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domingo, 23 de outubro de 2016

Sistema métrico musical.

Vejamos agora como representar a duração de um som ou de uma pausa musical e como compreender pulsação, andamento, compassos e o ritmo como um todo através das indicações de uma partitura.

Métrica, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos marcados por tempos fortes e fracos, representada na notação musical ocidental por um símbolo chamado de fórmula de compasso.

Todo mundo já ouviu música, e em algum momento na vida já batemos as palmas de nossas mãos ao ouvir uma música. Por isto, contar uma pulsação é exatamente onde nós temos que começar com a música (a pulsação). Sem compreender o ritmo, não existe ordem para fazer a música e nada colabora para que as coisas entrem no lugar certo em uma orquestra ou grupo musical.

Apesar de todas as outras partes da música serem muito importantes (afinação, melodia, harmonia e assim por diante), sem ritmo (pulsação constante e ordenada) nós não teremos uma música organizada.

Observando bem, tudo ao nosso redor tem um ritmo (um tipo de pulsação); como o motor de um carro, a respiração de bebês e o nosso próprio batimento cardíaco. Mas você não deve se preocupar, pois você não tem que ser perfeito como um relógio de pulso ou um metrônomo em suas atividades rotineiras, mas durante a execução de uma peça musical, a pulsação rígida e constante é fundamental para uma boa interpretação e, consequentemente, uma boa performance.

Para que possamos ler corretamente uma partitura musical, é preciso compreender antes, de uma forma mais aprofundada, os elementos relacionados ao tempo musical. 

O Tempo na música não se limita à definição de um ritmo e um andamento. É possível ter uma melodia muito rápida dentro de um andamento muito lento ou, ao contrário, uma melodia muito lenta dentro de um andamento muito rápido. A sensação de velocidade e de passagem do tempo quando ouvimos uma música é muito subjetiva. Certas músicas parecem ser longas com três minutos de duração e outras parecem curtas. 

Pouco a pouco vamos passar por cada conceito relacionado ao tempo. Desta forma vamos aprender a ler e escrever uma partitura e conseguir abstrair deste registro escrito, uma interpretação musical consistente, que não se limita a uma simples reprodução de notas, pois inclui aquelas questões que atribuem sentido e emoção a uma interpretação musical.

Elementos básicos da métrica musical

Pulso: equivalente a uma batida (Beat).

Correspondente a uma batida, conhecida na música como Unidade do Tempo. Um relógio é um bom exemplo. A cada minuto o ponteiro de segundos se movimenta (pulsa) 60 vezes. Ou seja, sessenta batimentos regulares a cada minuto. Se você acelerar ou desacelerar a mão para a próxima batida, então você está mudando o ritmo da batida, aí teremos uma pulsação irregular e fora de ritmo.

Cada música nos diz como devemos tocar e qual vai ser a duração de cada pulsação e a velocidade do andamento. 

Pulsação: Como sabemos, a música é organizada no tempo sobre uma pulsação. O pulso musical é o elemento primordial para o domínio do universo rítmico. É a referência constante de um pulso implícito que nos permite sincronizar os vários elementos de um arranjo e é a sensação do pulso que faz nosso corpo reagir à música e se mover com ela quando tocamos, dançamos ou simplesmente batemos o pé junto com a pulsação musical sem perceber. Para tocar no ritmo, é preciso sentir a pulsação musical.

A pulsação é uma série de repetições (batidas), pulsações constantes que divide o tempo em tamanhos iguais. Cada pulsação também é chamada de batida ou pulso  (Beat), mas usaremos sempre o termo pulsação.

Quando falamos de pulsação, associamos imediatamente este termo ao bater regular do nosso coração, ou seja, ao seu ritmo. A nossa pulsação não é sempre a mesma mas mantém uma regularidade. De fato, quando estamos em repouso o nosso coração bate de uma determinada maneira, a que chamamos ritmo normal. Pelo contrário, se fizermos um esforço físico, a nossa pulsação aumenta, pois o coração bate mais depressa.

Tal como sucede com o nosso corpo em que há uma relação entre o esforço que fazemos e o bater do coração, também na música existe uma relação direta entre aquilo a que chamamos velocidade da música e a sua pulsação que, embora regular, poderá ser mais rápida ou mais lenta.

Tempo: é a unidade de medida da duração de um som. É a taxa ou a velocidade da batida. Na terminologia musical, tempo é o nome dado à pulsação básica subjacente de uma composição musical qualquer. Cada “clique” do metrônomo corresponde a um tempo ou pulso. Os tempos se agrupam em valores iguais e fixam-se dentro de divisões das pautas musicais conhecidas co-mo compassos.

Os tempos, em música, estão diretamente relacionados com a pulsação da música, e não ao som em si; por esse motivo, uma pausa temporal numa partitura também possui a sensação e o valor de duração de tempo e, por isso, é considerada um tempo, ou parte da unidade do tempo.

Ritmo: do grego rhuthmós (movimento regular), designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. Como tido acima, o ritmo está inserido em tudo nas nossas vidas. É a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas, o ritmo nos diz como acompanhar ou executar a música ou as notas de uma frase musical. É o ritmo que distribui as notas e as pausas nos tempos dentro de um compasso. O ritmo musical é o resultado da combinação das durações dos sons e pausas musicais com a variação de intensidades com a qual o músico toca estas durações.

Andamento: É a velocidade execução e consequente repetição da pulsação, podendo acelerar ou retardar o tempo entre um pulso e outro.

Compasso: É uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos.

Quando se ouve uma música, o ritmo mantém-se, mas sente-se uma pulsação mais acentuada em intervalos regulares a cada duas batida, três batidas ou a cada quatro batidas. A estas maneiras de agrupar os tempos chamamos compasso.

Os pulsos musicais podem ser organizados em grupos que chamamos de compassos. Esta divisão dos compassos pode ser feita de várias formas e as mais comuns são os compassos de dois tempos ou binários (como no samba), três tempos ou ternários (como nas valsas e guarânias) e quatro tempos ou quaternário (como no rock 'n roll e a maioria dos estilos mais populares). Na partitura, essa divisão dos compassos é sinalizada pelo uso de linhas verticais que dividem a pauta de acordo com o tipo específico de compasso. Essas linhas são chamadas de “Barra de compasso”.

Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela. O compasso pode ter:
  • 2 tempos – Compasso Binário
  • 3 tempos – Compasso Ternário
  • 4 tempos – Compasso Quaternário
  • 5 tempos – Compasso Quinário
  • 7 tempos – Compasso Setenário
  • Compasso Binário - 1º tempo forte, 2º tempo fraco.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 |1 2 |1 2 |1 2 |
  • Compasso Ternário - 1º tempo forte, 2ºe 3º tempos fracos.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 3 |1 2 3 |1 2 3 |1 2 3 |
  • Compasso Quaternário - 1º tempo forte, 3º tempo meio-forte, 2º e 4º tempos fracos.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 3 4 |1 2 3 4 |1 2 3 4 |1 2 3 4 |
  • Compasso Quinário - é considerado como equivalente à soma de um compasso ternário + um compasso binário ou compasso binário + um compasso ternário.
  • Compasso Setenário - é considerado como equivalente à soma de um compasso quaternário + um compasso ternário ou compasso ternário + um compasso quaternário.
Esses elementos organizam, independentemente de ritmo ou de qualquer outra propriedade da música ou do som, o acontecimento sonoro, ou seja, o espaço entre um som musical (seja qual for) e o próximo som musical ou ausência dele (Pausa ou silêncio). Eles definem quando a música começa a existir e quando ela se encerra.

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