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domingo, 2 de outubro de 2016

Música – Origens e Definições - Página 5

A Música, como todas as artes, simboliza a necessidade que o homem tem de se exprimir. Existe desde o início da história e por certo continuará até ao fim dos tempos. A Música nasceu com o próprio mundo, desenvolveu-se a partir dos ritmos e vibrações do nosso planeta - dos sons do vento, da água, do fogo, das trovoadas, dos pássaros, etc.

O homem escutou, imitou e aprendeu a criar os seus próprios sons, tornando familiar o mundo dos Sons. Reparou que os animais se movimentavam, andavam, corriam, saltavam. Descobriu e organizou os seus movimentos e gestos e foi assim que o mundo do Ritmo lhe foi sendo familiar.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré‐história. Provavelmente a observação dos sons da natureza despertou no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde‐se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.

O homem foi desenvolvendo o seu sentido musical e, gradualmente aperfeiçoou a escrita da música: a duração exata das figuras rítmicas, a métrica dos compassos, as escalas, o uso de claves…

Descobrindo e organizado o que podemos considerar como sendo os três elementos fundamentais e constitutivos da música: Melodia, Harmonia e o Ritmo.

O que é Música?



É a arte de expressar sentimos, pensamentos através do som.

“Segundo diversos autores, música é a combinação de sons e silêncios de uma maneira organizada. Vamos explicar com um exemplo: Um ruído de rádio emite sons, mas não de uma forma organizada, por isso não é classificado como música. Essa definição parece simples e completa, mas definir música não é algo tão óbvio assim. Podemos classificar um alarme de carro como música? Ele emite sons e silêncios de uma maneira organizada, mas garanto que a maioria das pessoas não chamaria esse som de música”. 

De uma maneira mais didática e abrangente, a música é composta por melodia, harmonia e ritmo. Melodia é a voz principal do som, é aquilo que pode ser cantado. Harmonia é uma sobreposição de notas que servem de base para a melodia. Por exemplo, uma pessoa tocando violão e cantando está fazendo harmonia com os acordes no violão e melodia com a voz. Cada acorde é uma sobreposição de várias notas, como veremos adiante em outros tópicos. Por isso que os acordes fazem parte da harmonia.

Observação importante: Vale a pena destacar que a melodia não necessariamente é composta por uma única voz; é possível também que ela tenha duas ou mais vozes (Coral), apesar de ser menos frequente essa situação. Para diferenciar melodia de harmonia nesse caso, podemos fazer uma comparação com um navio no oceano. O navio representa a harmonia e as pessoas dentro do navio representam a melodia. Tanto o navio quanto as pessoas estão se mexendo, e as pessoas se mexem dentro do navio enquanto ele trafega pelo oceano. Repare que o navio serve de base, suporte, para as pessoas. Elas têm liberdade para se movimentar apenas dentro do navio. Se uma pessoa pular para fora do navio, será desastroso. Com melodia e harmonia, é a mesma coisa. Bem, e o Ritmo é a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas, o ritmo nos diz como acompanhar ou executar a música

Cada um desses três assuntos precisa ser tratado à parte. Um conhecimento aprofundado permite uma manipulação ilimitada de todos os recursos que a música fornece, e é isso o que faz os “sons e silêncios” ficarem tão interessantes para nosso ouvido. 

“A música é a linguagem ou a ciência do som. É a arte de combinar os sons musicais e suas propriedades, isto é, a arte de expressar e transmitir os sentimentos da alma por meio de sons dispostos em série e combinações de acordo com determinadas regras. Agora, vamos conhecer um pouco mais sobre as quatro propriedades do som: duração, intensidade, altura e timbre”. 

“A música (do grego μουσική τέχνη ‐ musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É essencialmente uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada uma forma de arte”. 

“Música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma, mediante o som.” Podemos extrair desta definição que a música é uma arte, que lida com os sentidos da alma e, para externá-los, tem como matéria-prima: o som.

De acordo com a Bíblia a música como profissão é herança da descendência de Caim: Henoc, Irad, Maviael, Matusael e Lamec, pai de Jubal, na prática o primeiro músico: “(...) ele foi o pai de todos os que tocam lira e charamela”(Gn 4,21). 

O termo “música” vem do adjetivo “músico” ou musical, relativo às personalidades gregas relacionadas com as artes.

Os gregos e os egípcios – Entre os gregos atribui-se a invenção da música a Apolo, a Cadmo, a Orfeu e a Anfião. Entre os egípcios, a Tot ou a Osíris, entre os judeus, a Jubal. A tradição cristã reteve grande parte do simbolismo de Pitágoras, interpretado por Santo Agostinho e por Boelcius. Os historiadores louvam a Pitágoras que inventou um monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons. Lassus, o mestre de Píndaro escreveu teoricamente sobre música em 540 A.C. 




A música estava presente na vida dos povos da Antiguidade, como os Egípcios e Gregos.

Os chineses – Dois mil anos antes disso, os chineses já conheciam a música, com o estabelecimento da oitava com doze semitons, no tempo do imperador Haung-Ti.

Os celtas – Em torno de 2.697 anos a C. entre os celtas a música tradicional se tocava na harpa, sendo os sopros reservados para a diversão e a guerra. (...). Entre eles existiam três modos de música para harpa: o modo do sono, o modo do sorriso e o modo da lamentação. Se a música é a ciência das medidas, da modulação, concebe-se que ela comande a ordem do cosmo, a ordem humana e a ordem Instrumental. Ela será “a arte de atingir a perfeição” (Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de símbolos). 



Outras definições para Música

“Música é a arte dos sons, combinados de acordo com as variações da altura, proporcionados segundo sua duração e ordenados sob as leis da estética” (Maria Luíza Priolli).

“A música é a arte de pensar com os sons, um pensamento sem conceitos” (Jules Combarieu).

“Música é a sublime expressão do amor universal é o pressentimento de coisas celestiais” (Beethoven).

“Música é algo muito difícil de mostrar ao mundo o que sentimos em nós mesmos” (Tchaikovsky).

“Música uma coisa que se tem pra vida toda, mas não toda uma vida pra conhecê-la” (Rachmaninov).

“Música é a manifestação humana que organiza os sons e ruídos desintelectualizados no tempo” (Mário de Andrade).

“Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido” (Aurélio, Novo Dicionário da Língua Portuguesa).

“Arte de coordenar fenômenos acústicos para produzir efeitos estéticos” (Enciclopédia Britânica – Barsa).

“Conjunto de símbolos musicais gráficos, que servem para transmitir ao executante a idéia do compositor” (EPB).

“Arte que utiliza os sons combinados entre si como linguagem e elemento de comunicação” (Enciclopédia Mirador).

“Música é a arte e ciência da combinação dos sons” (Francisco Fernandes, Dicionário Brasileiro Contemporâneo).

“Música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma organização ao longo do tempo” (Wikipedia).

“Música é definida como o som em combinações puras, melódicas ou harmônicas produzido por voz ou instrumento” 

“Música a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” (Shakespeare). 

Música cotidiana 


A “música na história” trabalha com a ideia de que toda música é a expressão de um grupo humano, refletindo o cotidiano, necessidades e caráter de um povo. Cada estilo, antes de uma sucessão de linguagens para os sons é acima de tudo a representação artística de uma civilização ou comunidade, em um dado momento da sua história.

Entre os índios brasileiros, a música é altamente vinculada às ações do dia-a-dia: música de caça, música de oração, de cozinhar, etc. Já na ‘vida moderna’ a música está presente em nossa vida civilizada tanto no vai-e-vem das modas descartáveis quanto no que chamamos “ícones musicais”: músicas estabelecidas que celebram aniversário, oração, casamento, funeral, carnaval, guerra, música de suspense, música para o circo, música para chorar... e, quando se une à poesia, música romântica, música para comerciais, cinema entre outros tantos.

As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música, totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música, e do papel que ela deve exercer na sociedade.

Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras.

Referências diversas


A música desenvolveu‐se ao longo da história humana assumindo diversas funções. Não só como arte, a música tem função educacional, terapêutica (musicoterapia), sociocultural ou pode funcionar como simples entretenimento nas sociedades capitalistas pós‐modernas. Tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.

A maior parte da música já produzida com letra em todos os tempos, celebra paixão, felicidade amorosa, abandono, ciúme, desejo, saudade, ou seja, todas as situações possíveis e imagináveis. Atualmente existe uma associação bastante forte de que uma música com tons menores e andamentos lentos vai refletir tristeza ou sentimentalismo e a música com tons maiores e andamentos rápidos para alegria e energia.

As referências à música na Bíblia passam pelas suas três funções: música de cura, música de adoração e música de festa. A relação dos sons musicais com a saúde humana é fato comprovado desde quando a mente perturbada de Saul era curada pela música (1Sm 16,23). Hoje a musicoterapia é uma graduação universitária. Eliseu pagou um músico para que o assistisse na busca de inspiração profética (2Rs 3,15). 

A música está presente na totalidade dos cultos religiosos existentes, além de ser associada ao culto à pátria, culto à natureza, entre outros tantos. 

O primeiro músico virtuoso e compositor foi Davi: “A tradição de que Davi era um hábil músico aparece nas partes mais antigas dos seus relatos. Ele próprio tocava harpa diante da Arca (2Sm 6). Assim, a tradição de que ele tenha sido o principal artífice da organização primitiva da música se baseia em uma sólida memória na história”.

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