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domingo, 20 de novembro de 2016

Orientações para começar sua prática instrumental

1. Não vá com sede ao pote.

Antes de falarmos da parte técnica, uma dica importantíssima sobre o estudo.
A empolgação é sua inimiga. Pronto, falei.
Embora na cultura popular se imagine que só é possível alcançar um objetivo com empolgação, isso não vale para o estudo de música.
Sabe por quê?
Empolgação vem e vai. Ela está aqui um dia, amanhã não está mais. A jornada da música recompensa quem é consistente, não àqueles “com fogo de palha”.
Se você ficar dependente de se sentir empolgado para estudar a percepção musical, não irá fazer pro-gressos reais. É o equivalente a esperar o dia perfeito para começar. Por isso, ao invés de sentar hoje e pas-sar quatro horas praticando sem parar por causa da empolgação, pense um pouco antes: o quanto eu consigo fazer todo dia?
Afinal de contas, você, eu e todo mundo já sofremos com o problema de começar algo e nunca man-ter. Começamos uma dieta uma semana e largar na outra. Ou ir 3 dias para a academia na primeira semana e nenhum dia na segunda. Daí em diante.
A rotina, quando bem desenhada, é nossa amiga! Os cientistas têm um nome para isso: “intenção de implementação“. A expressão é estranha, mas é ideia é simples e traz um resultado fantástico.
Se você quer criar o hábito de estudar, o segredo é se comprometer com antecedência, dizendo quando e onde você.
Assim, ao invés de praticar sua percepção musical só quando der vontade, comprometa-se antes, es-tabelecendo lugar e frequência.
Por exemplo, “Todo dia, 30 min antes de pegar no instrumento, dedicarei ao treino de meu ouvido.” Ou ainda: “Só vou dormir depois de ter feitos 5 exercícios tal e tal para minha audição na cama”.
Dessa forma, você terá chances muito maiores de “instalar” o hábito da práticae colher os frutos de seu esforço.
Nada mais de começar e largar; agora é começar, manter e desenvolver o ouvido!

2. Separe sua prática em partes.

Percepção musical é mais do que reconhecer notas ou memorizar músicas. É um conjunto de habili-dades que compõe áreas diferentes. Dentre elas:
Intervalos: comparação e identificação.
Acordes: identificação e progressão.
Escalas: identificação
Ritmo: leitura e reprodução
Melodias: Solfejo e transcrição.
É possível criar vários planos de estudo diferentes, dependendo de sua preferência.
Uma estratégia é estudar uma área dessas por dia da semana. Na segunda, estudar uma hora de in-tervalos; na terça, acordes. na quarta, escalas, daí em diante. Outra estratégia é revezar duas áreas dessas para treinar todo mês.

3. Dê atenção especial aos intervalos

Uma forma menos comum e que traz resultados interessantes para praticar a identificação das notas é focar no treino de intervalos.
Fornece uma boa vantagem porque você só precisa reconhecer uma nota na canção. A nota seguinte pode ser sempre identificada se você reconhecer o intervalo dela para nota anterior!
Não é a abordagem tradicional de estudos, mas pode trazer bastante resultado para você. Teste por um tempo e acompanhe o resultado!

4. Não pratique só com o ouvido.

Um fato importante sobre a memória humana: quanto mais áreas envolvidas, melhor.
Se você puder ver um texto e uma imagem relacionada, a memória será mais forte que apenas o tex-to. Se tiver texto/imagem/áudio, será melhor que apenas texto e imagem. Daí em diante.
Esse princípio da memória pode ser aplicado ao estudo da percepção musical. Durante a prática de identificar as notas, não apenas ouça e tente reconhecer. Solfeje a nota para que sua memória possa ancorar também com a sensação da nota em suas cordas vocais.
A maioria das pessoas se limita a tocar a nota com o instrumento, perdendo a oportunidade de refor-çar a memória ao repetir o som da nota. Claro, isso adiciona uma pequena carga extra de esforço, por estar usando sua voz, mas compensa em muito ter a memória mais forte.
Mesmo se você não deseja focar em cantar/usar sua voz como músico, é válido utilizá-la durante as práticas para acelerar seu aprendizado!

5. Reforce a prática com teoria.

A teoria pode preencher alguns vazios que a prática de percepção musical encontra.
Por exemplo, digamos que você esteja com dificuldades para identificar uma passagem. Na progres-são de acordes Dm7, G7, “X”, mesmo que você não consiga identificar “X”, as chances são grandes que ele seja um acorde provavelmente maior, talvez menor, mas muito dificilmente diminuto.
Há algumas convenções como esse que permitem um músico fazer um palpite educado das notas que compõe uma passagem e, para saber tais convenções, é preciso uma base em teoria musical.
Ao contrário do que muitos imaginam lá fora, teoria é importante, não apenas parausar a linguagem universal dos músicos, mas também para ajudar no desenvolvimento como próprio músico.
Como já vimos, pegar o instrumento e sair tocando não é o caminho recomendado pela ciência que estuda os grandes músicos. Teoria e preparação possuem uma parte fundamental, especialmente no treino da percepção musical.

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