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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Abrangência Musical - Estilo, técnica e versatilidade.

Qual o critério para o estudo de gêneros musicais e técnicas de execução variadas, pois é sabido que ninguém pode aprender tudo, ou pelo menos ser bom em tudo.

Então, a pergunta é, como ter uma boa abrangência musical, mas sem ficar apenas na superfície?

Compreendo sua dúvida, pois, enquanto sabemos que é fundamental ter um estilo próprio para se diferenciar como instrumentista, também sabemos que um músico que só sabe fazer uma coisa vai sempre soar igual.

Parece ser um dilema: Devo ter um foco para fortalecer meu estilo ou devo me desenvolver em diversos estilos para ser versátil?

A questão é encontrar o equilíbrio entre estilo e versatilidade, tanto em termos de técnicas quanto de gêneros musicais.

Depende do seu objetivo

Essa pergunta é excelente e gera uma boa discussão. Não existe uma resposta simples, mas o primeiro passo é definir seu objetivo. Se você deseja ser um grande guitarrista de blues como B.B. King, não é necessário saber vários outros estilos. Você pode se concentrar no blues e outros estilos próximos a ele, como vou explicar mais na frente. Mas se o seu objetivo for compor músicas que permeiam vários estilos, ou até mesmo desenvolver seu próprio estilo, o caminho é diferente. E, ainda, se você pretende tocar músicas diversas de outros artistas, surge mais um caminho. Enfim, tudo depende do seu objetivo.

Foco e curiosidade

Mas, de forma simples e direta, a minha sugestão é desenvolver a fundo seus estilos favo-ritos, que você mais gosta de tocar, e frequentemente buscar referências fora desses estilos. Ou seja, tenha foco e curiosidade.

Desenvolver-se a fundo num estilo é algo que leva tempo, por isso não dá pra fazer isso com muitos estilos se o tempo é escasso. Mas, aprender um pouco sobre alguns estilos que te interessam pode ser feito rapidamente. E você pode ter mais de um estilo principal também. Por exemplo, eu gosto muito de tocar rock e hard rock, com muita distorção, mas também passo mui-to tempo tocando reggae, algo que não tem nada a ver com esses outros estilos.

Se tocar vários estilos é algo que te dá prazer, vá em frente!

Ter curiosidade é estar sempre atento a coisas que podem despertar seu interesse e te deixar animado! Curiosidade é abrir os olhos e presenciar a beleza que há ao seu redor, e eventualmente aprender coisas novas para usar no dia-a-dia.

Por outro lado, ter foco é estar em linha com sua própria identidade. Quando as pessoas vão escutá-lo tocando, elas querem ver algo único, diferente dos outros.

Sei que pode soar paradoxal, mas quando escolhemos um foco, acabamos ampliando nosso leque. Estranho, não é? Mas isso acontece de fato, pois estilo e versatilidade são complementares, andam na mesma direção. Quando escolhemos um gênero musical como foco, acabamos descobrindo que há muita coisa interessante para explorar e aprender dentro desse tipo de música em termos de ritmos, técnicas, efeitos, timbres, licks, e acordes. E, ao desenvolver toda essa riqueza que há dentro de um estilo musical, acabamos nos tornando mais versáteis, podendo aplicar esses aprendizados em outros estilos. Afinal, em geral, uma técnica que serve para um estilo serve para outros também, como é o caso dos bends, vibratos, palhetada, etc.

Explore as adjacências

Se a música possui centenas de estilos e precisamos escolher para onde ir, por onde começar?

A resposta é explorar os estilos ao redor do seu estilo favorito. Um grande exemplo disso é Johnny Hiland, um dos melhores guitarristas atuais de country. Sua diversidade técnica é impressionante e ele foi fundo em explorar tudo relacionado ao country, como blues e honky tonk, e mui-tos outros estilos relacionados.

Essa abordagem permite que você conecte os pontos de forma natural, pois estilos que es-tão próximos uns aos outros possuem muitas características em comum, então basta aprender alguns elementos novos e pronto, você agora consegue tocar mais um estilo em seu repertório. Além disso, você poderá ir além da superficialidade de um estilo. Se você estuda estilos desconexos, dificilmente conseguirá se aprofundar. Mas se eles estão interligados, é possível dominar to-dos eles.

Não caia na armadilha

A guitarra é um instrumento incrível porque permite tocar centenas de estilos diferentes. Mas isso não significa que um bom guitarrista é aquele que sabe tocar todos os estilos. Entre um guitarrista que é muito bom em apenas um estilo e outro que sabe tocar de tudo um pouco, em geral o primeiro é mais interessante. Afinal, quando queremos ouvir blues, buscamos um artista de blues, quando queremos ouvir bossa nova, buscamos um artista de bossa nova. Ninguém espera escutar vários gêneros em um só artista. Além disso, o tempo passado com muitos estilos pode-ria ser usado para se aprofundar nos estilos mais relevantes para você.

Criatividade por associações

Para os músicos que compõem ou gostam de improvisar, a criatividade é um fator crucial. A criatividade pode ser desenvolvida com a prática. Não vou entrar em detalhes aqui sobre isso, mas vale destacar que uma das principais abordagens que conhecemos para gerar ideias criativas são as associações. Através dessa abordagem, pensamos em duas ideias desconexas e tentamos imaginar diferentes formas de conectá-las. Os resultados são surpreendentes. Por exemplo, Randy Rhoads criou um estilo próprio de solar unindo música erudita com metal, e Zakk Wylde juntou country com hard rock em muitos de seus solos.
A mensagem aqui é que quanto mais estilos você conhecer, mais opções terá para combinar um estilo com o outro, nem que sejam apenas pequenos detalhes. Alimente sua curiosidade e colha os frutos.

Quantos estilos devo estudar?

Existem centenas de estilos interessantes para tocar. Só no Brasil deve ter mais de 50 estilos e variações. No Nordeste, por exemplo há uma diversidade enorme. Mas os estilos não vêm até nós, precisamos ir até eles. Se queremos descobrir coisas novas, precisamos agir como exploradores numa verdadeira aventura musical.

Geralmente, associamos a cada país um tipo de música, mas a verdade é que o cenário musical de cada país é muito mais complexo. Se quisermos, podemos escutar um estilo diferente a cada dia de nossas vidas e nunca vamos esgotar as possibilidades. Por isso, não vamos deixar a busca por versatilidade e abrangência nos levar para a perda de foco. A quantidade de estilos que você vai estudar depende de quanto você quer se aprofundar em cada um deles e de quanto tempo você tem disponível. Vale a pena traçar uma meta. Por exemplo, “Quero poder tocar jazz no nível básico em 6 meses”. Aí, é só correr atrás do desafio!

Como ter abrangência musical

Como mencionei antes, aprender um estilo a fundo leva tempo, mas aprender superficial-mente pode ser bem rápido, além de ser interessante para o seu desenvolvimento musical. Por exemplo, digamos que você toque blues e queira que essa seja sua especialidade. Nada te impede de querer aprender um pouco sobre country. Aí, minha sugestão é escolher uma música que re-presente bem esse estilo e aprender a tocá-la. Com apenas uma música você verá a enorme quantidade de elementos que um estilo pode conter. Você não se tornará um especialista nesse estilo, mas pelo menos terá a chance de descobrir alguns elementos que você pode aplicar no seu dia-a-dia.  A sua abrangência musical pode ser medida em quantas músicas de quantos gêneros você consegue tocar. Quem sabe, você acaba esbarrando em um estilo que te agrade tanto a ponto de você decidir se dedicar mais intensamente a ele.

Quer conhecer mais estilos musicais?

Acesse: http://everynoise.com/engenremap.html

Texto original de Silvinho Fernandes

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