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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Hábitos para ser um bom músico.

Todo instrumentista gasta inúmeras horas de prática solitária em seu quarto de estudo. Claro que isso é ótimo, mas dizem por aí que quanto mais horas de prática, melhor será o guitar-rista! Não é bem assim, as horas gastas em estudo devem ser bem utilizadas, pois para bem ou mal, os hábitos de estudo solitário vão aparecer quando o guitarrista estiver no palco em frente ao público.

O que devemos fazer então para ter bons hábitos de estudo?

Não é uma pergunta simples e a resposta não será igual para todos, mas abaixo tento ilus-trar sete hábitos para ser um bom instrumentista.

Hábito 1: Estudo inteligente

Muitas vezes assistimos nossos ídolos executando solos ou partes rítmicas complexas como se fossem simples, sem errar nenhuma nota ou tempo!

Como isso é possível?

O instrumentista inteligente usa o seu tempo de prática para estudar partes complexas até tornar sua execução perfeita. Isso pode levar centenas de horas de estudo consciente. Eu chamo isso de “Estudo inteligente”. Se você está com dificuldades no quarto de estudo, estará em apuros no palco. Essa lógica é simples, você deve estar 120% quando estuda para render 100% em públi-co. Escolha um material de estudo que seja desafiante, mas não impossível, estude em velocidade lenta por um bom tempo e com metrônomo, aumente a velocidade gradativamente, sem pressa. Os primeiros estudos talvez levem semanas, mas esse processo vai se tornar cada vez mais rápido. Se você é um músico de nível intermediário, por exemplo, escolha um exercício ou solo que te desafie e estude diariamente, mas não pode ser algo impossível para seu nível. Eu lembro que quando decidi estudar música seriamente, escolhia somente as músicas que gostava ou considera-va difíceis. Bom, nem preciso dizer que foi frustrante. Anos depois voltei as mesmas músicas e consegui executar como gostaria.

A regra para o Hábito 1 é: Quanto mais lento você estudar mais rápido vai evoluir.

Hábito 2: Acentuação e Expressividade

Imagine alguém que fale todas as palavras com a mesma entonação em um discurso de duas horas… Realmente vai ser muito chato mesmo que o assunto seja interessante. Isso acontece na música também. O instrumentista não deve executar todas as notas ou frases da mesma for-ma, ou seja, com a mesma intensidade ou técnica. Isso tornaria o “discurso musical” chato, mes-mo que a música seja boa. Tudo que o instrumentista executa deve ser pensado em termos de dinâmica, mesmo quando você está em aquecimento. Por exemplo, sempre faça os tempos fortes com mais força e tente identificar os contratempos. Responda dinamicamente às progressões harmônicas. Música é 100% relaxamento e tensão, portanto isso deve estar na sua forma de tocar.

Se você não estuda dessa forma, não executará dessa forma no palco! Faça disso um hábi-to de prática e isso vai aparecer naturalmente em sua performance musical. Deixe isso de lado e você será com certeza um músico sem expressão!

Como estudar isso? Um primeiro passo é estar sempre atento aos tempos fortes da música e entender o contexto harmônico e melódico. Por exemplo, um solo pode ter várias partes e cada uma delas com diferentes expressividades: triste, alegre, ansioso etc… Tente passar esse senti-mento para seu estudo musical. Aprender as notas é somente o primeiro passo quando aprende-mos uma música. Você tem que passar algum sentimento para o ouvinte, ou com certeza seu pú-blico será muito pequeno não importa o tipo de música que você toque!

A regra para o Hábito 2: Música é expressão. Tenha isso em mente enquanto pratica em seu quarto.

Hábito 3: Precisão

Imagine a seguinte situação: Tenho que aprender uma nova música para minha banda ou recital, passo pelas partes rapidamente até ter uma ideia de toda a música. Muitas partes são difíceis e a execução é bem ruim, mas no geral consigo tocar toda a música. Nesse momento não estudo mais e vou para o ensaio ou até mesmo para a apresentação em público. O resultado vai ser ruim e pior que o estudo, devido à regra dos 120% solitário para 100% em público.

Você tem que perder o hábito ruim de fazer tudo correndo pelo hábito da precisão. Seja eficiente e preciso no estudo, toque todas as partes de um novo material com precisão. Só existe um caminho para isso: diminua a velocidade e quebre as partes grandes em partes menores. Es-tude cada pequena parte de forma isolada até juntar as partes. A partir desse ponto aumente a velocidade gradativamente até alcançar 20% acima da velocidade desejada.

Sabe por que isso funciona? Simples, o corpo tem memória muscular! Se você executar er-rado 20 vezes até alcançar uma vez corretamente, você estudou o exercício 20 vezes de forma errada e uma com precisão. O correto é executar 20 vezes com o movimento preciso para a me-mória muscular ser duradoura. Pense nisso quando estudar um novo material.

Regra para o hábito 3: Não esqueça do hábito 2, expressividade sempre!

Hábito 4: Percepção rítmica

A música existe no tempo, portanto as divisões rítmicas devem ser entendidas e executa-das com perfeição. Isso significa que seu corpo e mente devem sentir a pulsação da música e res-ponder a isso naturalmente. Infelizmente isso é algo muito difícil de se explicar ou até mesmo ensinar. O processo é lento, mas chega um momento que se torna natural e o músico não precisa mais se preocupar com isso, porém, até lá exige estudo e concentração. Isso tem que ser feito no quarto de estudos, ou no palco sua sensação não vai aparecer.

O primeiro passo é em cada frase musical entender o que ocorre ritmicamente, executar devagar concentrando em perceber os tempos fortes e contratempos. Sempre percebendo os tempo fortes que são normalmente os importantes para o músico. A recomendação é a concen-tração nos tempos fortes, os tempos fracos não precisam ser contados.

A sensação rítmica vai além de contar tempos perfeitamente, isso um computador é capaz de fazer melhor que um ser humano. Porém, todos concordam que músicas feitas por computado-res são horríveis e muitos programas têm módulos de humanização de ritmo. O computador não responde ao entorno, aos outros músicos. Ajustes rápidos, leves atrasos são o que fazem a música “swingar” e transforma a música em uma arte humana. Em resumo, um computador não tem alma. Temos um problema, como estudar rítmica perfeitamente para depois executar com swing. Minha sugestão é: primeiro se preocupe com a perfeição para depois desconstruir o ritmo. A mú-sica no geral funciona dessa forma. Portanto, consiga um par de baquetas, um bom livro de divi-são rítmica e estude! Lembre-se de passar isso para o seu instrumento.

Regra para o Hábito 4: Uma melodia sem ritmo pode ser chamada de qualquer coisa menos de música, a precisão rítmica nos leva ao swing!

Hábito 5: Timbre

Esse é um dos tópicos favoritos de todo instrumentista. Antes de continuar, por que o tim-bre deve ser uns dos sete hábitos do instrumentista virtuoso?

Um timbre marcante mostra uma forte conexão com o instrumento, por que nós tocamos o que sentimos na música. Se o instrumentista não tem um timbre marcante, certamente não está produzindo música com emoção.

Isso não significa que você sempre deve tocar no máximo volume com todos seus efeitos ligados! Não faça isso, mas em alguns momentos você deve estudar com o equipamento que vai usar ao vivo, procurar a melhor sonoridade, entender a resposta da palhetada ao seu timbre e buscar o que mais lhe agrada. Essa busca deve acontecer de forma isolada, quando estiver estu-dando essa preocupação, não deve atrapalhar os outros hábitos do guitarrista virtuoso.

De forma geral, o equipamento tem sim uma influência no seu timbre da mesma forma que o shampoo de cabelo que você usa! Brincadeiras à parte, o timbre está em sua mão, o equi-pamento ajuda, mas não vai fazer todo o trabalho. Isso está escrito em todos os artigos sobre tim-bres, mas é bem comum se deixar levar por samplers, amplificadores e esquecer o principal.

Regra para o Hábito 5: Desenvolva uma conexão com seu instrumento, toque com sen-timento. Saia de todos os fóruns de equipamentos quando estiver no seu quarto de estudo. Seu timbre vai melhorar sem gastar nada em equipamentos. Seu bolso agradece!

Hábito 6: Foco e atenção

Se você estudar sem atenção, vai certamente perder a concentração quando estiver no palco diante do público. Música, acima de tudo, é um exercício de concentração. Se você fica ho-ras praticando o mesmo exercício sem a devida atenção, isso não vai levá-lo a precisão. No final o número de horas de estudo não é tão importante quanto a qualidade do estudo que deve ter 100% de concentração e foco.
Antes de cada sessão de estudo, defina seu objetivo, tenha algo em mente. Outros pontos podem aparecer durante o estudo, porém anote-os para outra sessão de prática e não desvie sua atenção do objetivo.

Trabalhe com períodos curtos de prática concentrada. Defina uma rotina de tempo entre os exercícios com descanso, aumente o período gradativamente até que você consiga ficar longos períodos concentrado. Tudo na vida melhora com a prática, isso é correto.
Porém, a prática concentrada pode lhe ajudar não somente na música, mas em outras áreas da sua vida também. Vale a pena tentar, você se tornará uma pessoa mais produtiva com o mesmo tempo disponível.

Regra para o Hábito 6: Repetição sem concentração acaba com todos os bons hábitos!

Hábito 7: Atitude positiva

Ser um bom instrumentista não é fácil! Qualquer site, software, livro ou professor que dis-ser ao contrário não está sendo honesto.

Não gaste seu dinheiro suado com promessas falsas.

Faça um teste, tente tocar uma música invertendo as mãos, ou seja, mãos cruzadas. Prova-velmente é assim que você tocava quando pegou seu instrumento pela primeira vez. Portanto, você aprendeu bastante não importa seu nível.

Algumas vezes nos sentimos bem e capazes de tocar qualquer coisa, mas alguns dias você tem a sensação de ser o pior instrumentista do mundo. Todos nós já tivemos essa sensação.

Quando você sentir que bateu em uma parede e que não está evoluindo, não basta pensar positivo ou melhor, tenha uma "atitude positiva" só pensar não resolve. Nunca sinta um problema musical como um problema pessoal, mas sim como uma oportunidade de aprender algo novo.

Pessoas de sucesso resolvem seus problemas com atitude positiva. Você nunca vai resolver o problema de improvisar em sequências complexas de acordes se você não estudar para vencer essa limitação. Sua técnica não vai melhorar do dia para a noite, ou porque você pediu para al-gum anjo enquanto assistia TV. Não existe segredo ou atalhos além de prática concentrada para se tornar um bom instrumentista.

Existe um estudo que diz que são necessárias 10 mil horas de práticas para que uma habi-lidade seja dominada. Por exemplo, estudando 4 horas todos os dias vai levar 8 anos para ser um guitarrista virtuoso! Brincadeiras à parte, aproveite o caminho e se divirta durante esses 8 anos! Para quem gosta, não existe nada mais divertido que tocar um instrumento.

Uma questão importante, não confunda “atitude positiva” com “pensamento positivo”, mas caso discorde de mim, faça um teste: quando você tiver uma diarreia, “pense positivo”, depois me conta se passou.

Regra para o Hábito 7: Não seja preguiçoso e estude todos os dias, mantenha uma rotina de estudos.
Conclusão

Anote esses 7 hábitos para ser um bom músico, deixe-os a vista em seu quarto de estudo, imprima uma cópia desse artigo e coloque na bolsa do seu instrumento, leia-o de tempos em tempos. Tenha sempre esses hábitos com você quando estiver em seu quarto estudando música, ou eles nunca irão aparecer quando você estiver no palco. Pior que isso, ninguém vai querer pagar para ouvi-lo tocar.


Texto de Silvinho Fernandes

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