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domingo, 2 de outubro de 2016

História dos órgãos e dos teclados eletrônicos.

O teclado é um dos instrumentos mais utilizados atualmente, por causa da sua grande flexibilidade e diversas finalidades no mundo da música. Com um simples teclado pode-se dispensar o acompanhamento básico de outros componentes de um grupo musical (baterista, guitarrista, contrabaixista etc.).

Em pleno século XXI, a tecnologia eletrônica permite um avanço galopante das telecomunicações, da robótica, aperfeiçoamento de computadores, celulares, tele transmissores e uma outra infinidade de inovações na área. Também os órgãos eletrônicos, os sintetizadores, os teclados têm se aprimorado no que diz respeito à quantidade e qualidade dos recursos oferecidos. Esses instrumentos ocupam lugar de destaque como ferramenta musicalizadora em várias instituições pelo mundo afora, também realizando importante papel junto às grandes orquestras estrangeiras, incluindo, por exemplo, a Orquestra Sinfônica de Londres. Portanto, torna-se imprescindível que seja discutida a validação dos recursos pedagógicos oferecidos pelos órgãos e teclados eletrônicos no processo musicalizador. Do contrário, teremos a cada dia, mais um “curioso” que, se valendo de alguns de seus recursos, continuará perpetuando a triste condição à qual é reduzido esse instrumento: “aparelho eletrodoméstico” e “aperta-se um botão” e ele toca.

O primeiro órgão foi construído na Grécia há mais de dois mil anos. Sua invenção é atribuída ao engenheiro grego Ctesíbio de Alexandria: Tal instrumento, acionado pelo fluxo da água sobre as válvulas dos tubos através de um teclado rudimentar, deveria possuir oito registros; e, pela reprodução de uma cerâmica africana do século II D.C., parece possível concluir que deveria ter três metros de altura e um metro e quarenta centímetros de amplitude horizontal, com dezenove teclas da largura de cinco centímetros. (MAGNANI, 1989, p.273). Descreveram o invento como “uma das maravilhas do mundo”. Denominava-se Hydraulos - palavra construída com os vocábulos gregos que significam água e tubo - e funcionava por pressão de água e ar, sendo bombeado à mão.

Durante o Império Romano, esse instrumento era tocado em cerimônias, rituais e exibições de gladiadores. Quatro séculos depois de Cristo, o impulso hidráulico já havia sofrido transformações, sendo substituído pelo princípio pneumático (do grego – vento), cujo fornecimento de ar se fazia por meio de foles. Em vez de teclas, como as do Hydraulos, o órgão pneumático da igreja medieval possuía 28 réguas de registro feitas de tábuas de madeira localizadas entre o someiro (caixa de ar) e a parte inferior dos tubos, que se abriam e fechavam.

No começo do século XII, aproximadamente, as réguas de registro foram substituídas por teclas, verdadeiras alavancas grandes e pesadas, que requeriam enorme esforço para entrarem em funcionamento; precisavam ser pressionadas com a palma da mão, com o punho e até mesmo com pancadas. Do século XIII em diante, paralelamente ao grande órgão de igreja, desenvolveu-se também uma variedade de tipos menores de órgão. O regal, que deveria se apoiar no colo do instrumentista, cujo fole seria movido pela mão esquerda e as teclas tocadas ou acionadas com a mão direita; possivelmente o precursor do acordeão. Temos um órgão médio, o positivo, que poderia ser transportado com facilidade e deveria ser apoiado em uma superfície plana, procedimento que se assemelha às condições de uso dos atuais teclados eletrônicos. Ambos, o positivo e o real, eram destinados ao uso familiar e profano. (MAGNANI, 1989, p. 274).

Durante o século XV, quase todos esses instrumentos tinham dois manuais com teclas para serem executados com os dedos. Esses manuais haviam sido aprimorados e estavam menores e muito mais sensíveis ao toque; alguns órgãos já possuíam pedais. MAGNANI (1989, p. 274), co-menta que “o progresso foi rápido ao longo do século XV; tanto assim que, nas últimas décadas, as teclas já eram digitáveis e os registros eram bastante ricos em número e qualidade sonora”.
E assim, a engenhosidade humana juntamente com as ideias progressistas dos 29 séculos seguintes, provocou grandes inovações nos órgãos, quanto à qualidade tímbrica, quantidade de manuais e recursos mecânicos.

Ao longo do século XVI, dentre as novidades e recursos oferecidos pelos órgãos italianos e alemães, podemos mencionar: melhor afinação e qualidade sonora, uma possibilidade maior de coloridos timbrísticos pela técnica de combinação dos registros e a obtenção de uma possante sonoridade, resultante da fusão de dois teclados. Também houve a inclusão do registro vibrato imitando esse recurso da voz humana, que segundo MAGNANI (1989, p.274), era “pateticamente expressivo”.

No século XVIII, os franceses elevaram o número dos teclados manuais de dois para cinco. Os órgãos tornaram-se mais expressivos através da inclusão de uma caixa que, por meio de um pedal, permitia a realização de uma ampla variedade dinâmica. Em contraponto aos compositores clássicos, que manifestavam pouco interesse pelo órgão, os músicos românticos dedicaram parte de suas composições ao enriquecimento da literatura organística. “Dedicaram-lhe uma ampla literatura, empregando-o conforme conceitos mais orquestrais do que religiosos, em formas profanas que incluíam a sonata e as peças características da literatura pianística”.(MAGNANI, 1989, p. 274).
Devido ao advento da eletricidade no final do século XIX, novos instrumentos foram inventados e outros evoluíram ou sofreram modificações, ao longo do século XX. Foram inventados o fonógrafo, o rádio, o gramofone, a televisão, os 30 discos long-play, as filmadoras, o vídeo, as comunicações via satélite, o gravador de fitas cassete, o sistema CD (compact disc), a TV por satélite, o DVD e os programas específicos de música para computadores e os teclados virtuais.

O primeiro teclado elétrico foi feito há mais de cem anos. Em 1895, o americano Thaddeus Cahill inventou o Telharmonium. Consistia de um gerador rotativo de grandes dimensões e auscultadores de telefone presos ao teclado. O som era emitido quando se pressionava uma tecla. Em 1906, esse instrumento pesando 200 toneladas e com dezoito metros de comprimento foi demonstrado em Nova York pelo próprio inventor. Segundo GRIMSHAW (1998, P.19) “A plateia ficou
boquiaberta ao ouvir um som tão estranho”.

Em 1920, o russo Leon Theremin inventou um instrumento menor e mais leve que o Telharmonium. Theremin excursionou pela Europa e América com sua invenção, cuja altura e volume das notas eram controlados pelo movimento das mãos, entre um aro de metal e uma haste presa ao instrumento. Uma das primeiras obras musicais que se utilizou de instrumentos eletrônicos foi Fête des Belles, escrita por Olivier Messiaen. Foram usados seis instrumentos de teclas denominados
Ondes Martenot, criados por Maurice Martenot, contendo cinco oitavas de notas que podiam ser tocadas ao mesmo tempo. Também André Jolivet explorou o Martenot e com o emprego de cer-tos recursos desse instrumento, nos faz ouvir os uivos dos cães de Érebo em sua Suíte Délfica. ”A preocupação constante em ultrapassar as fronteiras do mundo natural por alguma operação fabulosa e mágica, conduziu-o a descobrir no Martenot recursos que seu próprio inventor talvez não tivesse suposto” (BARRAUD,1968, p.120).

Em 1936 os alemães criaram o Hellertion. Esse instrumento de teclas possuía seis oitavas e contava com pedais que conseguiam reproduzir o som de outros instrumentos musicais. Os pedais se interligavam a quatro chaves, que uma vez pressionadas, permitiriam ao músico criar harmonias.

O funcionamento do órgão eletrônico difere fundamentalmente da família de instrumentos de tubos e vento. As similaridades são os teclados, os registros, as pedaleiras e o móvel. Porém, quando surgiu nos anos 50, o órgão eletrônico não utilizava tubos e vento para produzir som, mas, basicamente, se compunha de válvulas, osciladores, filtros e amplificadores que transformavam os impulsos da corrente elétrica em sons. A descoberta do transistor deu um grande impulso no desenvolvimento do instrumento, melhorando a sonoridade, a qualidade e deixando-o cada vez mais compacto e portátil. Os sons do órgão eletrônico, assim como todos os seus controles de al-tura, timbre, vibratos e apoio rítmico, são gerados por placas de circuito impresso e demais dispositivos de tecnologia eletrônica. Um dos órgãos mais famosos é o Hammond, com amplos recursos e timbre peculiar, e, ainda hoje, muito utilizado pelos músicos de Blues e Jazz.

Além do órgão Hammond podemos verificar no mercado outros órgãos de pedaleira de qualidade internacional tais como o Yamaha, o Farfisa, o Roland e o Eminent.

Atualmente, o emprego do órgão eletrônico de pedaleira em recitais e concertos não é tão difundido, como ocorria nos anos de 1960, 70 e 80. Também o ensino musical por meio desse instrumento ficou bastante reduzido. Esse quadro se explica pelo aparecimento de teclados mais leves, de fácil locomoção, que oferecem mais variedade de recursos, instigando o lado criativo e pesquisador de seus executantes. O quadro apresentado a seguir sintetiza a história dos órgãos e
órgãos eletrônicos.

A evolução da eletrônica após a Segunda Guerra Mundial possibilitou a introdução de novos materiais e fontes sonoras utilizados por compositores eruditos como Schaefer, Stockhausen e Cage. Fitas magnéticas eram utilizadas por Pierre Schaefer em suas sinfonias. Como GRIMSHAW (1998, p.22) afirma: Em 1957, o compositor alemão Karlheinz Stockhausen (nascido em 1928) fez novas experiências com composições tradicionais.

Utilizou gravações de um rapaz cantando e falando e depois brincou com o som, dando maior ou menor velocidade. A isto chamamos música concreta. Esta peça é chamada Song of the Young Boy.
Também o americano John Cage escreveu música de uma forma não convencional e foi um dos primeiros a usar um piano com objetos colocados entre as cordas para modificar os sons – o piano preparado. Em meio a este efervescente cenário de inovações sonoras e experimentações, surgiram também os primeiros sintetizadores, que se caracterizam, principalmente pela possibilidade de criação de novas sonoridades. O primeiro sintetizador foi criado em 1955 pela Radio Corporation of America – RCA, que nesse mesmo ano recebeu o Prêmio Nobel por tal invenção. Tratava-se de um aparelho eletrônico difícil de ser operado por músicos, que requeria de engenheiros especializados, horas de pesquisa para se criar um som útil.

No início dos anos de 1960, o músico, engenheiro e físico norte americano Robert Moog, desenvolveu um instrumento mais acessível e orientado para músicos e não para técnicos. Assim, o sintetizador que leva o seu nome, começou a se popularizar. “O sintetizador, definitivamente, proporcionou à música um enfoque criativo muito grande, pois muitos músicos e técnicos desenvolveram sons novos até então, além da imaginação”.

A projeção dos sintetizadores e sua popularidade no mercado estão diretamente ligadas a dois grandes nomes do cenário eletrônico musical: Wendy Carlos e Keith Emerson. Wendy Carlos foi responsável pela primeira obra musical totalmente executada em um sintetizador Moog. Gravou em 1968 obras de Bach com timbres inusitados proporcionados pelo sintetizador, cuidando para não imitar qualquer instrumento de orquestra...”foi aclamado pela crítica e público, inclusive pelo
controvertido pianista Glenn Gould (http://linobento.sites.uol.com.br/intro.html).Os sintetizadores alcançaram também um lugar no mundo cinematográfico, sendo largamente empregados para realização de trilhas sonoras e efeitos sonoros especiais. Wendy Carlos, em sua obra Sonic Seasonings, apresentou o que conhecemos hoje como estilo New Age, utilizando o sintetizador Moog para simular sons da natureza, tais como chuvas, ventos, pássaros, lobos uivando.

Também criou trilhas para os filmes O Iluminado do diretor Stanley Kubrick e Tron dos estudios Walt Disney. (http://linobento.sites.uol.com.br/intro.html).

Keith Emerson, músico e compositor inglês, foi o primeiro integrante de uma banda de rock progressivo a introduzir o Moog, ao vivo, nos palcos. Esse instrumento ainda apresentava instabilidade quanto à afinação e dificuldade de mudar rapidamente de timbres. Segundo fonte da Internet:
“Pianista, organista, show man, Emerson fez pelos teclados o que Jimmy Hendrix fez pela guitarra: exibições virtuosísticas, destruição de instrumentos, utilizando inclusive elementos pirotécnicos. A
efervescência das suas apresentações perdia somente para a sua musicalidade”.

Os Moogs mais sofisticados eram os modulares, ou seja, aqueles que poderiam ser adquiridos conforme a necessidade, mas ainda assim com custo elevado, muito pesados e complicados para se operar. Logo a seguir a Moog Music lançou uma versão atualizada, economicamente acessível e fácil de ser operado, a geração dos Minimoogs. Isso aconteceu sob influência do músico Keith Emerson que acreditava que a invenção de Robert Moog não deveria ficar confinada dentro de um estúdio e sim ser utilizada para apresentações ao vivo, viajando por vários palcos do mundo.

Paralelamente aos sintetizadores, desenvolveram-se os teclados eletrônicos, ou teclados portáteis, ou ainda, home keyboards. São instrumentos musicais de tecnologia eletrônica, capazes de reproduzir ou imitar as vozes de diversos outros instrumentos musicais. Possuem variados timbres, inúmeros efeitos e apoio rítmico em estilos diversos. Alguns modelos apresentam dinâmica de teclado ou teclas sensitivas ao toque. Encontramos teclados de fabricação Casio, Yamaha, Ka-wai, Roland, Technics, dentre outros. Diversos modelos se utilizam de tecnologia digital e aqueles que possuírem maior qualidade sonora podem estar além das salas de aula, também em estúdios caseiros, destinando-se a gravações de discos ou trilhas sonoras.

O teclado, ao logo de seu desenvolvimento pela história, deu origem vários tipos de instrumentos de teclas:


Na Idade Média, surgiu o órgão de sopro, composto por tubos de vários tamanhos e larguras, com o teclado para o acionamento das notas e pedais para o acionamento do fole. Neste tipo de instrumento o som é causado pelo ar, que impulsionado por um fole (como o do acordeom), passa através dos tubos gerando o som, no mesmo princípio da flauta doce. O fole é acionado pelos pés, acumula o ar que é liberado pelas teclas, através do toque do organista.

Atualmente, existem órgãos de sopro em muitas igrejas. Eles funcionam no mesmo princípio, só que o ar é comprimido através de motores elétricos.


É um parente do acordeão, que utiliza o mesmo sistema de foles, porém, para acionamento de pequenas palhetas de metal (como em uma gaita de boca). Possui ainda um teclado, pedal e registros para alteração da sonoridade do instrumento. É um pequeno órgão, sem tubos.


Surgido nos anos 50, o órgão eletrônico basicamente se compõe de válvulas, osciladores, filtros e amplificadores que transformam os impulsos da corrente elétrica em sons, através dos alto-falantes. A descoberta do transistor deu um grande impulso no desenvolvimento do instrumento, melhorando a sonoridade, a qualidade e deixando-o cada vez mais compacto e portátil. Um dos órgãos mais famosos é Hammond ainda usado pelo pessoal do Blues e do Jazz. Temos ainda os da Diatron, Yamaha, Miname, Spark, etc. Eram de móvel e de difícil transporte.


Os Sintetizadores são os mais usados atualmente. É um instrumento que possui vários timbres (sons) que na qual podem ser editados (alteração de frequências, modulação, efeitos, etc.), com isso criando novos timbres (sons). O sintetizador é um teclado eletrônico, inventado por Bob Moog nos anos 60, que permite criar novos tipos de sons. Os primeiros eram analógicos como os órgãos eletrônicos, isto é, o som era gerado por impulsos elétricos.

O desenvolvimento da microeletrônica: circuitos integrados, chips e microprocessadores, contribuíram para a grande transformação do sintetizador – de analógico para digital. Foi aí que surgiram os famosos: DX7 da Yamaha, e D50 da Roland, entre outros.

Samplers ou Arranjadores (O Nosso instrumento é esse aqui!)

Teclados com acompanhamento semiautomático. São teclados que possuem vários estilos musicais (pop, jazz, rock, balada, samba, bossa nova, dance, e muitos outros), onde pode-se criar e modificar outros estilos, acompanhados por parte rítmica (bateria), baixo, strings, cordas (violão, guitarra), metais (trompete, trombone, etc.), bem como ainda pode-se sintetizar estes timbres. São teclados que reproduzem o som de um determinado instrumento acústico e também sons sintetizados, através de uma gravação digital. Por exemplo: o som de uma nota musical tocada em um sax tenor é gravado digitalmente e passada para o teclado. Ele, então, assume o som para todas as teclas.
Concluindo, toca-se teclado e o som reproduzido é o do sax tenor.

A diferença entre o som do sampler e o som do sintetizador é que o segundo é artificial, criado eletronicamente (sinteticamente) através das ondas sonoras.
O teclado é – sem falsa modéstia – o instrumento mais universal, pois poder ser adicionado em qualquer estilo: vai do bom gosto do tecladista. Este curso pretende fazer com que você viaje por esse universo contagiante de sons. Este é um instrumento de possibilidades infinitas.


Sintetizadores e samplers ao mesmo tempo que possuem sequenciador. São teclados mais complexos, que envolve síntese de sons e sequenciadores para composição, arranjos de partes musicais ou peças musicais completas, e ainda possuem a capacidade de síntese de timbres (sons).


Os pianos podem ser acústicos eletrônicos/digitais. Os acústicos são os tradicionais: não são elétricos, possuem cordas e caixa de ressonância. Quando se toca uma tecla, esta aciona um martelo que bate na corda e provoca o som. Para cada tecla do piano existe um martelo e uma corda correspondente. Pianos digitais são como os teclados, porém maiores, com mais oitavas e teclas com “peso” de piano. São teclados com várias teclas (76,88), que possuem vários timbres de piano, grand piano, piano elétrico, cravo, etc.


Os Controladores são teclados com várias teclas (76,88), na maioria das vezes não possuem timbres, que tem a finalidade de controlar outros instrumentos digitais através de MIDI (comunicação entre instrumentos digitais), controla uma bateria eletrônica, computadores, módulos de som, etc.

Keytar (controlador no Brasil)

É um instrumento musical que apresenta características de guitarra, teclado e sintetizador. O seu nome provem da mistura das palavras Keyboard e Guitar. O keytar é um teclado relativamente leves (com ou sem uma base de sintetizadores) que é suportado por uma cinta em volta do pescoço e ombros, semelhante à maneira como uma guitarra é apoiado por uma cinta. Keytars permitem aos músicos uma maior quantidade de movimento em comparação com teclados convencionais, que são colocados em estantes. O instrumento tem um teclado musical para executar as notas musicais e sons. Controles para curvas pitch, vibrato portamento, e sustain são colocados no "braço" do instrumento. Keytars podem conter seus próprios sons, como o pioneiro Moog Liberation, ou mais comum simplesmente ser controladores, disparando notas em outro sintetizador MIDI.

Como já dissemos, o tipo de teclado mais usado entre os músicos no momento é o sintetizador. Vamos se basear nele para que você fique por dentro sobre sua história. Um bom sintetizador pode imitar sons da natureza tais como o canto de pássaros, vento, trovões, etc; imitar todos os instrumentos musicais acústicos e elétricos como os de uma orquestra sinfônica (ou mesma de uma guitarra elétrica) e pode simular sons de helicópteros, carros, ruídos, virtualmente quase qualquer som.

Obviamente o sintetizador definitivamente proporcionou à música um enfoque criativo muito grande, pois muitos músicos e técnicos desenvolveram sons novos até então, além da imaginação. Pode-se dizer que três pessoas foram responsáveis pela popularidade deste instrumento:


Pode-se dizer que foi o inventor do sintetizador. Fundou a Moog Music Inc. no final dos anos 60, fabricante dos sintetizadores Moog.


Foi responsável pela primeira obra musical totalmente executada em um sintetizador Moog - a obter sucesso comercial com o Lp ´´Switched on Bach (1968). Trazia obras de Johann Sebastian Bach e foi aclamado pela crítica e público, inclusive pelo controvertido pianista Glenn Gould. Wendy Carlos procurou não imitar qualquer instrumento de orquestra. Reformulou todos os timbres. Posteriormente foi responsável pela trilha sonora dos filmes "A Laranja Mecânica" e "O Iluminado", ambos de Stanley Kubrick.


Integrante do grupo de rock progressivo inglês "Emerson, Lake & Palmer". Foi o primeiro a usar o "Moog" no rock, inclusive ao vivo, nos palcos. O próprio inventor, Robert Moog, o desaconselhou devido à instabilidade na afinação do instrumento e a dificuldade de se mudar rapidamente os timbres.

Os Moog mais sofisticados eram os "modulares". Os módulos de criação de sons podiam ser adquiridos conforme a necessidade, contudo o preço era muito alto, acima dos U$ 10.000,00, e muito complicado de se operar. Podiam chegar ao tamanho de uma parede e os módulos eram interligados com cabos, como os de uma telefonista.

A Moog Music resolveu lançar um sintetizador mais barato e fácil de se operar, certamente sacrificando sua flexibilidade. Surgia o "Minimoog" que foi provavelmente o sintetizador mais importante pela sua popularidade.

Na realidade o sintetizador foi criado em 1955 pela RCA (Radio Corporation of America). Apesar de ter ganho o Prêmio Nobel nesse ano, este sintetizador era um instrumento que somente podia ser operado por técnicos. Engenheiros especializados precisavam de horas para criar algum som útil. Conhecido como RCA MkII, tinha mais de 2 metros de altura e 5 metros de comprimento. Custava U$ 175.000,00.

Os poucos músicos capazes de operá-lo eram obrigados a revezar-se em turnos e fazer uma reserva no estúdio da Universidade de Columbia/Princeton em Nova York. Robert Moog, por ser músico (teve aulas de piano por 12 anos), além de engenheiro e físico, teve um diferencial, desenvolvendo um instrumento mais acessível e orientado para músicos, e não para técnicos. Foi com a sua invenção que o sintetizador começou a se popularizar. Por esse motivo ele é considerado o "Pai do Sintetizador".

Atualmente existem inúmeras marcas de teclados (sintetizadores), que vão dos mais simples aos mais sofisticados com grande possibilidade de síntese de sons e arranjos musicais. As marcas mais conhecidas são: Casio, Yamaha, Kawai, Roland, Korg, GEM General Music, Alesis, Kurzweill, M-Audio, Nord.

Dependendo do tipo de teclado a técnica para se tocar se diversifica na prática e no tipo de arranjo. Cada tipo de teclado foi desenvolvido para um fim específico.

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