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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ouvindo e entendendo a música.

Ouvimos música em três planos: a) plano sensível; b) plano expressivo; c) plano puramente musical. Mesmo que a gente não saiba disso. Nem de tudo sabemos mesmo. Somos seres finitos. Mas, vamos lá, dentro desses humanos limites.

a) Plano Sensível: Devemos nos entregar inteiramente ao prazer de ouvir o som. Nada mais. Sem intelectualismos. Sem sacadas geniais. Sem críticas. Ouvir sem pensar. Tomar um banho de som, por assim dizer. Escolha um CD que nunca ouviu – exemplo MISHIMA, do Philip Glass - Ligue seu aparelho e deite-se no tapete da sala e feche os olhos.

A percepção do som alterando seu estado mental. E, deixe rolar. Uma nota percutida ao piano, quem sabe, no silêncio da sala já altera a atmosfera da sala e, quem sabe? Altera o seu estado mental. Buscar estados alterados de consciência com o uso e abuso da música ou do som. Um acorde ao violão e o mundo já mudou. Parafraseando algumas religiões: “O elemento sonoro tem poder”. É necessário dizer que o elemento sonoro varia de compositor para compositor. Basta ver (ouvir) a diferença entre Ravel e Beethoven. Varia com o estilo.

Notando estas diferenças você será um ouvinte consciente.

b) Plano Expressivo: Stravinsky dizia que sua música era um “objeto”, uma “coisa”, dotada de vida própria e sem significado a não ser o musical. Diferente do que dissemos no capítulo 1, ela nem precisa contar história alguma. No entanto a música traz em si a expressão e, uma vez cons-truída por seres humanos, - até prova em contrário, - expressão de algo. Diferente para cada pes-soa que ouve. Ou que produz a música. Depende do conteúdo cultural e educacional e existencial de cada ouvinte ou cada compositor. A música tem um significado? – SIM.

É possível precisar qual significado é esse? - NÃO. Mas, as pessoas sempre acham que tudo deve ter um significado bem concreto, bem palpável. Portanto tire da cabeça de relacionar a mú-sica com alguma coisa material ou específica. Não será esse o caminho. Há mais mistérios entre o céu e a terra... e o resto você sabe, caro Horácio. Mas, em linha geral, a música que, sempre que ouvida, dizer a mesma coisa, será mais pobre do que aquela em que, a cada audição, ouvirmos uma novidade que estava escondida ou não foi percebida imediatamente. A música que em todos os aparelhos de som não muda em nada e paupérrima em relação àquela música que em apare-lho de diferentes ressalta alguma coisa nova ou críptica.

A primeira é a música industrial, comercial e descartável. A segunda, essa última, prova-velmente, durará mais tempo no ouvido coletivo da humanidade. Essa última se tornará um clás-sico de repertório. O autor dessa música será consagrado. Tente explicar as variações para cravo de Bach. Excetuando os adjetivos simplificados de “temas alegres ou tristes”, tente uma explica-ção dos temas do Cravo Bem Temperado. Você verá, também, que duas pessoas diferentes terão sugestões diferentes para a mesma música.

c) Plano Puramente Musical: O plano das notas e sua manipulação. Tocar nessas notas algo que possa determinar para o ouvinte o Timbre, a Altura, a Harmonia, o Colorido Tonal, o Ritmo, a Me-lodia, a procura da época em que a peça foi feita, seu contexto histórico. Falaremos disso em tex-tos que virão. Paciência! Esse assunto é amplo e fala do âmago da música.

Devemos lembrar que essa divisão em partes é apenas para estudo. Não se ouve nada se-paradamente. É um complexo sonoro tendo tudo ao mesmo tempo em ação. De certa maneira o ouvinte ideal está dentro e fora da música ao mesmo tempo. Uma atitude subjetiva-objetiva está implícita na criação e na apreciação da música. Experimente - já hoje, pois não há tempo a per-der, – ouvir Mozart e Duke Ellington, na ordem que bem entender. São dois mestres de dois estilos diferentes. Vejamos: A Lacrymosa do Réquiem e Caravan. Agora você é alguém, consciente, que está ouvindo alguma coisa. E sabe do que se trata. Ficou ciente, também que deverá se munir de material sonoro. Veja menos novela, fique menos no facebook e no whatsapp e ouça mais música.

O tempo de duração é o mesmo. A qualidade das obras nem se compara. Treine a audição. Pode começar com obras solo, – só piano, só violão – buscar duetos (dois instrumentos, instrumento e voz, etc..), para daí seguir a complicações mais evidentes.

Texto original de Silvinho Fernandes

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