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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Always with me.


 

domingo, 23 de outubro de 2016

Sistema métrico musical.

Vejamos agora como representar a duração de um som ou de uma pausa musical e como compreender pulsação, andamento, compassos e o ritmo como um todo através das indicações de uma partitura.

Métrica, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos marcados por tempos fortes e fracos, representada na notação musical ocidental por um símbolo chamado de fórmula de compasso.

Todo mundo já ouviu música, e em algum momento na vida já batemos as palmas de nossas mãos ao ouvir uma música. Por isto, contar uma pulsação é exatamente onde nós temos que começar com a música (a pulsação). Sem compreender o ritmo, não existe ordem para fazer a música e nada colabora para que as coisas entrem no lugar certo em uma orquestra ou grupo musical.

Apesar de todas as outras partes da música serem muito importantes (afinação, melodia, harmonia e assim por diante), sem ritmo (pulsação constante e ordenada) nós não teremos uma música organizada.

Observando bem, tudo ao nosso redor tem um ritmo (um tipo de pulsação); como o motor de um carro, a respiração de bebês e o nosso próprio batimento cardíaco. Mas você não deve se preocupar, pois você não tem que ser perfeito como um relógio de pulso ou um metrônomo em suas atividades rotineiras, mas durante a execução de uma peça musical, a pulsação rígida e constante é fundamental para uma boa interpretação e, consequentemente, uma boa performance.

Para que possamos ler corretamente uma partitura musical, é preciso compreender antes, de uma forma mais aprofundada, os elementos relacionados ao tempo musical. 

O Tempo na música não se limita à definição de um ritmo e um andamento. É possível ter uma melodia muito rápida dentro de um andamento muito lento ou, ao contrário, uma melodia muito lenta dentro de um andamento muito rápido. A sensação de velocidade e de passagem do tempo quando ouvimos uma música é muito subjetiva. Certas músicas parecem ser longas com três minutos de duração e outras parecem curtas. 

Pouco a pouco vamos passar por cada conceito relacionado ao tempo. Desta forma vamos aprender a ler e escrever uma partitura e conseguir abstrair deste registro escrito, uma interpretação musical consistente, que não se limita a uma simples reprodução de notas, pois inclui aquelas questões que atribuem sentido e emoção a uma interpretação musical.

Elementos básicos da métrica musical

Pulso: equivalente a uma batida (Beat).

Correspondente a uma batida, conhecida na música como Unidade do Tempo. Um relógio é um bom exemplo. A cada minuto o ponteiro de segundos se movimenta (pulsa) 60 vezes. Ou seja, sessenta batimentos regulares a cada minuto. Se você acelerar ou desacelerar a mão para a próxima batida, então você está mudando o ritmo da batida, aí teremos uma pulsação irregular e fora de ritmo.

Cada música nos diz como devemos tocar e qual vai ser a duração de cada pulsação e a velocidade do andamento. 

Pulsação: Como sabemos, a música é organizada no tempo sobre uma pulsação. O pulso musical é o elemento primordial para o domínio do universo rítmico. É a referência constante de um pulso implícito que nos permite sincronizar os vários elementos de um arranjo e é a sensação do pulso que faz nosso corpo reagir à música e se mover com ela quando tocamos, dançamos ou simplesmente batemos o pé junto com a pulsação musical sem perceber. Para tocar no ritmo, é preciso sentir a pulsação musical.

A pulsação é uma série de repetições (batidas), pulsações constantes que divide o tempo em tamanhos iguais. Cada pulsação também é chamada de batida ou pulso  (Beat), mas usaremos sempre o termo pulsação.

Quando falamos de pulsação, associamos imediatamente este termo ao bater regular do nosso coração, ou seja, ao seu ritmo. A nossa pulsação não é sempre a mesma mas mantém uma regularidade. De fato, quando estamos em repouso o nosso coração bate de uma determinada maneira, a que chamamos ritmo normal. Pelo contrário, se fizermos um esforço físico, a nossa pulsação aumenta, pois o coração bate mais depressa.

Tal como sucede com o nosso corpo em que há uma relação entre o esforço que fazemos e o bater do coração, também na música existe uma relação direta entre aquilo a que chamamos velocidade da música e a sua pulsação que, embora regular, poderá ser mais rápida ou mais lenta.

Tempo: é a unidade de medida da duração de um som. É a taxa ou a velocidade da batida. Na terminologia musical, tempo é o nome dado à pulsação básica subjacente de uma composição musical qualquer. Cada “clique” do metrônomo corresponde a um tempo ou pulso. Os tempos se agrupam em valores iguais e fixam-se dentro de divisões das pautas musicais conhecidas co-mo compassos.

Os tempos, em música, estão diretamente relacionados com a pulsação da música, e não ao som em si; por esse motivo, uma pausa temporal numa partitura também possui a sensação e o valor de duração de tempo e, por isso, é considerada um tempo, ou parte da unidade do tempo.

Ritmo: do grego rhuthmós (movimento regular), designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. Como tido acima, o ritmo está inserido em tudo nas nossas vidas. É a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas, o ritmo nos diz como acompanhar ou executar a música ou as notas de uma frase musical. É o ritmo que distribui as notas e as pausas nos tempos dentro de um compasso. O ritmo musical é o resultado da combinação das durações dos sons e pausas musicais com a variação de intensidades com a qual o músico toca estas durações.

Andamento: É a velocidade execução e consequente repetição da pulsação, podendo acelerar ou retardar o tempo entre um pulso e outro.

Compasso: É uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical, com base em pulsos e repousos.

Quando se ouve uma música, o ritmo mantém-se, mas sente-se uma pulsação mais acentuada em intervalos regulares a cada duas batida, três batidas ou a cada quatro batidas. A estas maneiras de agrupar os tempos chamamos compasso.

Os pulsos musicais podem ser organizados em grupos que chamamos de compassos. Esta divisão dos compassos pode ser feita de várias formas e as mais comuns são os compassos de dois tempos ou binários (como no samba), três tempos ou ternários (como nas valsas e guarânias) e quatro tempos ou quaternário (como no rock 'n roll e a maioria dos estilos mais populares). Na partitura, essa divisão dos compassos é sinalizada pelo uso de linhas verticais que dividem a pauta de acordo com o tipo específico de compasso. Essas linhas são chamadas de “Barra de compasso”.

Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela. O compasso pode ter:
  • 2 tempos – Compasso Binário
  • 3 tempos – Compasso Ternário
  • 4 tempos – Compasso Quaternário
  • 5 tempos – Compasso Quinário
  • 7 tempos – Compasso Setenário
  • Compasso Binário - 1º tempo forte, 2º tempo fraco.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 |1 2 |1 2 |1 2 |
  • Compasso Ternário - 1º tempo forte, 2ºe 3º tempos fracos.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 3 |1 2 3 |1 2 3 |1 2 3 |
  • Compasso Quaternário - 1º tempo forte, 3º tempo meio-forte, 2º e 4º tempos fracos.
A marcação é feita da seguinte forma: 1 2 3 4 |1 2 3 4 |1 2 3 4 |1 2 3 4 |
  • Compasso Quinário - é considerado como equivalente à soma de um compasso ternário + um compasso binário ou compasso binário + um compasso ternário.
  • Compasso Setenário - é considerado como equivalente à soma de um compasso quaternário + um compasso ternário ou compasso ternário + um compasso quaternário.
Esses elementos organizam, independentemente de ritmo ou de qualquer outra propriedade da música ou do som, o acontecimento sonoro, ou seja, o espaço entre um som musical (seja qual for) e o próximo som musical ou ausência dele (Pausa ou silêncio). Eles definem quando a música começa a existir e quando ela se encerra.

Acidentes ou sinais de alteração.

Os acidentes ou sinais de alteração são símbolos utilizados na notação musical para modificar a altura da nota.

As notas podem sofrer alterações de tom e semitom em sua altura, sem mudarem de no-me. Essas alterações são indicadas pelos sinais de alteração, também chamados de acidentes. São cinco tipos, vejamos quais: Sustenido, Dobrado Sustenido, Bemol, Dobrado Bemol e Bequadro.

  • Dobrado Bemol ou Duplo Bemol: Abaixa a altura da nota que se segue em um tom (dois semitons) em relação à sua altura natural.
  • Bemol: Abaixa a altura da nota que se segue em um semitom. Toca-se a nota mais próxima à esquerda, em outras palavras, é nota será abaixada em um Semitom.
  • Bequadro: Na notação musical, um bequadro anula qualquer um dos acidente (sustenido, dobrado sustenido, bemol ou dobrado bemol). Em outras palavras, cancela qualquer acidente prévio na mesma nota e em todas as notas de mesmo de mesma altura existentes dentro do mesmo compasso.
  • Sustenido: Eleva a altura da nota que se segue em um semitom. Toca-se a nota mais próxima à direita, em outras palavras, é nota será elevada em um Semitom.
  • Dobrado Sustenido ou Duplo Sustenido: Eleva a altura da nota que se segue em um tom (dois semitons) em relação à sua altura natural.
São chamadas de enarmônicas as notas, escalas ou acordes que possuam nomes diferentes (escritas diferentes), mas a mesma frequência sonora (mesmo som, mesma altura ou mesma afinação. Por exemplo: (G#) Sol sustenido e (Ab) Lá bemol são notas enarmônicas. Observe:


Tom e semitom.

Cada nota musical é separada uma da outra por um valor específico de meio tom (Semi-tom) e essa separação constitui o menor intervalo (distância) usado em música, ou seja, é quando entre dois sons (teclas) não existe nenhum outro som (tecla). Já o Tom, é a soma de dois semitons, ou melhor, é quando entre dois sons (teclas) existe um outro som (tecla).
  • Quando se aumenta qualquer tom em um semitom, encontra-se um tom sustenido.
  • Quando se diminui qualquer tom em um semitom, encontra-se um tom bemol.
Observe:

 st | st  st | st Mi st  st | st Sol st | st Lá st | st Si st 




Os semitons podem ser classificados como cromáticos ou diatônicos. Para tanto, apenas verifique se o nome das notas é o mesmo ou não. Se o semitom é formado por duas notas com mesmo nome, o chamamos de semitom cromático. Se o semitom ocorre entre duas notas de no-mes diferentes, então se trata de um semitom diatônico. O exemplo abaixo mostra diferentes formas de semitons:


Observe o quarto e quinto casos do exemplo acima. Em ambos os casos, a segunda nota se refere à mesma tecla do piano. Duas notas que possuem o mesmo som (neste caso, dó e si suste-nido), mas estão escritas de maneira diferente, são chamadas de notas enarmônicas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Carinhoso.




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Canto de um povo de um lugar.


domingo, 16 de outubro de 2016

É preciso sonhar.

Todo músico precisa sonhar. Uma das características da música é que ela cria em nós, músicos, a vontade de expressar sentimentos. Quem começa a tocar um instrumento logo pensa em estar numa banda, compor suas próprias músicas, gravar um CD ou coisa semelhante. Mesmo quem não tem um projeto ainda sistematizado quer ser um músico habilidoso.

Mas todos têm projetos, o músico principalmente. Projetar o futuro é mais que necessário, e lutar para alcançá-lo é questão de honra. Algumas verdades, porém, devemos ter em mente: o tempo não espera. Quem perde o “trem” da história pode ver, tristemente, seus sonhos se esvaindo. Constrói-se uma casa primeiramente na ideia, para depois colocá-la no papel, só depois é que se vai “colocar a mão na massa”.

Os projetos, em termos musicais, não se realizam de uma hora para outra. É preciso tempo, porque ninguém dorme bruto e acorda músico. A música exige disciplina, treino e repetições enfadonhas. Música é harmonia e não se consegue harmonizar sem relacionar notas, letras, ritmos e outros elementos indispensáveis.

Para quem está começando a carreira musical, deixo o meu exemplo de pessoa obstinada pela música. Desde cedo, coloquei no meu coração ser músico e, por esse ideal, tenho lutado investindo grande parte da minha vida. Não que tenha chegado à condição de músico excelente, mas meu projeto, em sua maioria, está plenamente realizado.

Meu incentivo é que você, estudante ou aprendiz, continue projetando e realizando, mesmo em condições precárias ou desfavoráveis, e esteja certo de que a música é um projeto maravilhoso para humanidade. Só a música consegue comunicar verdades que outras formas de expressão não dão conta.

A escrita e a leitura musical podem parecer, para o aluno iniciante, algo extremamente complicado. Porém se aprendermos corretamente as regras da grafia musical, descobriremos que estas são embasadas em conceitos simples e de fácil assimilação.

Quanto mais o aluno estudar, mais perceberá que o complicado é adquirir um hábito de leitura e escrita. Por isso este assunto está colocado já no início do curso, com o intuito de criar esse hábito desde o começo da instrução musical.

Trace metas e esforce-se para alcançá-las. Ao concluir este curso, continue a estudar e treinar. Treine as partituras do curso até dominar completamente a maior parte delas; a seguir, prossiga com o um repertório próprio. Algumas partituras são mais fáceis de tocar do que outras. Você estará em constante evolução mesmo que toque os arranjos mais simples.

Antes de começar o Curso de Teclado, imagine por alguns momentos que já o concluiu, imagine-se um tecladista solista bem sucedido, tendo aprendido todos os conceitos e técnicas necessários para torna-lo um bom musico. Imagine-se em seu instrumento enquanto as pessoas ouvem atentamente. Você está confiante e seguro de si ao tocar. Você toca suavemente e as pessoas se agradam disso.  Esta imagem pode tornar-se realidade quando você se esforçar para atingi-la. Você encontrara alegria ao partilhar seus novos talentos.

Clave.

Geralmente se posiciona uma clave no início de uma pauta. A clave é um símbolo que indica qual altura musical será representada por cada linha ou espaço. Existem três claves: a clave de sol, a clave de fá e a clave de dó.



Agora, tente memorizar

A posição da nota no pentagrama indica a altura do som, da seguinte maneira:


  • As notas musicais na partitura indicam quais notas devem ser tocadas no teclado.
  • As notas que sobem na pauta indicam que serão tocadas movendo-se para a direita no teclado.
  • As notas que descem na pauta indicam uma sequência de teclas movendo-se para a esquerda do teclado.
  • As notas podem ser escritas em qualquer sequência: subindo, descendo, mudando de direção ou repetindo-se.

Há em música, notas mais agudas ou mais graves do que aquelas que são suportadas pelo pentagrama. Para que possamos escrevê-las, acrescentamos as linhas suplementares superiores e inferiores.



As linhas e os espaços suplementares são numerados a partir do pentagrama.

Para notas muito agudas que exigiriam uso constante de linhas suplementares, utilizamos o sinal de “8va” acima ou abaixo do trecho que deve ser oitavado, modificando o registro da nota escrita como exemplificado abaixo:


Como já vimos antes, para que as notas recebam nome no pentagrama, é necessária a Clave.

Mais o que é Clave?

Clave é o sinal que se escreve no início do pentagrama e tem como finalidade indicar uma determinada nota em alguma linha para que daí possamos então saber o nome das outras notas da pauta. Existem em música três tipos de clave:

A Clave de Sol é escrita a partir da Segunda linha (Indica o Sol3 do teclado na linha 2). Esta Clave é destina a instrumentos e vozes agudas, como por exemplo: Guitarra, Saxofone, Flauta, Violino, Clarinete, Violão, Voz Soprano Etc. Há muito tempo atrás, ERA ESCRITA TAMBÉM NA PRIMEIRA LINHA;

A Clave de Fá pode ser escrita a partir da Primeira, Segunda, Terceira e Quarta linha (Indica o Fá2 do teclado nas linhas 1, 2, 3 ou 4). Esta foi utilizada por muito tempo pela bateria, e atualmente é usada por instrumentos e vozes graves, como por exemplo: Trombone, Fagote, Contrabaixo Acústico e Elétrico, Tuba, Bombardino, vozes Barítono e Baixo etc.

A Clave de Dó pode ser escrita a partir da Terceira ou Quarta linha (Indica o Fá2 do teclado nas linhas 3 ou 4). Também conhecida por Meso Clave é utilizada por instrumentos e vozes médias. Esta tem uma característica interessante que é o fato de ser utilizada pela Viola, mas o Trombone por exemplo, em alguns casos e em passagens mais agudas, também se utiliza dessa Clave.

Cada clave se posiciona sobre uma linha específica. O nome da clave indica a altura da nota que se encontra sobre esta linha. A clave de sol é sempre colocada sobre a segunda linha e define o 1º sol acima do dó central; a clave de fá pode ser posicionada sobre a terceira ou quarta linhas e define o 1º fá abaixo do dó central; a clave de dó pode ser posicionada sobre qualquer linha e define a posição do dó central.

As claves de uso mais comuns são: a clave de sol na segunda linha, a clave de fá na quarta linha, e a clave de dó na terceira e quarta linhas. Estas possibilidades estão representadas no exemplo a seguir. O nome das notas em maiúsculas indica a nota da linha sobre a qual a clave está posicionada.



A clave é o sinal que nos serve de referencia, sem ela as linhas e os espaços da pauta não ganharão os nomes das notas. Uma pauta sem clave não pode ser lida. A linha que receber uma clave, também receberá o nome da nota que a clave representa, por exemplo: A Clave de Sol na 2ª linha determina a posição da nota Sol3 na 2ª linha e, portanto, tendo-se esta, conhece-se as demais. Portanto, ao se iniciar a leitura de uma música, a primeira coisa que devemos observar é: Em que clave a melodia está escrita? Para só então se começar a interpretação.
Observe a figura seguinte, ela nos dá a posição exata das notas chave que as claves indicam no instrumento:


Partitura para teclado arranjador.


As notas musicais são escritas numa Pauta, Partitura ou Pentagrama. Isso torna possível saber que teclas tocar sem ter que escrever o nome da nota para cada tecla.

A pauta é um tipo de gráfico e tem 5 linhas e 4 espaços horizontais. Sua aparência e a seguinte:

As linhas e os espaços são sempre numerados de baixo para cima (1ª linha até 5ª linha), assim como os espaços formados entre as linhas (1º ao 4º espaço).



Os símbolos que representam as alturas musicais (as notas) podem ser colocados tanto sobre as linhas quanto sobre os espaços. Quanto mais para cima a posição da nota na pauta, mais agudo será o som que representa. O exemplo abaixo mostra uma nota sobre o terceiro espaço e uma nota sobre a segunda linha. A primeira nota se encontra em uma posição mais acima do que a segunda, portanto a altura que representa é mais aguda que a da segunda nota.

Aprender a localização das notas nas linhas e nos espaços do pentagrama é fundamental para um bom aprendizado. Observe o pentagrama abaixo.


Elementos fundamentais da notação musical.

Notação musical é o nome genérico de qualquer sistema de escrita utilizado para representar graficamente uma peça musical, permitindo a um intérprete que a execute da maneira desejada pelo compositor ou arranjador.

O sistema de notação mais utilizado atualmente é o sistema gráfico ocidental que utiliza símbolos escritos sobre uma pauta de cinco linhas, também chamada de pentagrama, partitura ou pauta musical).

O elemento básico de qualquer sistema de notação musical é a nota, que representa um único som e suas características básicas: duração e altura. Os sistemas de notação também permitem representar diversas outras características, tais como variações de intensidade, expressão ou técnicas de execução instrumental.

A notação musical padrão é escrita sobre uma pauta de cinco linhas. Por isso também é chamada de pentagrama ou pauta. O conjunto de pautas e dos demais símbolos musicais, representando uma peça musical é chamado de partitura ou música. A notação padrão e as suas regras da grafia musical garantem a notação precisa das propriedades do som. O som musical é representado, no papel, por um sinal chamado nota, figura de nota ou ainda figuras rítmicas. Lembrando que a nota é o principal elemento de uma composição.

Figuras rítmicas: são os sinais responsáveis pelas indicações rítmico-musicais de uma partitura. Ou seja, são elas que ditam o ritmo de uma música. Podemos dizer que as figuras rítmicas (Notas ou Pausas) escritas no pentagrama constituem uma espécie de "alfabeto musical" e com apenas 7 (sete) figuras, podemos exprimir qualquer coisa que quisermos em termos rítmicos. Conheça agora, cada uma delas. Observação importante: a figura de nota/pausa varia de acordo com a duração do som:

Figuras de notas: são sinais que indicam a duração e a altura dos sons. Chamam-se também de Valores positivos (Produz som) e, conforme a sua duração, recebem formas e nomes diferentes.

Figuras de Pausas: são sinais que indicam a duração de silêncio. Chamam-se também Valores negativos (Não produz som) e, conforme a sua duração, recebem formas e nomes diferentes. Os nomes das Figuras de Pausas são os mesmos das Figuras de Notas do mesmo valor.



sábado, 15 de outubro de 2016

O som e as suas propriedades.

SOM = NOTA MUSICAL

Quem deu nomes às notas musicais foi o Monge italiano Guido D’Arezzo (995 - 1050) que viveu no século 11. Mas à denominação das notas musicais é ainda mais remota; por exemplo, na Grécia antiga os gregos usavam as primeiras letras do alfabeto para determinar as sete notas musicais.

Para escrever ou tocar as músicas dispomos de 7 sons ou notas musicais.
As notas musicais também podem ser representadas pelas 7 primeiras letras do alfabeto.


As notas musicais podem ser identificadas por letras para facilitar a escrita e aumentar a velocidade de leitura. A notação utilizada é universal, o que facilita a comunicação com músicos de outros países. Como já foi demonstrado anteriormente, existem 7 letras para representar as notas musicais.

O que são notas musicais? 

Uma nota musical é o elemento mínimo de um som, é o elemento básico de qualquer composição musical. Quando uma corda vibra, ela movimenta as moléculas de ar ao seu redor. Essa agitação das moléculas ocorre na mesma frequência de vibração da corda. O ouvido humano capta essa vibração do ar e a processa atribuindo um som ao cérebro. Para cada frequência de vibração, o cérebro atribui um som diferente (uma nota diferente).


Som ou Nota: É o resultado do choque entre dois corpos (matéria), criando uma vibração e, consequentemente, ondas sonoras audíveis. É o efeito produzido no ouvido pelas vibrações dos corpos sonoros. O som é dividido em duas classes: Som ruído e Som musical.

Som ruído: É o resultado de uma vibração sonora irregular, produzida, por exemplo, pelas indústrias e suas máquinas, pelo trânsito, trem ou trovão.

Som musical: É decorrente da vibração sonora regular causada por um corpo sonoro musical, por exemplo, sinos, cordas de um instrumento, voz humana, canto de um pássaro.

Os sons que podem ser lidos ou ouvidos têm, basicamente, quatro propriedades: Altura, Duração, Intensidade e Timbre. Combinando de diferentes formas esses quatro propriedades, o ser humano criou as músicas, em diferentes formas e com diversos propósitos.

Duração: é o tempo de produção de um som; é a sequência de sons com durações diferentes que cria o ritmo da música. É representada pela figura da nota e pelo andamento.

Intensidade: é a propriedade de o som ser mais forte ou mais fraco. É representada pelos sinais de dinâmica. Dinâmica é a arte de graduar a intensidade sonora na execução musical. Os diferentes graus de intensidade são indicados por sinais apropriados (Sinais de dinâmica).

Quando um trecho musical é executado com pouca intensidade, se diz que ele é executado “piano”; quando com muita intensidade, se diz que ele é executado “forte”.

Tomando-se como pontos de referencia esses dois graus de intensidade, pode-se estabelecer a seguinte escala crescente de intensidade: Bem pianíssimo(ppp), Pianíssimo(pp), +Piano(p), Mezzo piano(mp), Mezzo forte(mf), +Forte(f), Fortíssimo(ff), Bem fortíssimo(fff).

Altura: é a propriedade de o som ser mais grave ou agudo; é o movimento de subida e descida dos sons que cria a melodia da música.

Por exemplo: tocando-se da direita para esquerda o som vai-se tornando mais grave; tocando-se ao contrário, da esquerda para direita, o som vai-se tornando mais agudo. É representada pela posição da nota na pauta e pela clave.

Timbre: é a qualidade do som, que permite reconhecer a sua origem. É pelo timbre que sabemos se o som vem de um violino, piano, violão, voz humana, etc. É representada pela indicação da voz ou instrumento que deve executar a música.

Quem nunca se fascinou pelo som de um instrumento, de uma cantora ou da orquestra sinfônica inteira? Estamos falando da mais audível das propriedades do som, o Timbre é a qualidade do som que um determinado instrumento produz, é isto nos permite identificar a sua origem.

Obs.: O som de alguns instrumentos de percussão não tem altura (castanhola, bombo, tambor, etc.). É mais um ruído, do que um som musical propriamente dito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A Cristo coroai.

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dedilhado ou digitação - Os dedos no teclado (posição das mãos).

As digitações ou dedilhados no teclado compõem uma parte muito importante para sua formação como tecladista, as digitações são os dedos que devemos utilizar e consequentemente a posição da mão quando toca teclado. Existem regras e instruções para as posições dos dedos no piano dependendo da situação. Então para exercitar escalas no piano é importante utilizar as digitações corretas. Fazendo isto bem, dar-lhe-á uma base para desenvolver uma boa técnica. Por vezes verá instruções sobre qual dedo tocar, com uma numeração a indicar cada dedo.


 Algumas dicas gerais sobre como posicionar a sua mão e utilizar os seus dedos A forma como move as suas mãos e quais os dedos utilizará irá afetar todo o resultado final. Se por exemplo estiver a usar só dois dedos com notas distanciadas, isso irá resultar em transições pouco suaves. Aqui estão algumas regras de ouro:
  • Não utilize exclusivamente o seu dedo 2, o indicador (óbvio);
  • Inclua todos os dedos, isto faz o movimento da mão ser mais suave e rápido;
  • Na maior parte das situações deve evitar tocar as teclas pretas com o seu 1, o polegar.
Aprenda a tocar sem olhar para o teclado

A maioria das pessoas mais cedo ou mais tarde aprenderão a ler as notas. O desafio de ler as notas é muitas vezes sobrevalorizado, entretanto, o desafio real é ler e tocar em simultâneo. A única forma de ler e tocar ao mesmo tempo é não olhar para o teclado. Quanto mais notas a partitura tiver menos tempo tem para olhar para o teclado sem perder o tempo da música. Isto é algo que leva tempo para adquirir, mas uma forma importante para conseguir isto é posicionar as suas mãos corretamente e utilizar uma boa técnica de digitação. Se utilizando corretamente os dedos não terá de mudar a posição da sua mão tantas vezes, ou dar “saltos” grandes com o mesmo dedo.

A prática correta

Na imagem abaixo, podemos ver as notas da escala de dó maior. Em baixo das notas estão os números que indicam qual o dedo que deve tocar as notas:


 A primeira sequência é 1-2-3-1-2-3-4-5, e envolve um movimento em que o polegar passa por baixo do dedo indicador e do dedo médio. Após chegar à oitava seguinte faça a sequência inversa para baixo, movendo o dedo médio por cima do polegar (5-4-3-2-1-3-2-1).

O dedilhado consiste em decidir qual combinação de dedos deve ser utilizada para se tocar um grupo de notas. O objetivo do dedilhado é escolher combinações naturais de dedos. O bom dedilhado reduz a necessidade de esticar muito ou cruzar os dedos, ajudando para que se toque mais suave e veloz. Ao se usar um bom dedilhado, a mão estará equilibrada, dando bom controle sobre os dedos.

Em alguns trechos musicais as notas estão distribuídas de maneira conveniente para os dedos. Elas se movem dentro de um limite de espaço reduzido e parece sempre haver o mesmo número de notas do que o de dedos para tocá-las. Você pode tocar esses trechos sem necessitar de complicadas combinações de dedos ou de trocar a posição da mão de um lado para outro do teclado. Outros trechos são muito mais difíceis de se tocar, exigindo “dedos acrobáticos” e muitas trocas de posição das mãos. Nesses trechos não há dedos suficientes para tocar todas as notas a menos que se toque uma nota de maneira estratégica, com um dedo que permita a mão mudar de posição, deixando outros disponíveis para tocar as notas seguintes. Pode ser necessário cruzar o polegar sob os outros dedos ou os demais dedos por sobre o polegar. Pode-se tocar uma tecla com um dedo e, enquanto se mantém a tecla abaixada, trocar o dedo na tecla.

Quer o trecho seja fácil ou difícil de se tocar, o bom dedilhado e sempre importante.

Localização das notas no teclado.


Dó central - O Dó central (Dó3) é uma nota muito importante, pois nos serve de referência. O Dó está localizado a esquerda de qualquer grupo de duas notas pretas. O Dó central (Dó3) é o Dó mais próximo ao meio do teclado, conforme ilustrado abaixo. Ao sentar-se para tocar, o Dó central deve apontar ligeiramente para o centro esquerdo de seu corpo. Localize e toque o Dó central em seu teclado.


Localização do Dó e do Fá - O Dó está localizado a esquerda de qualquer grupo de duas notas pretas.



O Fá está localizado a esquerda de qualquer grupo de três teclas pretas. Elas são as teclas guias.



Localização do Lá e do Si - A nota preta mais alta em qualquer grupo de três delas localiza-se entre o Lá e o Si. A nota Si está localizada à direita de qualquer grupo três teclas pretas e do lado esquerdo do Si encontra-se a nota Lá.


Localização do Ré e do Mi - Ré e Mi são as teclas brancas imediatamente a direita do Dó. Dó, Ré, Mi.... São as teclas brancas que envolvem qualquer grupo de duas teclas pretas.



Localização do Sol - A nota Sol está à direita da tecla preta mais baixa de qualquer grupo de três teclas pretas. E também é a tecla a direita do Fá.


Como já vimos acima, o Dó é a primeira tecla branca a esquerda de duas pretas.

Podemos observar também, que no teclado ao lado temos três notas Dó, sendo que o terceiro Dó é também conhecido como Dó Central. A partir do Sol2 é que começamos a executar as melodias (mão direita) e abaixo dele, encontra-se a 1ª Oitava e parte da 2ª Oitava para o acompanhamento (mão esquerda).


Funcionamento do teclado arranjador ou sampler.

Chegou a hora de conhecer melhor o seu instrumento e colocar em prática o conhecimento adquirido até agora. Observe bem o conteúdo das últimas páginas e tente memorizar o que você verá. Fique atento às explicações do professor e aos exercícios práticos e partituras que ele vai lhe propor.

Após definirmos o “Style”, o “Tempo” e a “Voice”, o teclado reconhece os acordes tocados com a mão esquerda e, automaticamente, executa o acompanhamento com os instrumentos harmônicos, a bateria e o contrabaixo. Um sistema de memória repete o acompanhamento enquanto outro acorde não for tocado. É como estar tocando acompanhado de uma orquestra de vários músicos.

O importante é saber que, pelo fato do instrumento fazer o acompanhamento automático, não significa que o teclado toque sozinho, dispensando o músico. O músico é indispensável.

Para tocarmos teremos que observar alguns detalhes importantes:
  • Apesar de ser um instrumento idêntico ao piano, a técnica e a notação (partitura) possuem algumas diferenças.
  • No piano trabalhamos os acordes na posição fundamental e no teclado nas inversões.
  • No piano, o tempo é ditado pela figura musical em função do metrônomo, ao passo que no teclado temos o acompanhamento automático (Fingered) que dirá o tempo da execução em função da figura musical. A mão direita toca as teclas do lado direito do teclado (Área de Melodia), responsável pela melodia, o solo da música. A mão esquerda toca as teclas do lado esquerdo (Área de Auto Acompanhamento), responsável pelos acordes que acompanham a melodia da música.
Observe:



 O teclado e composto de teclas brancas e teclas pretas. As teclas pretas estão em grupos de duas ou três. As teclas brancas recebem os nomes das notas musicais (Dó, Ré Mi, Ré Fá, Sol, Lá e Si). As sete notas são repetidas diversas vezes na mesma sequência, dando nome as teclas.
Encontra-se abaixo a ilustração de um teclado padrão.
  • Quantas vezes se repetem os nomes das notas na mesma ordem para dar um nome a cada tecla?
  • Quantas vezes elas se repetem em seu teclado?

Toque e diga o nome de cada tecla em seu instrumento. Comece com a nota mais grave (Dó1, no teclado padrão) e prossiga até a mais alta (Dó6). A seguir, comece na mais alta e toque para a esquerda, dizendo os nomes das teclas ao tocá-las. Repita esse processo até decorar o nome e a posição de cada uma com velocidade e segurança.

  • As teclas brancas representam os sons ou notas naturais (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si).
  • As teclas pretas representam os sons ou notas alteradas (Acidentes), Sustenidos (#) e Bemóis (b). Abordaremos esse tema mais adiante



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Aprender a tocar teclado, por onde começar?

O teclado é um dos instrumentos mais versáteis da atualidade, essencial em muitos estilos de música. Mas, ser um mestre no teclado requer muitos anos de estudo e prática, um iniciante pode aprender as bases para tocar teclado através de um estudo independente, mas aprender a tocar teclado sem o acompanhamento de um tecladista professor é difícil, se não tiver pelo menos um material organizado com algum tipo de estruturação didática torna-se impossível.

Em primeiro lugar, deve começar por conhecer o teclado, saber encontrar as notas no teclado é essencial para estudar. Então comece por conhecer as notas do teclado.

Aprenda a postura correta antes de tudo. A postura correta irá lhe proteger de futuras lesões e ainda melhorará a sua execução.

Comece por aprender alguns exercícios de digitação nas teclas. Isto irá aumentar a sua coordenação e familiariza-lhe com o teclado.

Aprenda a ler partituras. Se quiser realmente tocar teclado com destreza e perfeição, então saber ler partituras é fundamental. Se não souber ler música não conseguirá executar belas composições. E não se preocupe, ler partituras não é um bicho de sete cabeças, esqueça esse mito. Com o nosso apoio e com a qualidade de nossa experiência seu sonho pode se realizar plenamente.

Aprenda escalas, acordes e o máximo de teoria musical que conseguir. Ao contrário do que se pensa, a teoria musical jamais irá atrapalhar a sua criatividade. Este também é um mito, criado provavelmente por alguém que não teve vontade de estudar e evoluir. A teoria musical irá ajudar-lhe e muito! Se quer compor músicas então é fundamental que aprenda teoria musical.

Por fim, aprenda a tocar as suas composições favoritas e crie o seu repertório!

Conhecendo o teclado arranjador.

Quem já olhou para um teclado pode ter reparado que o mesmo tem um padrão de teclas brancas e pretas que se repete ao longo de sua extensão. Estes padrões representam oitavas. Cada oitava tem sete teclas brancas (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si) e cinco teclas pretas (Dó sustenido/Ré bemol, Ré sustenido/Mi bemol, Fá sustenido/Sol bemol, Sol sustenido/Lá bemol e Lá sustenido/Si bemol).

 
Duas oitavas têm precisamente as mesmas notas, entretanto, uma mais aguda que outra. Por exemplo, temos a nota Dó, se percorrermos as notas brancas, Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, chegamos novamente à nota Dó. A nota é a mesma, mas num registro mais agudo quando estamos uma oitava a cima (mais a direita), ou seja, é uma versão mais aguda de si mesma. Isto acontece com todas as notas. Os teclados podem ter várias oitavas, há teclado de cinco oitavas, seis oitavas, sete oitavas.
Então vamos ver uma imagem de uma oitava no teclado para podermos então passar a explicar a sua construção:


Então, o teclado foi construído tomando como base a escala de Dó maior. Isto significa que as teclas brancas seguem o padrão Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom, Semitom, sendo as notas brancas as notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.

A distância mais curta entre cada tecla representa um semitom, mesmo a distância entre o Mi e o Fá, e o Si e o Dó, mesmo não havendo teclas pretas. Assim como as teclas pretas podem ter mais que um nome, algumas teclas brancas também o podem, mais precisamente aquelas que não têm teclas pretas entre si.

Estas teclas são o Mi, o Fá, o Si e o Dó. Como a distância entre o Mi e o Fá também é um semitom, podemos chamar a tecla branca Mi, de Mi natural ou Fá bemol (descemos o Fá em um semitom), ou podemos chamar a tecla branca Fá, de Fá natural ou Mi sustenido (Mi + um semitom). O mesmo acontecer com o Si e o Dó, o Si pode ser chamado de Si natural ou Dó bemol, e o Dó de Dó natural ou Si sustenido.

Isto é muito importante quando passamos ler partituras, porque cada linha ou espaço da pauta representa uma nota natural (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si). Então quando queremos mostrar uma nota com acidente (sustenido ou bemol), colocamos o símbolo no espaço ou nota que queremos que aumente ou diminua um semitom. Se um Dó na pauta tiver um símbolo de bemol isto significa que tocamos um Dó bemol, ou seja a tecla branca Si natural, ou seja, um semitom a baixo da nota Dó. Neste caso, temos uma nota com dois nomes, mas a tecla e o som são precisamente os mesmos.

Uma coisa muito importante que se deve decorar de início: a distância mínima entre uma tecla e outra é sempre um semitom, haja ou não uma tecla preta no meio de ambas.

Quando olhamos a primeira vez para um teclado podemos ficar assustados.
  • Afinal, com tantas teclas, que notas representam?
  • Há assim tantas notas musicais para decorar?
Na verdade, não. As notas musicais são só 12 e vão de Dó a Si. O que acontece é que se subirmos mais que a última nota voltamos a repetir a primeira nota, mas desta vez numa versão mais aguda. Por exemplo, temos as notas Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, se continuarmos teremos de novo a nota Dó, depois a nota Rá, Mi...., mas numa versão mais aguda, como já foi dito antes. A esta distância (de Dó a Dó, ou de Ré a Ré), damos o nome de oitava. Então o que acontece no teclado é que temos este padrão de oitavas a se repetindo ao longo do instrumento.

Vejamos a imagem em baixo:




Esta oitava repete-se por todo o teclado. As teclas brancas representam as notas da escala de Dó maior (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si). As teclas pretas representam as notas intermediárias, as quais chamamos de acidentes ou notas alteradas. Estas notas podem ter dois nomes, ou sustenido ou bemol. Isso vai depender se estamos a subir na escala ou a descer. Por exemplo, se formos a subir na escala de Dó até Si, a primeira tecla preta irá chamar-se Dó sustenido, a segunda Ré sustenido e daí em diante. Isto indica que a nota é uma versão aumentada em meio tom da anterior.

O símbolo de sustenido é #. Se descermos na escala então estas mesmas notas serão chamadas respectivamente, Ré bemol e Mi bemol, que indica que a nota é uma versão diminuída em meio tom da anterior. O símbolo de bemol é b.


O que é oitava?

Oitava nada mais é do que a sequência de oito notas tocadas sucessivamente.
O teclado acima começa com uma nota Dó, então se contarmos Ré, Mi, Fá, Sol, Lá,
Si, Dó estamos identificando uma oitava (no caso a primeira), desta forma medimos o tamanho do teclado (número de oitavas) que, no caso dos Teclados Arranjadores convencionais, são de cinco oitavas.
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