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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Frustrações ao praticar um instrumento - Causas e soluções


Texto de Silvinho Fernandes - http://silvinhofernandes.blogspot.com.br

Alguma vez você já terminou uma sessão de estudos em seu instrumento e saiu do quarto perguntando se você desperdiçou apenas uma hora de sua vida? Sentindo que você usou sua hora de estudos, mas que não tem certeza se foi produtivo?

Um dos principais fatores que podem ditar o quão eficiente e eficaz nossos treinos são é a concentração (ou a falta dela).

Lembre-se por este artigo que a chave para a maestria é a prática deliberada. E o ingrediente chave na prática deliberada é a capacidade de pensar com clareza e propositadamente. Repetição mecânica é fácil – prática deliberada é o verdadeiro aprendizado, por outro lado exige grande concentração e foco.

Infelizmente, a maioria de nós não pode simplesmente ligar ou desligar o interruptor da concentração. Todos nós já tivemos momentos em que realmente queremos ou precisamos nos concentrar, mas simplesmente não conseguimos, não é mesmo? Enquanto isso é frustrante e agravante, muitos poucos de nós realmente paramos para pensar com mais cuidado sobre por que não fomos capazes de nos concentrarmos. Afinal, se você não consegue se concentrar, normalmente há uma boa razão.

Então, porque eu não consigo me concentrar? Se você pode identificar o problema, você pode identificar e implementar uma solução que irá ajudá-lo a encontrar seu foco, concentrar e facilitar uma sessão de estudos muito mais produtivo. O grau de dificuldade em que você pode pratica também tem um impacto sobre o seu nível de motivação para continuar a praticar (porque a prática se você não está ganhando nada com isso?). Abaixo, em nenhuma ordem particular, estão 9 razões pelas quais você pode estar tendo dificuldade de concentração, podendo te ajudar a ter sessões de estudos mais produtivos.

Distrações externas


Praticar nem sempre é a coisa mais interessante para se fazer. O seu ambiente de estudos é propício à concentração da prática de seu instrumento ou à distração e diversão? "Desligue seu celular", prefira uma cadeira confortável a uma cama, "desligue seu celular", prefira um cômodo em que não tenha uma TV e que seja longe da geladeira, "desligue seu celular" e peça para alguém cuidar do seu animal de estimação enquanto você estuda. Transforme seu ambiente de estudos em um lugar ao qual seu cérebro não estará tentado por estímulos irrelevantes. Ah, não se esqueça de desligar o seu celular!

Déficit de habilidade

Alguma vez você já aprendeu a se concentrar? A concentração é uma habilidade, assim como aprender a tocar o instrumento. Para essa questão, você já aprendeu a praticar? Ao contrário de atletas que muitas vezes treinam e praticam sob o olhar atento de um treinador, muitos poucos músicos já tiveram instruções de como praticar da maneira certa.

Baixa tolerância à frustração
Como Robert Byrne disse: “Existem dois tipos de pessoas. Aqueles que terminam o que começam, e aqueles que … ”

Entenda que o progresso e a aprendizagem nem sempre caminham juntas, não são lineares. A realização com maestria e excelência no desempenho parece mais com uma escada, onde a maior parte do seu tempo é gasto em planaltos. Enquanto você está praticando o caminho certo, você será recompensado pelo progresso – mas saiba que o domínio requer paciência. O livro Mastery, por George Leonard pode ajudar tremendamente a este respeito e é uma leitura obrigatória para músicos e não-músicos. 

Nenhum objetivo ou plano claro

O quão claro é o seu plano para a sua próxima sessão de estudos? O que você pretende conseguir?
Seu plano é muito vago? (“Eu preciso tocar mais afinado”)
É impossível? (“Eu não deixarei este quarto até que isto saia absolutamente perfeito”)

Falta de energia

Concentração requer energia. Se você está cansado, você não será capaz de se concentrar totalmente.

Se você começar a prestar atenção, você verá que há certos períodos durante o dia quando você é naturalmente mais alerta, atento e capaz de se concentrar. Não perca esses períodos de tempo em tarefas que não exigem a sua atenção. Trate estas porções do dia como sendo mais valiosos e use-os para tarefas que tem prioridades mais altas. Por exemplo, se você sabe que você tende a ser mais “esperto” em torno das 10h da manhã, e tende a ficar sonolento em torno da 13:30, faça o que puder para praticar às 10h e deixe para fazer algo que não exija 100% de concentração às 13:30. É importante também, manter uma boa alimentação para manter seu corpo e mente saudáveis.

Ansiedade

Você tem dificuldade para se concentrar em uma coisa de cada vez? Você fica pulando de uma coisa para outra, sem realmente resolver um problema antes de passar para o próximo?

Distrações

Você costuma ficar aéreo ou distraído enquanto pratica? Fazer os exercícios sem ouvir as notas durante os movimentos impedirão que você perceba seus erros, fazendo que você os repita, inconscientemente, no futuro.

Falta de interesse

Você luta para se concentrar, se você não está realmente interessado no que você está fazendo. Pergunte-se porque você está praticando. E não, a resposta correta não é “eu estou praticando, porque eu quero ficar melhor” ou “porque o meu professor vai saber se eu não fizer”. Por que você está praticando, afinal?

Não custa lembrar a razão dos seus treinos diários. Esse item anda de mãos dadas com o item 4 (Planos e objetivos claros).

Compromisso

O quanto você está comprometido com seu ofício? Você está disposto a fazer o que é preciso para ser o melhor que você pode ser? Vale a pena para você?

Isso é tudo?

Existem mais fatores que impedem nossa concentração?
Mais do que provavelmente, sim.
No entanto, estes são nove fatores que podemos começar a considerar.

A conclusão é...

Se você está saindo da sala de ensaios com a sensação de que você não ganhou muito de seu investimento de tempo e energia, há um motivo subjacente. E a razão não tem nada a ver com o quão talentoso você é. Isso é provavelmente e mais estreitamente relacionado com o seu nível de concentração, foco e clareza de objetivos – todos os quais estão dentro de seu controle.

Descubra o que está prendendo você, implemente uma solução que tem como alvo o fator específico, e veja se a prática não se torna mais eficiente e gratificante.

Não se faz um músico de um dia para o outro, e nem em poucas aulas ou pouco estudo. Tudo é questão de tempo e vontade. Não se pode desistir de uma escalada quando se está na metade do caminho. Há necessidade de insistência. Um atleta para ganhar uma medalha não mede esforços e não tem hora de descanso porque o seu alvo é chegar ao ponto mais alto de um pódio. Na música é assim também; muito estudo. Não hesite em estudar e conhecer esse novo mundo que é a música. Você vai se encantar com ele, mas é preciso estudo e tempo nessa área. Não se ache autossuficiente, mas saiba que existe muito o que aprender. Se necessário, procure uma escola e aumente os seus conhecimentos.

domingo, 27 de novembro de 2016

Percepção musical - Diferença entre ouvido absoluto e ouvido relativo.

Assista ao documentário:

Documentário: Escuto só – Ouvido absoluto

Texto de Silvinho Fernandes - http://silvinhofernandes.blogspot.com.br

Antes de mais nada gostaria de comentar que quando Beethoven escreveu a famosa nona sinfonia em 1824, aos 54 anos de idade, ele já estava surdo havia dez anos. Muitos se perguntam como ele foi capaz de compor uma das músicas mais admiradas de todos os tempos sem nem conseguir escutar. Como ele sabia quais notas escrever no papel?

A resposta para essa pergunta não é simples, pois ninguém sabe como funcionava a mente desse gênio. Mas há fatos importantes que conhecemos sobre Beethoven. Ele tinha desenvolvido, ao longo de sua vida, uma percepção musical muito avançada. Não só ele tinha um ouvido absoluto, como também tinha ouvido relativo.

Veremos:
  • O que significa, ouvido absoluto e ouvido relativo;
  • Qual é a importância da percepção musical para solar no instrumento;
O que é ouvido absoluto?

A pessoa que tem ouvido absoluto possui uma habilidade muito especial. Ao escutar qualquer som, ela consegue imediatamente dizer qual é a nota musical que está sendo tocada. É uma memória sonora muito forte. Ao ouvir uma música no piano, ela pode dizer com precisão o nome de cada nota: Dó, Mi, Fá, etc... Mas não é só isso. Por incrível que pareça, qualquer ruído no dia a dia, como um telefone tocando, uma buzina na rua, ou um bebê chorando também é rapidamente reconhecido. O telefone toca, e ela identifica: “Isto é um Lá”. 

Já se nasce com ouvido absoluto?

Existem dois grupos de pessoas com esta habilidade. O primeiro, é formado por pessoas que já nascem com esse dom e que, geralmente na infância, seus pais percebem essa capacidade e incentivam a criança à tocar algum instrumento e aprender música. O segundo grupo é formado por aquelas pessoas que têm facilidade e gosto pela música, e acabam desenvolvendo essa habilidade com o auxílio de um professor e bastante exercício.

Existem diferentes tipos de ouvido absoluto

O ouvido absoluto se manifesta de formas diferentes em cada pessoa. Umas conseguem dizer o nome de qualquer nota em menos de um segundo; outras precisam refletir um pouco antes de responder. Umas acertam sempre; outras erram de vez em quando. Umas conseguem reconhecer notas em qualquer instrumento; outra, só conseguem reconhecer as notas no instrumento que estão acostumadas a tocar.

Há ainda outras formas de ouvido absoluto, que não seguem a definição ao pé da letra. Por exemplo, o guitarrista que tem facilidade de tirar músicas de ouvido, ao escutar uma música, ele já sabe exatamente onde encontrar as notas na guitarra. Apesar de não saber dizer o nome das notas de ouvido, ele tem uma memória sonora muito forte, e a resposta motora é imediata. Ele se lembra da sensação física de tocar aquela nota.

Qual é a utilidade do ouvido absoluto?

Uma das vantagens é que fica mais fácil de tirar músicas de ouvido, sem precisar ler partituras, cifras ou tablaturas. Além disso, na hora de compor, a pessoa pode escrever as notas sem precisar testar no instrumento para verificar as notas. Fica mais fácil também de se comunicar com outros músicos, principalmente durante ensaios em grupo.

Para os instrumentistas em geral, o ouvido absoluto pode ser bastante útil na hora de solar e improvisar, pois, além de feeling e criatividade, é necessário saber onde estão as notas que você está imaginando.

Todo músico precisa ter ouvido absoluto?

Apesar de ser uma habilidade desejada, não é necessário ter ouvido absoluto para ser um grande músico. É preciso deixar claro que ouvido absoluto não faz você tocar melhor, e também não faz ser mais criativo.

Um exemplo famoso é o maestro Arturo Toscanini, que foi um dos principais maestros do século XX. Além de não ter ouvido absoluto, ele chegava a desafinar na hora de cantarolar as melodias. Mas isso não o impedia de realizar seu trabalho com perfeição. Isto é, não ter ouvido absoluto não é uma limitação, mas uma qualidade “plus”.

Além disso, algumas pessoas que possuem ouvido absoluto, apesar de gostarem desse dom, dizem que pode ser cansativo perceber todas as notas, ao invés de simplesmente apreciar uma música.

Esse talento, no entanto, é extremamente útil para alguns músicos, como os vocalistas, que precisam imaginar o som antes de emitir com a voz. Do contrário, a nota cantada será errada. Em instrumentos como trombone e trompete, ocorre algo semelhante. Há também instrumentos de cordas, como violino e violoncelo, que não tem as notas indicadas pelos trastes, como a guitarra. Assim, podemos ver que guitarristas e violonistas necessitam menos dessa habilidade, pois é fácil de visualizar as notas e escalas no instrumento.

Lembre-se também que ter ouvido absoluto não significa ter um ouvido musical. Para desenvolver um ouvido musical, que é essencial para um músico, é mais importante desenvolver o ouvido relativo e treinar percepção musical.

O que é ouvido relativo?

Ter ouvido relativo significa conseguir dizer quais são os intervalos entre as notas ou até mesmo reconhecer notas musicais a partir de uma referência anterior. Por exemplo, você escuta duas notas, Dó e Ré, e, apesar de não conseguir identificar quais notas são, você consegue perceber que há um intervalo de 1 tom entre elas. Ou, se tocarem Dó e Mi, você percebe que se trata de um intervalo de 2 tons.

A pessoa que não tem ouvido absoluto, mas tem Ouvido Relativo, consegue identificar as notas de uma música se tiver uma nota como referência. Imagine que alguém toque uma nota e diga para você que é um Dó. Em seguida, ela toca um Mi, mas sem te dizer qual é a. Como você tem ouvido relativo, você percebe que esta segunda nota executada está dois tons acima da nota anterior (nota de referência), que era um Dó, e rapidamente conclui que a segunda nota tocada foi um Mi.

O ouvido relativo ajuda muito na hora de tirar uma música de ouvido, pois, depois de identificar qual é a primeira nota, você logo vai encontrando as notas seguintes.

O ouvido relativo é importante por ser a capacidade de perceber as relações entre as notas musicais, isto é, os intervalos. A melodia de canção é feita de intervalos. São eles que geram os sentimentos que a música proporciona.

Um bom exemplo dessa relação entre os intervalos são os acordes. Qual a diferença entre os acordes maior e menor? O acorde maior tem uma sonoridade aberta e alegre, enquanto o acorde menor tem uma sonoridade fechada e séria. Mas falando das notas, a única diferença é que o acorde maior tem uma terça maior (intervalo de dois tons em relação à tônica), enquanto o acorde menor tem uma terça menor (intervalo de um tom e meio em relação à tônica). Percebeu como pequenas diferenças nos intervalos mudam tudo?

O que é percepção musical?

Percepção musical é a capacidade fazer uma leitura ou de perceber como os sons formam uma linguagem musical. A música é algo complexo, formado por elementos como melodia, ritmo e harmonia. Desenvolver sua percepção musical é se tornar cada vez mais capaz de distinguir esses elementos.

Todos nós temos algum nível de percepção musical e, quanto mais ouvimos e tocamos música, mais “musicais” nos tornamos. É possível ser um excelente músico, como é o caso de centenas de artistas famosos, apenas aprendendo o básico e depois se guiando pelo feeling e criatividade. Mas, aqueles que estudam e treinam a fundo a percepção musical acabam desenvolvendo habilidades bem mais avançadas, como: conseguir identificar escalas ao escutar melodias, saber identificar acordes numa música, identificar campos harmônicos, identificar ritmos complexos, e até mesmo, escrever partituras.

Como treinar ouvido absoluto, ouvido relativo e a percepção musical?

Existe uma forma muito simples de treinar seu ouvido e você pode começar hoje. Independentemente se você quer ter ouvido absoluto, ouvido relativo, ou apenas melhorar um pouco sua percepção musical, o caminho é o mesmo: Solfejo.

A percepção musical é um ramo de estudo bem amplo e profundo, ensinado ao longo de anos por professores de música. Mas, mesmo sem fazer aulas de música, você também pode desenvolver seu ouvido e percepção musical. Basta começar a praticar Solfejo.

O que é um Solfejo?

Talvez você não conheça ou não tenha muita prática com solfejo, por isso vamos com calma, entendendo uma coisa de cada vez. Você verá que é fácil. 

Conceito 1 - Solfejo é a leitura da partitura através do canto. Você olha as notas na partitura e as canta ao mesmo tempo. É preciso também cantar as notas no ritmo certo, indicado na partitura. Mas é possível praticar solfejo mesmo sem partitura. Se você toca piano, pode praticar com um piano. Se toca guitarra, pode treinar com uma guitarra. Em qualquer situação, você precisa ter um instrumento afinado para ter as notas certas como referência. É por isso, que muitos vocalistas praticam com um piano ou teclado.

Conceito 2 - Solfejo, no conceito da música ocidental, é a arte de cantar os intervalos musicais, seguindo as respectivas alturas (frequências ou graus da escala) e ritmos anotados em uma partitura. A arte de ler o solfejo chama-se solfejar.

Conclusão

Agora, lembre-se da história que contei sobre Beethoven no primeiro parágrafo deste artigo, e reflita sobre o seguinte: não é preciso ter ouvido absoluto para compor músicas. Beethoven tinha uma facilidade incrível de escrever as notas no papel, registrando-as para toda a eternidade. Mas a sua verdadeira genialidade estava em sua criatividade e imaginação para criar belas músicas.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Imagine.


Aquarela.


Viva Cristo.


Rosas do sul.


Quem é?


Que queres tu de mim.


Natal das crianças.




Maria da minha infância.


 

Jesus, em tua presença.


Io che non vivo.


Io che amó solo te.


I have a dream.



Folhas de outono.


Felicidade.


Fala, Jesus querido.


Do jeito que sou.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Corsa.




Conheço um coração.


Canção da América.



Can take my eyes off you.



Beautiful dreamer.


Aquele beijo que te dei.



A pretendida.


Seguindo no trem azul.


Oh! Amor bendito.


O Evangelho da Salvação.


Israel, Jesus te chama.


Girl.




Eu te amo, ó Deus.


Beija eu.


domingo, 20 de novembro de 2016

Little brown jug.


Orientações para começar sua prática instrumental

1. Não vá com sede ao pote.

Antes de falarmos da parte técnica, uma dica importantíssima sobre o estudo.
A empolgação é sua inimiga. Pronto, falei.


Embora na cultura popular se imagine que só é possível alcançar um objetivo com empolgação, isso não vale para o estudo de música.


Sabe por quê?


Empolgação vem e vai. Ela está aqui um dia, amanhã não está mais. A jornada da música recompensa quem é consistente, não àqueles “com fogo de palha”.


Se você ficar dependente de se sentir empolgado para estudar a percepção musical, não irá fazer pro-gressos reais. É o equivalente a esperar o dia perfeito para começar. Por isso, ao invés de sentar hoje e pas-sar quatro horas praticando sem parar por causa da empolgação, pense um pouco antes: o quanto eu consigo fazer todo dia?


Afinal de contas, você, eu e todo mundo já sofremos com o problema de começar algo e nunca manter. Começamos uma dieta uma semana e largar na outra. Ou ir 3 dias para a academia na primeira semana e nenhum dia na segunda. Daí em diante.


A rotina, quando bem desenhada, é nossa amiga! Os cientistas têm um nome para isso: “intenção de implementação“. A expressão é estranha, mas é ideia é simples e traz um resultado fantástico.
Se você quer criar o hábito de estudar, o segredo é se comprometer com antecedência, dizendo quando e onde você.


Assim, ao invés de praticar sua percepção musical só quando der vontade, comprometa-se antes, estabelecendo lugar e frequência.


Por exemplo, “Todo dia, 30 min antes de pegar no instrumento, dedicarei ao treino de meu ouvido.” Ou ainda: “Só vou dormir depois de ter feitos 5 exercícios tal e tal para minha audição na cama”.
Dessa forma, você terá chances muito maiores de “instalar” o hábito da prática e colher os frutos de seu esforço.


Nada mais de começar e largar; agora é começar, manter e desenvolver o ouvido!


2. Separe sua prática em partes.

Percepção musical é mais do que reconhecer notas ou memorizar músicas. É um conjunto de habilidades que compõe áreas diferentes. Dentre elas:

Intervalos: comparação e identificação.
Acordes: identificação e progressão.
Escalas: identificação
Ritmo: leitura e reprodução
Melodias: Solfejo e transcrição.


É possível criar vários planos de estudo diferentes, dependendo de sua preferência.


Uma estratégia é estudar uma área dessas por dia da semana. Na segunda, estudar uma hora de intervalos; na terça, acordes. na quarta, escalas, daí em diante. Outra estratégia é revezar duas áreas dessas para treinar todo mês.


3. Dê atenção especial aos intervalos

Uma forma menos comum e que traz resultados interessantes para praticar a identificação das notas é focar no treino de intervalos.

Fornece uma boa vantagem porque você só precisa reconhecer uma nota na canção. A nota seguinte pode ser sempre identificada se você reconhecer o intervalo dela para nota anterior!


Não é a abordagem tradicional de estudos, mas pode trazer bastante resultado para você. Teste por um tempo e acompanhe o resultado!


4. Não pratique só com o ouvido.

Um fato importante sobre a memória humana: quanto mais áreas envolvidas, melhor. Se você puder ver um texto e uma imagem relacionada, a memória será mais forte que apenas o texto. Se tiver texto/imagem/áudio, será melhor que apenas texto e imagem. Daí em diante.

Esse princípio da memória pode ser aplicado ao estudo da percepção musical. Durante a prática de identificar as notas, não apenas ouça e tente reconhecer. Solfeje a nota para que sua memória possa ancorar também com a sensação da nota em suas cordas vocais.

A maioria das pessoas se limita a tocar a nota com o instrumento, perdendo a oportunidade de reforçar a memória ao repetir o som da nota. Claro, isso adiciona uma pequena carga extra de esforço, por estar usando sua voz, mas compensa em muito ter a memória mais forte.


Mesmo se você não deseja focar em cantar/usar sua voz como músico, é válido utilizá-la durante as práticas para acelerar seu aprendizado!


5. Reforce a prática com teoria.

A teoria pode preencher alguns vazios que a prática de percepção musical encontra. Por exemplo, digamos que você esteja com dificuldades para identificar uma passagem. Na progressão de acordes Dm7, G7, “X”, mesmo que você não consiga identificar “X”, as chances são grandes que ele seja um acorde provavelmente maior, talvez menor, mas muito dificilmente diminuto.

Há algumas convenções como esse que permitem um músico fazer um palpite educado das notas que compõe uma passagem e, para saber tais convenções, é preciso uma base em teoria musical.


Ao contrário do que muitos imaginam lá fora, teoria é importante, não apenas para usar a linguagem universal dos músicos, mas também para ajudar no desenvolvimento como próprio músico.


Como já vimos, pegar o instrumento e sair tocando não é o caminho recomendado pela ciência que estuda os grandes músicos. Teoria e preparação possuem uma parte fundamental, especialmente no treino da percepção musical.

Jesus, meu guia é.




sábado, 19 de novembro de 2016

Eis dos anjos a harmonia.


A formosa Jerusalém.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Estudante de música - Considerações importantes.

Durante as aulas...
  • Preze pelo silêncio, modere seu tom de voz, estamos em um ambiente de estudo.
  • Evite faltar suas aulas, não fazemos reposições.
  • Procure cuidar do seu material didático, zele pela conservação deste ambiente e dos instrumentos, evite desperdício.
  • Seja pontual, as aulas começarão e terminarão impreterivelmente nos horários combinados.
  • Evite falar ao celular durante as aulas. Lembre-se de ativar o Modo Silencioso do mesmo.
  • Mantenha sempre uma postura positiva e disciplinada. Você é um exemplo para os outros alunos.
Em casa...
  • Estude sempre de 15 à 50 minutos todos os dias (Ensaio, treino, revisão, leitura).
  • Mantenha seu material sempre organizado (Pastas, livros, cópias, partituras, repertório).
  • Monte seu instrumento em local apropriado. (Observe: silêncio, iluminação e fácil acesso).
  • Após os ensaios, procure sempre tocar para alguém, isso ajuda a perder o medo de errar.
  • Crie uma rotina musical (Ouvir boa música, pesquisar sobre os assuntos das aulas, anotar).
  • Mantenha sempre uma postura positiva e disciplinada.
Dicas gerais...
  • Nunca fique tocando vários instrumento ao mesmo tempo. Escolha apenas um e dedique-se a esse instrumento.
  • Crie um habito de estudo. Faça seu estudo valer apena! Se dedique nem que seja 20 minutos de dois em dois dias. Sei que hoje nosso dia-a-dia é bem corrido. Mais para musica é importante se dedicar e fazer o seu melhor momento valer apena.
  • Não ligue para o que as pessoas falam de você, todo musico já passou por isso. É importante você entender que a vida é feito de momentos. Aprenda com os erros, acompanhe seu processo de evolução, saiba que antes de alguém julgar você, ela também não é perfeita.
  • Material de estudo. Tenha em mãos bons métodos, livros e referencias musicais. Um bom professor ajuda muito!
  • E por fim aprenda a ler partituras. A partitura é fundamental nesse processo, a leitura de partituras permitirá à você ter acesso a um universo imenso de conhecimentos e músicas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Estudar música.

Estudar música...
  • Para tocar na Igreja, tocar nos palcos, na noite, em casa, para ser artista, para ficar rico, para ser show... Muitos são os objetivos daqueles que buscam aprender música. Os objetivos quando não são alcançados devido às nossas limitações e circunstâncias adversas que os ventos da vida trazem costumam minar o coração e, como consequência, nos levam ao desânimo. Acabamos por desistir...
Mas se...veja bem... Mas se você pensar direitinho, terá outros objetivos em mente.

Estudar música...
  • Para alegrar o coração, para limpar a mente, elevar os pensamentos, para se deliciar ao som de belas melodias sejam elas velhas ou novas, elevar a alma de outras pessoas... então... veja bem... tocar na Igreja, tocar nos palcos, na noite ou em casa serão consequências e não objetivos. É uma visão bem diferente não é?
Estude música para fazer o coração arder em boas chamas, para quebrantar a alma, para louvar a Deus de verdade, para libertar sua alma dos cárceres da rotina e do estresse, estude música e liberte-se!!!!

Regras para quem vive ou quer viver de Coral Orquestra


A tal “Vida de Músico”, pra grande maioria de nós, não é fácil. A batalha é dura em nome de um ideal que ultrapassa o interesse financeiro (pelo menos no meu caso e de muitos músicos que conheço). Um ideal que seguimos com uma fé quase inabalada, com garra e vontade de ven-cer. E querem saber? Nós fazemos, SIM, a diferença nesse mundo. Nossa profissão é linda, ilumi-nada, sagrada. Nós tornamos esse mundo melhor, mais feliz e habitável. Porém, há uma grande diferença entre músico AMADOR e músico PROFISSIONAL. Se você pretende se profissionalizar e viver exclusivamente da música, eis algumas regras (de bom senso, inclusive):
  • Nunca se submeta a qualquer coisa pra divulgar sua arte: antes que ser valorizado por ou-tros, você é quem deve valorizar seu trabalho e se valorizar como pessoa e artista. Não to-que de graça pra donos espertalhões de bares ou casas noturnas que pedem show “na fai-xa” pra você mostrar seu trabalho e quem sabe ser contratado por um cachê X depois. Vo-cê pode não ser chamado de novo, pois sempre aparecem outros para tocar de graça. E se rolar, você não será realmente valorizado ou respeitado, visto que já “mostrou os fundi-lhos”.
  • Se você é músico, aja como tal: estude, pratique bastante: seja instrumento(s) ou voz. Pra subir num palco, se vista de forma adequada. Não vá tocar com a mesma roupa que você usa pra comprar pão na padaria de manhã.
  • Seja pontual: isso fará com que seu contratante veja que você leva seu trabalho (e o esta-belecimento dele) a sério.
  • Faça manutenção constante em seus equipamentos e instrumentos. Tenha sempre encor-doamentos reservas, fusíveis extras pra seus amplificadores, cabos funcionando… Antes de sair de casa, faça um check-up e verifique se não está faltando nada, pois a falta de um pequeno item pode prejudicar irremediavelmente sua apresentação.
  • Não abuse da camaradagem de seu contratante (sim, existem os legais) e consuma somen-te o que for oferecido. Durante ou antes do show, álcool com moderação: o palco é nosso ganha pão e por mais que a arte nos proporcione um trabalho menos burocrático, não dei-xa de ser trabalho. Tenha postura, permaneça sóbrio. Músico não tem que ser bebum e is-so é ridículo.
  • Por último, um conselho de quem vive exclusivamente da música há mais de 20 anos: te-nha dignidade – com seus colegas de profissão, consigo mesmo e com sua arte. Não se su-jeite a qualquer coisa para fazer sucesso. Seja honesto. Cante e toque o que sair de seu co-ração e não o que for mais fácil para alcançar o sucesso rápido e possivelmente descartá-vel. No futuro, mesmo que não alcance a grande mídia ou ganhe rios de dinheiro, você se sentirá orgulhoso de seu legado. Ninguém dirá que você foi uma farsa. Pode acreditar – fa-lo por experiência própria.

E que Deus nos abençoe, pois a música é algo divino.

Pense numa aventura... Uma grande reviravolta!

Ultimamente, para poupar tempo, tenho utilizado muito o google para pequenas pesquisas sobre assuntos relacionados à teoria da música. Tive uma ideia: construir uma plataforma de consulta para os alunos da nossa escola. Comecei então a tirar meus livros do armário, folhear um por um, página à página. Uma verdadeira viagem!

A grande descoberta...

A internet tá cheia de equívocos e erros... nossa! Pobre da ciência musical, depois de ter tanto trabalho para teorizar, classificar e registrar, aí vem os internautas com suas contribuição globais generalistas e acabam bagunçando tudo... Isso claramente não é feito de propósito, é ignorância mesmo.

Solução... Nada melhor do que o velho e bom livro de papel, aquele tradicional que muitas vezes é denominado de ultrapassado. Ao menos um EBook, dentro das convenções ABNT etc.

Triste é a desculpa dada pelos estudantes: "Eu não quero ser profissional, pra que saber tudo isso se um músico não tem lá essa valorização toda".

Bem, se existe uma coisa a ser refletida aqui:

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Eclesiastes 1:2-4

E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
Apocalipse 21:4

... de modo que, se todas as coisas passarão, exceto uma (o louvor), que foi agraciado por Deus para continuar e até aumentar, pois ele celebrará o auge da criação. A Música permanecerá até na Glória...

Então pensando bem, para àqueles que creem, bom mesmo é ser músico, pois mesmo depois que tudo passar serão os únicos que não vão perder o emprego... pelo contrário, irão ficar diante Dele... Acho que é por isso que aqui nessa vida o inimigo humilha tanto os músicos.

kkkkkkk

Let's go... vamos abrir os livros pessoal... isso pode mudar sua história.

Valores ímpares ou fracionados.

Como vimos, a proporção da duração das figuras rítmicas varia em razão de dois. Quer dizer, temos uma figura que recebe o valor de um pulso, a próxima figura mais longa que esta valerá dois pulsos, e a próxima valerá quatro pulsos. Certo? E as figuras de valor menor que aquela primeira, valem respectivamente a metade, um quarto, um oitavo do pulso, etc.

Mas, como escrever uma figura de valor ímpar ou fracionado? Como fazer uma figura que dura três tempos ou um tempo e meio apenas?

É para isso que serve o Ponto de Aumento.

É um pontinho que se coloca à direita da cabeça da figura indicando que se deve somar a metade do valor desta mesma figura à sua duração total.


Portanto, se o valor normal da mínima é de 2 tempos, a mínima pontuada valerá 3 tempos: 2 tempos da mínima mais a metade deste valor (1 tempo), totalizando três tempos de duração. 

Outro exemplo: Se a gente acrescenta um pontinho a uma semínima que valia um pulso, ela passa a valer um pulso mais a metade deste valor. A metade de um é meio, logo a semínima pontuada valerá um pulso e meio.

Desta forma é possível escrever notas com qualquer duração, seja valores longos que duram o compasso todo, seja par ou ímpar, seja valores fracionados.

Na página seguinte, temos um exemplo de aplicação do ponto de aumento. Acompanhe a leitura da partitura...


Duplo Ponto de Aumento

Assim como o Ponto de Aumento, o Duplo Ponto também aumenta o valor das figuras. Da seguinte forma: O Primeiro Ponte aumenta metade do valor da figura em questão e o Segundo Ponto aumenta a metade do valor do Primeiro Ponto. Observe os exemplos abaixo:




Ligaduras de duração ou prolongamento

Outra possibilidade para anotar sons de duração impar ou fracionada é ligar duas ou mais figuras de mesma altura somando assim os seus valores. A duração da nota será a soma das figuras.

Isso é muito útil pois é a única forma de escrever uma nota cuja duração atravessa a divisão dos compassos. Ou seja, mesmo se nosso compasso for de três tempos, podemos escrever uma nota que vale quatro, cinco, seis tempos, ou mais. Para isso, basta desenhar uma linha curva ligando a cabeça de duas figuras. Mas, veja bem, para ligar duas notas somando assim as suas durações elas tem de ter a mesma altura. Ou seja, tem de ser a mesma nota.


Apenas a primeira nota é atacada e sua duração soma-se com as outras figuras ligadas.

Podemos usar essa ligadura de duração para somar quaisquer figuras. Por isso, a ligadura é uma opção ao uso do ponto de aumento. Pois uma mínima pontuada tem o mesmo valor que uma mínima ligada a uma semínima. As duas possibilidades de escrita são corretas e fica a critério do músico escolher a forma que julgar mais simples ou mais fácil de ler.

A seguir, temos uma partitura com exemplo do uso das ligaduras de duração...

Quando temos duas notas vizinhas e simultâneas em um mesmo acorde, deve-se inverter a posição da cabeça de uma delas em relação à haste para tornar a leitura mais clara.


Como vemos neste exemplo é possível associar todos estes recursos. Podemos ligar notas pontuadas a notas não pontuadas, notas melódicas ou notas de um acorde. Não há restrições neste sentido. Desde que não acarretem em contradições lógicas, os símbolos devem ser empregados para que o compositor ou o músico que escreve a partitura seja capaz de registrar a sua ideia musical com a maior precisão possível.

Fermata, é um sinal que se escreve sobre a nota para sustenta-la por um tempo que corresponde aproximadamente ao dobro do seu valor. É também conhecida por Suspensão em italiano, significa parada. Trata-se de um sinal colocado sobre a nota ou pausa, indicando que devemos sustentá-la em aproximadamente 1/2 do valor da figura que a antecede, embora na maior parte das vezes essa duração fique a critério do intérprete.

Quando colocado sob ou sobre uma pausa e chamado de Suspensão, tendo o mesmo efeito de uma fermata.

Uma fermata colocada sobre a barra do compasso indica uma interrupção entre os dois compassos.

Importante, quando colocada sobre ou sob uma pausa recebe nome de Suspensão.

Legato, e representado por uma linha curva que se coloca abaixo ou acima de várias notas, indicando que todo o trecho onde estiver a Ligadura, deverá ser executado ligado, sem interrupção ou cortes dos sons. É indicado também pela palavra Legato.

O legato não é uma técnica, mas um conjunto de maneiras de tocar as notas, de acordo com o instrumento. É indicado na partitura por uma linha curva, colocada acima ou abaixo das notas, ou pela palavra "legato". O resultado a ser obtido é sempre uma ligação de notas sucessivas num movimento contínuo. Os instrumentistas de sopro e os cantores devem se abster de inspirar ou expirar, no meio de uma frase, enquanto os instrumentistas de arco deverão efetuar um único movimento contínuo com o arco. No piano, não se deve largar uma tecla enquanto a outra não for acionada. No violão, no caso de as notas estarem na mesma corda, o legato é feito exclusivamente com a mão esquerda, martelando ou pinçando a corda, se o movimento for, respectivamente, ascendente ou descendente.

O legato consiste em ligar notas sucessivas, de modo que não haja em sua execução nenhum silêncio entre elas. Opõe-se a staccato.


Staccato ou Destacado - designa um tipo de fraseio ou de articulação no qual as notas e os motivos das frases musicais devem ser executadas com suspensões entre elas, ficando as notas com curta duração.

É uma técnica de execução instrumental ou vocal que se opõe ao legato. É representado por um ponto sobre ou sob uma ou mais notas indicando que os sons são articulados e secos.


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