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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Partituras, uma linguagem universal.

A música é uma das áreas mais fantásticas do conhecimento humano, estando conosco há mais de 35.000 anos. Centenas de instrumentos diferentes são capazes de gerar centenas ou até milhares de sons cada um, juntando-se para compor sons que conseguem mexer tanto com a humanidade.

Presente em praticamente todo povo e cultura já registrada na história, a variedade musical existente é assustadora. Se você levar em consideração sons vindos de apenas um instrumento (dos mais simples como pífano até os complexos como o violino), a variedade já é grande.

E quando começamos a combinar mais de um? Colocar vários instrumentos para tocarem juntos?
Daí observamos a beleza de melodias que entraram para a história, como a Cavalgada das Valquírias, de Wagner, ou a Sinfonia n.º 5, de Beethoven, ficam as perguntas:

Como colocar instrumentos tão diferentes para tocarem juntos, em sincronia?
Como comunicar a música de maneira universal?

A resposta é: Através de uma linguagem própria, a notação musical expressa através de documentos denominados, de forma generalizada, partituras. Todas as informações e propriedades necessárias para a execução de uma peça musical podem ser registradas nas partituras. Mas antes de entrarmos em detalhes sobre esse assunto, vamos conversar sobre um mito importante nesse contexto: a história da Torre de Babel.

O mito da Torre de Babel e a música de hoje


A Torre de Babel é uma história bíblica contada no livro de Gênesis. Nessa narrativa, todas as pessoas na Terra falavam a mesma língua e moravam no mesmo local. Em busca de glória, elas tentaram construir um torre de altura inimaginável, que alcançasse os céus.

Contudo, a ideia não foi muito bem recebida pelo divino, que impediu o projeto.

Ele acreditou que, por estarem juntos e falarem a mesma língua, nada estava fora do alcance daqueles homens. Ele veio a Terra e confundiu a fala das pessoas, para que não mais conseguissem se compreender e as espalhou pelo planeta para que parassem de construir a Torre e a cidade.

O intuito original da história é explicar porque pessoas de lugares diferentes falam línguas diferentes e demonstrar o que acontece quando a ambição humana sai do controle. Mas não é essa sua relação com a música.

O ponto principal da história para nós é que quando pessoas diferentes se reúnem com uma mesma linguagem, elas podem operar grandes feitos. O mesmo pode se dizer sobre instrumentistas: quando eles se encontram para operar juntos, guiados pela partitura (a linguagem universal), coisas fantásticas acontecem.

Não importa se os músicos são de países diferentes ou culturas distintas, todos se unem sob os símbolos universais da escrita musical tradicional.

Partituras podem ser usadas como um registro, um guia ou como um meio para executar uma música. Embora não substitua o som em si, a partitura para fins de estudo é mais completa, pois é possível aprender bastante sobre as intenções do compositor através de nuances e anotações na composição, não disponíveis na música em si.

Compreender partituras requer uma forma especial de alfabetização: a habilidade de ler notação musical. Embora não seja necessário o conhecimento de partituras para fazer composições, entendê-las com certeza traz uma vantagem para o músico.

À exceção da performance solo, onde é esperado que o músico memorize o que irá tocar, quando se trata de música clássica, saber ler partituras é essencial. Se você é profissional de música (não clássico), entender essa linguagem universal é um diferencial na hora de tocar composições que você não conhece.

Sem falar no auxílio para a própria composição: saber se expressar em notação musical ajuda a capturar ideias de composições e arranjos que vêm à cabeça, e permite você se comunicar claramente com outros músicos a respeito daquilo que está criando.

Antes do século XV, a música no Ocidente era escrita apenas à mão e mantida em manuscritos, preservados em grandes volumes. Era algo bem restrito, pois custava caro; pouquíssimas pessoas tinham condições de aproveitar esses registros.

Apenas com a invenção da máquina de imprensa no Ocidente (1445)  foi que a popularidade de partituras começou a crescer, todavia, no começo foi difícil.

Dá para imaginar como usar aquelas máquinas rústicas para imprimir algo tão preciso quanto símbolos musicais perfeitamente posicionados?

O primeiro livro impresso da história a conter música teve que deixar os espaços em branco para que a música fosse preenchida à mão. Só depois de quase 70 anos foi que um método para impressão eficiente foi desenvolvido.

A partir daí as máquinas de impressão já tinham se espalhado pelas grandes cidades e a criação de catálogos musicais se tornou mais comum. Quanto mais fácil se tornou imprimir músicas, mais encorajados ficaram os amadores, pois agora tinham acesso a composições para estudar e se apresentar. Por sua vez, profissionais de músicas tinham mais pessoas para ensinar, e assim toda a indústria musical foi favorecida.

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