalmente há uma boa razão.

Então, porque eu não consigo me concentrar? Se você pode identificar o problema, você pode identificar e implementar uma solução que irá ajudá-lo a encontrar seu foco, concentrar e facilitar uma sessão de estudos muito mais produtivo. O grau de dificuldade em que você pode pratica também tem um impacto sobre o seu nível de motivação para continuar a praticar (porque a prática se você não está ganhando nada com isso?). Abaixo, em nenhuma ordem particular, estão 9 razões pelas quais você pode estar tendo dificuldade de concentração, podendo te ajudar a ter sessões de estudos mais produtivos.

Distrações externas


Praticar nem sempre é a coisa mais interessante para se fazer. O seu ambiente de estudos é propício à concentração da prática de seu instrumento ou à distração e diversão? Desligue seu celular, prefira uma cadeira confortável a uma cama, desligue seu celular, prefira um cômodo em que não tenha uma TV e que seja longe da geladeira, desligue seu celular e peça para alguém cuidar do seu animal de estimação enquanto você estuda. Transforme seu ambiente de estudos em um lugar ao qual seu cérebro não estará tentado por estímulos irrelevantes. Ah, não se esqueça de desligar o seu celular!

Déficit de habilidade

Alguma vez você já aprendeu a se concentrar? A concentração é uma habilidade, assim como aprender a tocar o instrumento. Para essa questão, você já aprendeu a praticar? Ao contrário de atletas que muitas vezes treinam e praticam sob o olhar atento de um treinador, muitos poucos músicos já tiveram instruções de como praticar da maneira certa.

Baixa tolerância à frustração
Como Robert Byrne disse: “Existem dois tipos de pessoas. Aqueles que terminam o que começam, e aqueles que … ”

Entenda que o progresso e a aprendizagem nem sempre caminham juntas, não são lineares. A realização com maestria e excelência no desempenho parece mais com uma escada, onde a maior parte do seu tempo é gasto em planaltos. Enquanto você está praticando o caminho certo, você será recompensado pelo progresso – mas saiba que o domínio requer paciência. O livro Mastery, por George Leonard pode ajudar tremendamente a este respeito e é uma leitura obrigatória para músicos e não-músicos. 

Nenhum objetivo ou plano claro

O quão claro é o seu plano para a sua próxima sessão de estudos? O que você pretende conseguir?
Seu plano é muito vago? (“Eu preciso tocar mais afinado”)
É impossível? (“Eu não deixarei este quarto até que isto saia absolutamente perfeito”)

Falta de energia

Concentração requer energia. Se você está cansado, você não será capaz de se concentrar totalmente.

Se você começar a prestar atenção, você verá que há certos períodos durante o dia quando você é naturalmente mais alerta, atento e capaz de se concentrar. Não perca esses períodos de tempo em tarefas que não exigem a sua atenção. Trate estas porções do dia como sendo mais valiosos e use-os para tarefas que tem prioridades mais altas. Por exemplo, se você sabe que você tende a ser mais “esperto” em torno das 10h da manhã, e tende a ficar sonolento em torno da 13:30, faça o que puder para praticar às 10h e deixe para fazer algo que não exija 100% de concentração às 13:30. É importante também, manter uma boa alimentação para manter seu corpo e mente saudáveis.

Ansiedade

Você tem dificuldade para se concentrar em uma coisa de cada vez? Você fica pulando de uma coisa para outra, sem realmente resolver um problema antes de passar para o próximo?

Distrações

Você costuma ficar aéreo ou distraído enquanto pratica? Fazer os exercícios sem ouvir as notas durante os movimentos impedirão que você perceba seus erros, fazendo que você os repita, inconscientemente, no futuro.

Falta de interesse

Você luta para se concentrar, se você não está realmente interessado no que você está fazendo. Pergunte-se porque você está praticando. E não, a resposta correta não é “eu estou praticando, porque eu quero ficar melhor” ou “porque o meu professor vai saber se eu não fizer”. Por que você está praticando, afinal?

Não custa lembrar a razão dos seus treinos diários. Esse item anda de mãos dadas com o item 4 (Planos e objetivos claros).

Compromisso

O quanto você está comprometido com seu ofício? Você está disposto a fazer o que é preciso para ser o melhor que você pode ser? Vale a pena para você?

Isso é tudo?

Existem mais fatores que impedem nossa concentração?
Mais do que provavelmente, sim.
No entanto, estes são nove fatores que podemos começar a considerar.

A conclusão é...

Se você está saindo da sala de ensaios com a sensação de que você não ganhou muito de seu investimento de tempo e energia, há um motivo subjacente. E a razão não tem nada a ver com o quão talentoso você é. Isso é provavelmente e mais estreitamente relacionado com o seu nível de concentração, foco e clareza de objetivos – todos os quais estão dentro de seu controle.

Descubra o que está prendendo você, implemente uma solução que tem como alvo o fator específico, e veja se a prática não se torna mais eficiente e gratificante.

Não se faz um músico de um dia para o outro, e nem em poucas aulas ou pouco estudo. Tudo é questão de tempo e vontade. Não se pode desistir de uma escalada quando se está na metade do caminho. Há necessidade de insistência. Um atleta para ganhar uma medalha não mede esforços e não tem hora de descanso porque o seu alvo é chegar ao ponto mais alto de um pódio. Na música é assim também; muito estudo. Não hesite em estudar e conhecer esse novo mundo que é a música. Você vai se encantar com ele, mas é preciso estudo e tempo nessa área. Não se ache autossuficiente, mas saiba que existe muito o que aprender. Se necessário, procure uma escola e aumente os seus conhecimentos.

domingo, 27 de novembro de 2016

Percepção musical - Diferença entre ouvido absoluto e ouvido relativo.

Assista ao documentário:

Documentário: Escuto só – Ouvido absoluto

Texto de Silvinho Fernandes - http://silvinhofernandes.blogspot.com.br

Antes de mais nada gostaria de comentar que quando Beethoven escreveu a famosa nona sinfonia em 1824, aos 54 anos de idade, ele já estava surdo havia dez anos. Muitos se perguntam como ele foi capaz de compor uma das músicas mais admiradas de todos os tempos sem nem conseguir escutar. Como ele sabia quais notas escrever no papel?

A resposta para essa pergunta não é simples, pois ninguém sabe como funcionava a mente desse gênio. Mas há fatos importantes que conhecemos sobre Beethoven. Ele tinha desenvolvido, ao longo de sua vida, uma percepção musical muito avançada. Não só ele tinha um ouvido absoluto, como também tinha ouvido relativo.

Veremos:
  • O que significa, ouvido absoluto e ouvido relativo;
  • Qual é a importância da percepção musical para solar no instrumento;
O que é ouvido absoluto?

A pessoa que tem ouvido absoluto possui uma habilidade muito especial. Ao escutar qualquer som, ela consegue imediatamente dizer qual é a nota musical que está sendo tocada. É uma memória sonora muito forte. Ao ouvir uma música no piano, ela pode dizer com precisão o nome de cada nota: Dó, Mi, Fá, etc... Mas não é só isso. Por incrível que pareça, qualquer ruído no dia a dia, como um telefone tocando, uma buzina na rua, ou um bebê chorando também é rapidamente reconhecido. O telefone toca, e ela identifica: “Isto é um Lá”. 

Já se nasce com ouvido absoluto?

Existem dois grupos de pessoas com esta habilidade. O primeiro, é formado por pessoas que já nascem com esse dom e que, geralmente na infância, seus pais percebem essa capacidade e incentivam a criança à tocar algum instrumento e aprender música. O segundo grupo é formado por aquelas pessoas que têm facilidade e gosto pela música, e acabam desenvolvendo essa habilidade com o auxílio de um professor e bastante exercício.

Existem diferentes tipos de ouvido absoluto

O ouvido absoluto se manifesta de formas diferentes em cada pessoa. Umas conseguem dizer o nome de qualquer nota em menos de um segundo; outras precisam refletir um pouco antes de responder. Umas acertam sempre; outras erram de vez em quando. Umas conseguem reconhecer notas em qualquer instrumento; outra, só conseguem reconhecer as notas no instrumento que estão acostumadas a tocar.

Há ainda outras formas de ouvido absoluto, que não seguem a definição ao pé da letra. Por exemplo, o guitarrista que tem facilidade de tirar músicas de ouvido, ao escutar uma música, ele já sabe exatamente onde encontrar as notas na guitarra. Apesar de não saber dizer o nome das notas de ouvido, ele tem uma memória sonora muito forte, e a resposta motora é imediata. Ele se lembra da sensação física de tocar aquela nota.

Qual é a utilidade do ouvido absoluto?

Uma das vantagens é que fica mais fácil de tirar músicas de ouvido, sem precisar ler partituras, cifras ou tablaturas. Além disso, na hora de compor, a pessoa pode escrever as notas sem precisar testar no instrumento para verificar as notas. Fica mais fácil também de se comunicar com outros músicos, principalmente durante ensaios em grupo.

Para os instrumentistas em geral, o ouvido absoluto pode ser bastante útil na hora de solar e improvisar, pois, além de feeling e criatividade, é necessário saber onde estão as notas que você está imaginando.

Todo músico precisa ter ouvido absoluto?

Apesar de ser uma habilidade desejada, não é necessário ter ouvido absoluto para ser um grande músico. É preciso deixar claro que ouvido absoluto não faz você tocar melhor, e também não faz ser mais criativo.

Um exemplo famoso é o maestro Arturo Toscanini, que foi um dos principais maestros do século XX. Além de não ter ouvido absoluto, ele chegava a desafinar na hora de cantarolar as melodias. Mas isso não o impedia de realizar seu trabalho com perfeição. Isto é, não ter ouvido absoluto não é uma limitação, mas uma qualidade “plus”.

Além disso, algumas pessoas que possuem ouvido absoluto, apesar de gostarem desse dom, dizem que pode ser cansativo perceber todas as notas, ao invés de simplesmente apreciar uma música.

Esse talento, no entanto, é extremamente útil para alguns músicos, como os vocalistas, que precisam imaginar o som antes de emitir com a voz. Do contrário, a nota cantada será errada. Em instrumentos como trombone e trompete, ocorre algo semelhante. Há também instrumentos de cordas, como violino e violoncelo, que não tem as notas indicadas pelos trastes, como a guitarra. Assim, podemos ver que guitarristas e violonistas necessitam menos dessa habilidade, pois é fácil de visualizar as notas e escalas no instrumento.

Lembre-se também que ter ouvido absoluto não significa ter um ouvido musical. Para desenvolver um ouvido musical, que é essencial para um músico, é mais importante desenvolver o ouvido relativo e treinar percepção musical.

O que é ouvido relativo?

Ter ouvido relativo significa conseguir dizer quais são os intervalos entre as notas ou até mesmo reconhecer notas musicais a partir de uma referência anterior. Por exemplo, você escuta duas notas, Dó e Ré, e, apesar de não conseguir identificar quais notas são, você consegue perceber que há um intervalo de 1 tom entre elas. Ou, se tocarem Dó e Mi, você percebe que se trata de um intervalo de 2 tons.

A pessoa que não tem ouvido absoluto, mas tem Ouvido Relativo, consegue identificar as notas de uma música se tiver uma nota como referência. Imagine que alguém toque uma nota e diga para você que é um Dó. Em seguida, ela toca um Mi, mas sem te dizer qual é a. Como você tem ouvido relativo, você percebe que esta segunda nota executada está dois tons acima da nota anterior (nota de referência), que era um Dó, e rapidamente conclui que a segunda nota tocada foi um Mi.

O ouvido relativo ajuda muito na hora de tirar uma música de ouvido, pois, depois de identificar qual é a primeira nota, você logo vai encontrando as notas seguintes.

O ouvido relativo é importante por ser a capacidade de perceber as relações entre as notas musicais, isto é, os intervalos. A melodia de canção é feita de intervalos. São eles que geram os sentimentos que a música proporciona.

Um bom exemplo dessa relação entre os intervalos são os acordes. Qual a diferença entre os acordes maior e menor? O acorde maior tem uma sonoridade aberta e alegre, enquanto o acorde menor tem uma sonoridade fechada e séria. Mas falando das notas, a única diferença é que o acorde maior tem uma terça maior (intervalo de dois tons em relação à tônica), enquanto o acorde menor tem uma terça menor (intervalo de um tom e meio em relação à tônica). Percebeu como pequenas diferenças nos intervalos mudam tudo?

O que é percepção musical?

Percepção musical é a capacidade fazer uma leitura ou de perceber como os sons formam uma linguagem musical. A música é algo complexo, formado por elementos como melodia, ritmo e harmonia. Desenvolver sua percepção musical é se tornar cada vez mais capaz de distinguir esses elementos.

Todos nós temos algum nível de percepção musical e, quanto mais ouvimos e tocamos música, mais “musicais” nos tornamos. É possível ser um excelente músico, como é o caso de centenas de artistas famosos, apenas aprendendo o básico e depois se guiando pelo feeling e criatividade. Mas, aqueles que estudam e treinam a fundo a percepção musical acabam desenvolvendo habilidades bem mais avançadas, como: conseguir identificar escalas ao escutar melodias, saber identificar acordes numa música, identificar campos harmônicos, identificar ritmos complexos, e até mesmo, escrever partituras.

Como treinar ouvido absoluto, ouvido relativo e a percepção musical?

Existe uma forma muito simples de treinar seu ouvido e você pode começar hoje. Independentemente se você quer ter ouvido absoluto, ouvido relativo, ou apenas melhorar um pouco sua percepção musical, o caminho é o mesmo: Solfejo.

A percepção musical é um ramo de estudo bem amplo e profundo, ensinado ao longo de anos por professores de música. Mas, mesmo sem fazer aulas de música, você também pode desenvolver seu ouvido e percepção musical. Basta começar a praticar Solfejo.

O que é um Solfejo?

Talvez você não conheça ou não tenha muita prática com solfejo, por isso vamos com calma, entendendo uma coisa de cada vez. Você verá que é fácil. 

Conceito 1 - Solfejo é a leitura da partitura através do canto. Você olha as notas na partitura e as canta ao mesmo tempo. É preciso também cantar as notas no ritmo certo, indicado na partitura. Mas é possível praticar solfejo mesmo sem partitura. Se você toca piano, pode praticar com um piano. Se toca guitarra, pode treinar com uma guitarra. Em qualquer situação, você precisa ter um instrumento afinado para ter as notas certas como referência. É por isso, que muitos vocalistas praticam com um piano ou teclado.

Conceito 2 - Solfejo, no conceito da música ocidental, é a arte de cantar os intervalos musicais, seguindo as respectivas alturas (frequências ou graus da escala) e ritmos anotados em uma partitura. A arte de ler o solfejo chama-se solfejar.

Conclusão

Agora, lembre-se da história que contei sobre Beethoven no primeiro parágrafo deste artigo, e reflita sobre o seguinte: não é preciso ter ouvido absoluto para compor músicas. Beethoven tinha uma facilidade incrível de escrever as notas no papel, registrando-as para toda a eternidade. Mas a sua verdadeira genialidade estava em sua criatividade e imaginação para criar belas músicas.
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