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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os 10 mandamentos do estilo aprenda fácil.

Bem, de certa forma não vou falar sobre os métodos, mas sobre as pessoas que normalmente são as vítimas deles, para isso vou apresentar "Os 10 mandamentos do estilo aprenda fácil"

Claro que existe alguma sabedoria nessa troça, e quem quiser pode analisar a lista e identificar se é uma vítima em potencial dessa enganação chamada "método fácil" (e todas as suas derivações possíveis). Sem mais delongas, aqui estão os "Os 10 mandamentos do estilo aprenda fácil'": 

(Veja se você adere a esse culto) 

I) Jamais deverás citar a palavra "estudo". 

II) Pularás de vídeo em vídeo pra todo o sempre, esperando aprender o pulo do gato no próximo. 

III) Terás um perfil no Facebook exclusivamente pra compartilhar memes sobre como ama música. 

IV) Manterás o objetivo de copiar o professor até o fim dos teus dias. 

V) Montarás um altar e nele manterás uma vela acesa em frente a palavra "tutorial". 

VI) Nunca deverás usar mais de um dedo na mão esquerda (no máximo dois, em oitava). 

VII) Farás uma peregrinação em todas as caixas de comentários existentes no mundo, perguntando como turbinar sua mão esquerda (deverás utilizar sempre "pulo do gato" nas perguntas). 

VIII) Acreditarás em qualquer promessa mirabolante porque "você quer apenas tocar pra ti mesmo". 

IX) Fugirás de quem se diz "professor", qualquer um que se comporte diferente de um "facilitador", é um nazista. 

X) Dirás pra ti mesmo toda vez que fores estudar: "estou sem tempo agora" e voltarás a pular de vídeo em vídeo. 

Se você é adepto de um ou dois mandamentos dessa lista, então provavelmente é uma potencial vítima da picaretagem. Normalmente as pessoas se enganam porque lêem alguém oferecendo um "Curso de teclado" e só isso, sem tentar entender qual é a verdadeira proposta. Não existe uma maneira genérica de montar um "curso de teclado", se por acaso alguém faz isso, mas não deixa claro como e qual é o objetivo final, é porque é um picareta na certa.

Por isso, como professor desde 1998, ofereço um Curso de Teclado para iniciantes e outro Curso de Teclado Avançado, tudo com método, material, exercícios bem planejados e objeto e metas bem definidos. Não tem imagem bonitinha, nem promessas genéricas e, mesmo com todo esse aparato a disposição, o aluno precisará ter o bom senso de estudar, estudar e estudar. Não existe milagre nem mágica, é puro esforço e bom senso.

Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Quando a música não sai de jeito nenhum.

Vamos imaginar uma situação hipotética: 

Digamos que você acabou de gravar um vídeo executando uma tal música. Mas essa música não sai de jeito nenhum. Você esquece o dedilhado, se perde no ritmo, altera a dinâmica sem nenhum motivo aparente, corre com o andamento como se o pai estive na forca em um momento e feito uma lesma subindo uma parede em outro. Enfim, é um desastre. 

O que fazer? 
Gravar-se mais vezes? 
Jogar a câmera pela janela? 
Estudar mais com as mãos separadas? 
Procurar um professor particular? 
Sair pela porta afora balançando os braços feito um bonecão do posto berrando "sou um fracasso! sou um fracasso"? 
Procurar ajuda no Youtube? 
Estudar com mais variação de articulação? 

Eis o que eu recomendo: 

Não faça nenhuma dessas coisas, a não ser que queira piorar a situação. 

Fique longe da câmera, não tente deduzir nada do que pode estar acontecendo. Esqueça qualquer sabedoria ou pseudo-sabedoria que escutou de mim ou de qualquer outro professor. Esqueça como resolver o problema. Coloque o vídeo desastroso na área de trabalho do seu computador, ou deixe acessível no seu celular. 

E todos os dias assista ao vídeo se perguntando: 

"O que está errado?" 

Mas ainda não tente responder. Cada dia, depois de assistir ao vídeo, force sua imaginação pra tocar mentalmente a música do jeito certo. Depois de 10 dias, tente se gravar novamente. 

Existe uma grande chance da sua execução já ter melhorado bastante. Mas não fique aflito com isso. 

Agora você pode começar a aplicar algumas soluções que aprendeu comigo ou com outros professores. Utilize o conhecimento acumulado dos 10 dias se perguntando "o que está errado?" pra encontrar os problemas. Estude a solução desses problemas com disciplina por no mínimo 3 dias. Depois tente se gravar novamente. Agora pode ter certeza que não apenas a música sairá bem melhor, mas você terá aprendido a utilizar o máximo da sua capacidade pra resolver um problema, sem entrar em desespero. 

Texto original: Felipe Scagliusi 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Três sinais que podem indicar seu avanço.

Quem começa a estudar alguma coisinha no teclado e segue algumas lições e partituras, logo faz a fatal pergunta: 
"Como vou saber que posso passar pra próxima lição/peça/música?" 
Bem, não existe uma reposta universalmente única. 
Sem ver essa pessoa tocando e sem conhecer continuamente seu modo de estudar, só posso dizer que existem alguns sinais que podem (TALVEZ) indicar que você está pronto pra seguir em frente. 
E os 3 sinais são: 
1) Fluidez na execução 
2) Execução de memória 
3) Andamento estável (sem prejudicar a compreensão) 
Principal recomendação é em relação a "fluidez".  Algo que sempre digo aos alunos e pode ser útil para outros: é perfeitamente normal travar em algumas partes ou ter algum trecho que é particularmente desafiador e que avacalha com a fluidez geral. Uma das estratégias pra conquistar a fluidez é regular o andamento: 
Coloque a marcação bem lenta em um metrônomo, lenta de maneira que seja plenamente possível você olhar o teclado e realizar a mudança de trechos e seguimento da música sem esbarrar em outras notas. Pratique dessa maneira lenta por alguns dias (nunca esqueça a regra dos 3/7/10/etc dias) e aos poucos vá aumentando a velocidade. Não dê bola para a aparência de que não está adiantando nada. Coloque consciência e disciplina nisso. 
O que é normal é o sujeito não saber quais lições seguir, o que fazer para vencer dificuldades básicas, como fazer para organizar a execução da música/lição de modo a poder manter bom ritmo e poder fazer tudo com fluidez, isso sim impossibilita totalmente alguém aprender e avançar no instrumento.

Texto original: Felipe Scagliusi.


Esses dedos não me obedecem.

Grande problema dos iniciantes no piano:

É quase certo que seus dedos NÃO lhe obedecem e provavelmente você passa muita raiva tentando controlá-los. Isso lembra minha infância: Todos os adultos, inclusive meu pai, levantando o dedinho do copo quando bebiam alguma coisa. Era realmente um charme na época, mas, no piano, isso é um desastre. Quem é estudante de música, principalmente de piano ou teclado, sabe alguns exercícios para o controle dos dedos e sabe que não é por frescura ou por estética que precisamos educar nossos dedos.

A falta de controle do dedos não apenas prejudica o acerto das teclas, mas causa um efeito em cadeia que desregula o ritmo e impede o controle do andamento da música. Por isso sugiro que você faça exercício específicos para rapidamente resolver esse problema. Coloque-os de algum jeito na sua rotina de estudos para praticá-los regularmente.

No início, dependendo do seu temperamento, você sentirá uma agonia nos pulsos e nos braços, mas não desista. Faça devagar e com calma, para que seu corpo se acostume com o movimento. Essa agonia que você poderá sentir, é o seu mecanismo adquirindo controle da tensão muscular, por isso é muito importante exercitá-lo lentamente e em uma rotina.

Garanto que em pouco tempo você já sentirá a diferença no controle dos dedos. Quem não tem uma rotina e não sabe por onde começar, está realmente num mato sem cachorro.

Mas não tema!

Pra todo problema, existe uma solução.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Uma reflexão sobre "aulas online"

Se você aderiu ao aprendizado online ou qualquer variação em que você não tem um acompanhamento direto de um professor, você está dentro de uma modalidade de ensino autodidata. Isso quer dizer que de alguma maneira você tem de ser o próprio professor, desse modo, conclusão é que você precisa de algum conhecimento pedagógico. 

Um dos mais importantes princípios pedagógicos que aprendi com o professor: "A não é B e sim C" 

Confuso? 

Vamos trocar em miúdos... 

Certa vez, me deparo com a seguinte declaração de uma aluno:

"A maioria das pessoas buscam uma forma mágica de aprender música! Poucos tem senso crítico e sabem discernir entre os que querem ensinar de verdade e os que tem outros objetivos e não se importam com ninguém só querem obter lucro das monetizações dos vídeos e vender e-books com dicionários de acordes sabendo que primeiro a pessoa precisa ter um preparo técnico para executar as progressões com ritmo e fluência." 

Comentário muito perspicaz. 

Quando vamos aprender alguma coisa nova, queremos que alguém nos dê a fórmula mais simples possível. Estamos procurando o ensinamento do tipo "A é C". Para o mundo dos instrumentos musicais, estamos querendo algo assim: 

"Aprender piano ou teclado é colocar os dedos nas teclas certas" 

Ou: 

"Aprender piano ou teclado é tocar escalas e improvisar" 

Ou: 

"Aprender piano ou teclado é tocar acordes" 

Ou: 

"Aprender piano ou teclado é ler partituras" 

Ou: 

"Aprender piano ou teclado é copiar tutoriais" 

Ou: 

"Aprender piano ou teclado é comprar o curso tal" 

Enfim, procuramos alguém que resuma o máximo possível, é evidente que música e o aprendizado de piano ou teclado não podem ser resumidos nessas coisas. Embora essas coisas façam parte da música e do aprendizado da técnica instrumental de algum jeito. 

Então, como uma espécie de anticorpo, o autodidata tem que ficar atento não apenas ao que é afirmado, mas também ao que é negado. Assim como no depoimento acima, se alguém está dizendo que basta você ter um dicionário de acordes, então está dizendo que não interessa como você toca esses acordes. Por exemplo, é como se a fórmula do aprendizado fosse: 

"Tocar piano ou teclado é seguir o dicionário de acordes e não desenvolver seu ouvido ou sua sensibilidade de dinâmica" 

Essa é a aplicação da fórmula "A não é B e sim C". É um jeito muito seguro de afinar seu senso crítico. Claro que não é fácil aplicar essa fórmula em qualquer proposta de ensino. Na maioria das vezes precisamos de tempo pra entender o que alguém está afirmando e o que está negando. Mas essa é a vida dos autodidatas. 

Uma das coisas que percebi nos autodidatas é o seu relaxamento quanto ao desenvolvimento técnico, estão quase sempre querendo chegar ao destino sem embarcar no navio. Enchem-se de definições teóricas e "pulos do gato" sem seguir um aprendizado que dê consistência. Um aprendizado que condicione o corpo a passar por cima das dificuldades. 

Decidi que um dos pontos principais do ensino que ofereço é insistir no desenvolvimento técnico. Existem vários outros aspectos musicais que precisam ser trabalhados, mas nenhum é tão ignorado e deficiente como esse em quem estuda online.

Como professor particular sou muito questionado sobre tal e tal "método de 30 dias", tal e tal "webinário matador e épico" ou sobre tal e tal "aplicativo revolucionário e mágico..." 

Criem bom senso e leiam nas entrelinhas. 

Tudo pode parecer inocente e um simples "engano honesto", mas se tem alguém aqui na minha lista de e-mails que pretende seguir quem faz promessas mirabolantes cheias de letrinhas miúdas sobre o resultado, não tente buscar minha aprovação para participar dessa decisão. 

E assim acho que chega de falar sobre métodos mentirosos (pelo menos por enquanto). 

E qual seria a solução real? 

A primeira de todas é procurar um professor particular ou uma escola séria. Se você não tem condições para isso, também não adianta se entupir de teoria musical. Não importa o estilo ou pretensão final, você precisa aprender a lidar com as várias dificuldades que surgem ao tentar tocar uma música. Em resumo, é um aprendizado de como e o que fazer pra resolver os problemas técnicos mais comuns. 

Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Piano man.

Isso já aconteceu há mais de 10 anos: 

Em algum lugar da Inglaterra, um homem foi encontrado andando na beira de uma rodovia, totalmente desorientado e sem se comunicar com clareza. Logo foi levado para o hospital. Por semanas a fio os médicos tentaram descobrir algo dele. Fisiologicamente não havia nada errado, mas ele não conseguia responder perguntas simples, nem dizer quem era até que alguém teve a brilhante ideia (com acento) de dar um papel e um lápis. 

Adivinhe o que ele desenhou? 

Sim, um piano de cauda. 

Se bem lembro, recebeu até o apelido de "piano man". Depois disso alguém teve uma segunda idéia brilhante: 

Levar o desconhecido até o piano que ficava na capela do hospital. E adivinhe outra vez? 
O tal homem que nem sabia o próprio nome tocou piano sem titubear. Dali por diante ele era deixado no instrumento e ficava por horas tocando. Jamais soube o desfecho dessa história, mas o que nos interessa é o seguinte: 

Mesmo sem saber se o "piano man" era um profissional ou um amador ao piano, mesmo sem saber se realmente tocava bem ou mal, se ele mantinha ou não o ritmo, se conseguia demonstrar bem a cor da música, nada disso importa, o que ele tinha é aquilo que todo o estudante de música precisa: Transformar a habilidade de tocar em uma segunda natureza, algo que faça parte do seus músculos, sangue e células. Não há exceções pra isso, não importa o estilo, não importa a idade, não importa a habilidade natural, não importa o nível. Por isso não importa a promessa de um método ou de um professor, o relacionamento com o instrumento precisa ser levado por muito tempo. E por "muito tempo "quero dizer anos". 

Claro que isso não quer dizer que só depois de anos alguém conseguirá fazer alguma coisa no instrumento, várias coisas são imediatas. 

Quero deixar claro que se existe uma coisa comum entre um amador e um profissional, aquilo que faz você olhar os dois e perceber como são seguros no que fazem, mesmo estando em níveis diferentes, é porque sabem aquilo melhor do que o próprio nome. 

Ficou claro? 

Este texto é mais uma introdução para responder a pergunta "Quanto tempo leva pra aprender piano ou teclado?"

Espero que não tenha ficado a impressão de que basta aprender de qualquer jeito ou que o necessário é apenas tempo. Longe disso. !

Sempre existe uma maneira melhor de fazer e aprender as coisas. Não seria diferente com o piano ou teclado. 

Por isso ofereço meu curso de teclado para iniciantes...


Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi

Aprendendo música feito um cachorro.

Vez ou outra um aluno me mostra um aplicativo para aprendizado de piano e teclado. O aplicativo utiliza o conceito de "gamification" na sua estrutura, ou seja, tudo é estruturado de modo a parecer um jogo. O jogador realiza uma tarefa e ganha uma recompensa em pontos, se fizer com sucesso. Com base nesse "incentivo", dizem, o jogador aprende brincando. Isso é apenas mais uma tentativa dos cabeças-de-pudim ganharem tempo. Um aplicativo como esse é uma espécie de "guia de teclas", subterfúgio que evita ter de aprender a ler partituras. Eu também utilizo esse subterfúgio em alguns treinamentos, mas o conteúdo não se resume a isso.

É realmente deprimente que o vídeo de apresentação do aplicativo, em específico, mostre uma família feliz, rindo sem parar, enquanto magicamente a filhinha pequena segue a telinha do aplicativo. 

Eu sei que isso não funciona direito por dois motivos: 

Existem mais professores ruins do que bons professores por aí. Tive muito contato com professores ruins. Sei que a maioria deles não passa de um "guia de teclas". Eles ensinam qual a tecla correta, ensinam um pouco de teoria. Pois o aplicativo em questão faz exatamente a mesma coisa. 

O conceito de "gamification" (transformar tudo num jogo) ainda carrega um problema: Ele aumenta a ansiedade do estudante. Você fica obsessivo em terminar as missões. E a auto-consciência que a música deveria desenvolver, vai por água baixo. Tudo pra acumular alguns pontinhos no aplicativo. 

Essa é a mesma tática usada para treinar um cachorro: toda vez que ele faz uma ação correta, uma ação esperada pelo treinador, ele ganha um petisco. O cãozinho está sempre salivando, aguardando a próxima vez que ele será recompensado. Esta é a imagem perfeita de quem estuda por esse meio: um cãozinho salivando. Nada pode ser mais cabeça-de-pudim do que isso. 

Claro que não estou dizendo que todos os aplicativos são ruins, desde que você utilize ele como gente, sem problemas. 

Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi


sábado, 9 de dezembro de 2017

Ser músico é assim.

Você paga no MÍNIMO R$ 300,00 por mês em um curso particular do seu instrumento, mais ou menos uns R$ 9.000,00 em uma faculdade de musica (mas você estudou em universidade pública! Pois é Xerox, alimentação, gasolina, viagens para Simpósios, festivais, cursos, etc...). Depois gasta de R$3.000,00 a uns R$15.000,00 para montar um setup decente para suas apresentações. Passa o resto da vida estudando, treinando, ensaiando, tirando e ouvindo músicas. Gasta horas montando aulas, métodos, shows e playlists, fazendo planejamentos, entre outros e assim, individualizando e adequando cada atendimento!

Passa noites e noites trabalhando, correndo de um show para o outro, de uma aula para outra, dorme pouco, não tem tempo nem para as refeições direito, leva trabalho pra casa, investe na compra de equipamentos, cordas ou manutenção do seu instrumento, produtos de qualidade, aparelhos que não são baratos, deixa a família nos finais de semana para poder sair e trabalhar nas boates, espaços, eventos particulares, aulas particulares, e até mesmo para fazer algum curso, para então, alguém dizer: "Nossa, mas é caro né! Fulano(a) cobra menos para tocar ou ensinar; você cobre o valor?"

Como assim?

Infelizmente não posso "cobrir" o valor do colega, não sei das condições e investimentos dele, mas para mim foi muito caro o caminho pra chegar até aqui!

Valorize o trabalho de um Profissional que se qualifica!

"Se você acha que custa caro um profissional é porque não sabe quanto custa um incompetente. E torça pra nunca descobrir."

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Não boicote a se mesmo.

Pra variar, serei um pouco científico: 
Em 2006 pesquisadores americanos fizeram um teste pra confirmar ou negar aquele velho ditado de que se a comida cair no chão e for rapidamente recuperada, não existe nenhum perigo. Parece que não é bem assim. 
Segundo os testes, já nos primeiros segundos 99% das bactérias aderem ao alimento. 
Passei por situação parecida recentemente: 
Um aluno particular não avançava nas coisas que eu passava. 
Mas toda semana vinha com uma novidade do Youtube. 
Era uma progressão revolucionária... 
Era um novo método de virar mestre em 30 dias... 
Era uma dica não sei da onde pra aprender por intuição e não por estudo... 
(alguém sabe o que isso significa?) 
Mas, claro, todas essas novidades vinham incompletas, então o cidadão tirava as dúvidas comigo. 
O negócio funciona assim: 
Nos vídeos de 2 ou 3 minutos desses métodos revolucionários os professores dizem coisas como "repita o processo até ficar confortável", "comece devagar e faça variando o ritmo e a dinâmica", "dedique-se por um tempinho e tudo vai dar certo"... enfim, um negócio simplesmente vago que dá a falsa idéia de que é necessário somente um pouco a mais do que aqueles 2 ou 3 minutos do vídeo pra que se alcance o sucesso. 
E assim, vendo apenas um vídeo curto, o cidadão se enche de bactérias. 
Do mesmo jeito que a comida fica infectada logo que cai no chão. 
O que essas bactérias impedem o doente de enxergar é que "repetir o processo até ficar confortável" terá de enfrentar coisas como o dedinho do café... 
Ou a necessidade da exatidão rítmica... 
E, pra isso, você precisa contar os tempos... 
E usar o metrônomo... 
E se quiser aumentar a velocidade da execução precisará repensar o movimento... 
Porque "começar devagar e fazer variando a dinâmica" são coisas bem distantes no tempo de estudo, que não é possível alcançar rapidamente. 
Enfim, deixar se infectar desse jeito é uma auto-sabotagem. 
Esse aluno em especial não conseguia avançar nem pelo método do vídeo de 2 ou 3 minutos, nem pelo meu, porque estava sempre pulando de nova promessa em nova promessa. 
Esta semana dei a ele um ultimato: 
Ou segue minhas orientações, ou procure quem queira ensinar ele de outro jeito. 
O fato é o seguinte: 
Quem quiser seguir a maneira que oriento nos estudos, basta ter o bom senso de não se deixar levar de corpo e alma por novas promessa mirabolantes. Não estou dizendo que não se pode pesquisar e estudar outras coisas. O que estou dizendo é que você não deve se contaminar voluntariamente. 
Quem tem a disciplina pra isso pode aprender comigo. 
E só existe uma maneira de descobrir se serve pra você: 
Faça sua inscrição no treinamento "O Pianista Aprendiz" e comece a estudar imediatamente. 
Aqui estão os detalhes: 
Felipe Scagliusi 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Estudo divertido e inútil.

Você já deve ter ouvido algum professor falar que antigamente tinha aquele negócio de curvar os dedos como se tivesse uma laranja na mão e essa era a posição de tocar, hoje em dia não existe mais isso, você pode tocar normal, como achar confortável...

E eu digo: 

Antigamente?

Nada disso! 

Não tenho como dizer exatamente o porque de eles fazerem isso, talvez o motivo seja o fato de que não queiram descrever alguns detalhes, acham que descrever isso seria chato, querem mesmo é deixar tudo divertido. Se for essa a intenção, é preciso complementar: 

Divertido e inútil.

Quando o totalmente iniciante coloca a mão no teclado pela primeira vez, sente uma dificuldade enorme de diferenciar o movimento de cada dedo, mesmo assim, ele precisa compreender que a posição curvada dos dedos (que não apenas "antigamente", mas atualmente continua sendo divulgada) favorece o desenvolvimento da independência entre os dedos, entretanto, o professor "sabichão" do método divertido pode não ter interesse que seus alunos entendam como melhor desenvolver essa independência, agora sim, nesse caso eu concordo em dizer que você deve tocar como quiser e ser feliz.

Mesmo assim, ainda existe outro fator: 

Quanto mais sensível o instrumento, mais a posição dos dedos altera o resultado musical. Mas esse é outro assunto chato, não é? 

Não vamos atrapalhar nosso estudo divertido com isso. Toque como quiser e que saia o som que sair, pode até ser que alguém precise entender como funciona esse negócio de posição dos dedos, nesse caso raro, se quiser abandonar a diversão e adotar o de método de antigamente procure um profissional, um professor que utilize métodos que te proporcionem fluência e aquisição de conhecimentos.

E bons estudos! 

Se você já compreendeu que é necessário estudar e não apenas tentar se convencer que é possível aprender a tocar sem fazer nada, então está qualificado pra tornar-se um aprendiz de música.

Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ei, você acha que isso acontece somente com você?


Considere este fato:
"Poucas coisas exigem mais de uma pessoa do que aprender um instrumento" 

Exige dedicação da inteligência, da vontade e do corpo, como muito provavelmente você já deve ter percebido. Com isso, podemos concluir que, para aprender a tocar um instrumento musical o indivíduo precisa ter muita coragem. 

E depois de tantos anos dedicados exclusivamente ao teclado e à música, de ter sido jubilado em um curso superior, de ter perdido várias outras oportunidades no mercado de trabalho, de ter perdido e adquirido tantos alunos e amigos, de ter entrado em contato com tanta gente de tantos lugares que também colocaram a mesma dedicação, pode acreditar em mim, os problemas e dificuldades que você enfrenta para avançar na música não acontecem apenas com você. Não é só você quem perde, não é só você que está sem tempo, que não tem dinheiro para um instrumento melhor, que não consegue entender a relação das benditas escalas com as músicas, que sente um fardo nas costas quando chega a hora do estudo, não é só você que não consegue fazer a passagem do dedão, que está se matando para relacionar teoria e prática, ouvido e leitura, você até já faz muita coisa, mas está penando para aumentar um pouco a velocidade.

Eu sei, parece até que ninguém tem tanta dificuldade, mas acredite, todas as pessoas em todos os lugares, em todas as épocas, tiveram que controlar a própria índole e encaixar parte por parte para avançar na coordenação ou para entender o movimento certo e assim ganhar mais velocidade. Não importa o quão famoso seja agora, nem que tenha estudado com os melhores professores e nos melhores instrumentos, essas dificuldades precisaram ser enfrentadas. 
Claro, talvez você seja tão especial que ninguém é tão sem tempo feito você ou tenha tanta dificuldade em entender as relações harmônicas. Sim, isso pode acontecer de fato, pode ser que você seja realmente muito especial, por isso repito:

É preciso coragem. 

Não entender, não conseguir, esses fatos não são e nem representam de modo algum motivos reais para uma desistência iminente, entretanto, a covardia é. 

Se quiser dar um passo adiante no aprendizado musical, aprenda a NUNCA DESISTIR DOS SEUS SONHOS, recolha suas tristes murmurações e suas malditas desculpas, transforme essas coisas negativas em combustível para alimentar seu coração para no fim da sua jornada, enfim, curtir sua música com fluência e total liberdade. Do contrário, de fato, você não terá aprendido as lições da Prof. Música, só lhe restará então duas opções:

Trocar de pele ou Desistir de fato!

Adaptação: Prof. Elvis Chaves
Texto original: Felipe Scagliusi

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Piano.

1. O PIANO: SUA PARTE FÍSICA/ MATERIAL DO INSTRUMENTO

As grandes marcas, nomes da indústria do piano e detalhes da sua história. A engenharia instrumental tem no piano a soma mais complexa da física mecânica e sonora. Instrumento que precisa habilmente associar madeira e metal, com alto grau de tração e complexidade de formas. Os seus compostos, mais de dez mil peças, superam os de um carro. Os detalhes da madeira, detalhes da ciência dos cortes, peso e sentido das fibras, tensão da tábua harmônica com sua curvatura positiva, as grandes madeiras que sustentam não só o peso como estabilizam a migração e fuga da tensão. Os compostos de metais cuja têmpera varia de ferro fundido até aço de altíssima qualidade. A presença da lã de carneiro. A presença da vaqueta animal. A ciência não menos complexa da mecânica de transmissão do "set" de martelos. A montagem dos compostos, com grande grau de precisão nas medidas. O teclado feito de uma só peça estabilizada mecanicamente na sua uniformidade, e tantas coisas relacionadas ao mais belo e complexo de todos os instrumentos.

2. O PIANO: ADEQUAÇÃO E AFINAÇÃO DO INSTRUMENTO

A engenharia acústica, com o seu oportuno advento, colocou, felizmente, luz num dos assuntos mais complicados e danosos para o usuário do piano: as leis do som, as leis harmônicas. A concepção espacial do som nas variáveis da arquitetura. A importância do conforto e do detalhe de tais compostos. Preparação do instrumento para o estudo. Preparação do piano para concerto, para gravação. Os diferentes temperos ou escolas de afinação. Razão da existência de guetos no tempero dos instrumentos. A importância da preparção e ajuste mecânico no resultado sonoro. O trabalho físico nos martelos para a conquista da entonação. As dificuldades de certos ambientes para se conseguir resultados benéficos. O equilíbrio do instrumento usado como solista, com o canto, em duos, câmara e orquestra.

PIANO 112: modelo mais compacto, conhecido como modelo "estúdio", é ideal para estudo e para pequenos ambientes. Tem linhas retas e estilo moderno. Altura 112 cm, largura 147 cm, profundidade 56 cm, peso 187 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 114: modelo "apartamento", estilo tradicional, compatível com ambientes menores, ideal para estudo. Altura 114 cm, largura 149 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia 5 anos.

PIANO 116: modelo "europeu", lançado mais recentemente, tem tamanho intermediário e estilo moderno. Altura 116 cm, largura 147 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126: modelo "clássico", de aspecto sóbrio e majestoso, ideal para residências, escolas, igrejas e pequenos auditórios, para estudo e audição. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 213 kg, madeira/cor: imbuia. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126 AL: modelo "moderno" por apresentar "design" contemporâneo. A abertura da tampa superior é semelhante à dos pianos de cauda. Ideal para residências. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 211 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 127: modelo "profissional" com características semelhantes às de um piano de cauda (o primeiro bordão tem 126 cm), ideal para residências, escolas, igrejas e auditórios. Altura 127 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, 232 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

DICAS: COMO ESCOLHER SEU INSTRUMENTO

Os pianos não são iguais. Eles dependem de COMPOSTOS variados, sendo os principais a madeira e o metal. A madeira (densidade, textura, secagem e peso) exige tecnologia de corte e cuidado na direção das fibras. Este é o motivo do preço elevado dos pianos de marcas tradicionais. Uma das características dessas marcas (alemãs) é a importância do detalhe, quer seja do material de madeira , quer seja do metal e seu composto, a harpa ("frame") e suas partes. A engenharia estrutural é de suma importância, pois a TENSÃO NA HARPA é altíssima, chegando a alcançar vinte toneladas de tração/tensão na soma das cordas num piano afinado no diapasão 440 Hz. O controle de qualidade deve ser rígido e honesto para evitar peças tortas, com fratura e sem precisão. Quando isso não existe, o resultado é visto na mecânica, no toque, na imprecisão, na sonoridade do instrumento e, mais tarde, nos defeitos que o instrumento irá apresentar. Outro dano grande, e ainda pior, ocorre sobre o estudante ou usuário do piano. Havendo falta de equilíbrio, homogeneidade e precisão da afinação, ocorre um dano na MEMÓRIA CINESTÉSICA(muscular/ da ação). A escolha deve recair sobre o instrumento que esteja o mais novo possível, de preferência de fábrica,( razão para isso é que poucos instrumentos usados no Brasil, possuem a manutenção cuidadosa que prolongue a sua vida útil. Não possuimos em nossa cultura esse cuidado) e cuja sonoridade, mecânica e qualidade de material sejam de origem idônea. OTAMANHO do piano deve se adequar ao ambiente (ambientes pequenos, pianos pianos e vice-versa). Para alguns, a composição plástica do ambiente é importante, mas esta deve vir após os itens acima descritos.

DICAS: ADEQUAÇÃO

Adequação é a aplicação do conhecimento das variáveis do ambiente (seu formato, posição, componentes), como também das propriedades do instrumento (timbre, altura, etc.), para ajustá-lo ao PROPÓSITO para o qual ele se destina, que pode ser: simples passa-tempo, estudo, terapia, uso profissional,gravação, etc.

Há estudos/pesquisas em grandes centros acadêmicos que chegaram a uma conclusão assombrosa: 70% das pessoas que abandonam o estudo do piano deve-se ao trinômio: afinação, inadequação e sistema impírico de ensino: INSTRUMENTOINADEQUADO ao ambiente: há produção de som cansativo, o qual leva a distúrbio de humor (irritabilidade), o que altera a disponibilidade para a concentração e cria os bloqueios próprios da desatenção. Desconcentrar-se é uma forma de defesa produzida pela natureza para proteger os Sistema Nervoso, sendo, então, natural a reação quando diante de algo que causa desconforto ou agressão sonora. INSTRUMENTO DESAFINADO e fora da REFERÊNCIA (diapasão - lá 440 Hz). A AFINAÇÃO é uma ciência que exige do profissional uma percepção do ambiente (adequação), do perfil do usuário (grau de acuidade auditiva de quem usa) para optar pelo TEMPERO de afinação indicado para cada situação. Alguns tipos de afinação: a bem temperada, a entonação maior, a entonação menor, a afinação mediana ("mean tone"), a Pitagoreana, a Werkmeister III, a Kimberger III, a Vallotti Young, os vários guetos de New Orleans (onde algumas tonalidades são enriquecidas a prejuízo de outras; muito usados no "jazz"), e várias outras. O instrumento com propósito de estudo precisa ter características mais intimistas, onde a sonoridade tenha um efeito terápico. É muito importante questionar o profissional (afinador) sobre esses detalhes, para saber qual o conhecimento e qual o resultado você poderá esperar de tudo. A terceira variável é o SISTEMA EMPÍRICO DE ENSINO. A repetição excessiva, a falta de uma metodologia de ensino, a escolha inadequada de material não compatível com o grau de conhecimento/desenvolvimento do aluno,e outras abordagens que acabam torturando o aluno, principalmente se associadas aos dois itens acima (adequação e afinação), tornando o estudo quase impossível. Tem-se, então, formada a grande fileira dos que amam o instrumento, desejam-no mas o abandonam.

DICAS: MANUTENÇÃO DO PIANO

A manutenção deve ser periódica quanto à limpeza interna e à afinação, a qual deve ser efetuada sempre que houver desconforto e que o aluno ou o usuário estiver evitando o instrumento. Recomendamos uma visita anual do técnico. Um instrumento bem afinado quase sempre atrai a pessoa ao estudo. É algo inconsciente, mas absoluto. Quem gosta de música ama o bem-estar. A limpeza externa deve ser feita sempre com pano seco, não usar movimentos circulares e com pressão. Qualquer produto abrasivo destrói o brilho do instrumento, além dos horríveis riscos. O teclado deve ser limpo com pano úmido em solução contendo sabão neutro (diluição bem alta). Não colocar pano embebido em qualquer líquido, mesmo água. Pode danificar, entre outras coisas, o movimento das teclas.

Sempre é bom pesquisar sobre os profissionais da área, procurando saber sobre sua idoneidade e seu conhecimento com pessoas que conheçam esse instrumento e que sejam capazes de se responsabilizarem pela informação dada. O contrário é um convite ao dano material e suas conseqüências.

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/11-artigos-piano

Tocar por cifra.

Uma partitura escrita com CIFRAS (em inglês, lead sheet) é composta por uma pauta na clave de SOL com uma melodia e os símbolos dos acordes, cifras, escritos sobre a pauta (às vezes, abaixo da pauta). Normalmente, o pianista toca a melodia com a mão direita, e cria, na mão esquerda, um acompanhamento segundo as notas especificadas pelas cifras.

Fake books é o nome dado aos livros cujas partituras são escritas dessa forma. A música popular e as partituras para teclado são assim produzidas.

Também é possível cifrar uma peça escrita em duas pautas. É muito usado como técnica de memorização, porque ajuda a fixar a sequência dos acordes. Pode-se deixar de lado o arranjo feito, e criar o seu próprio arranjo a partir das cifras. Um arranjo é a forma como um executante organiza uma canção, tanto na forma quanto no estilo (formas de acompanhamento, ritmo...).

Como começar a tocar por cifras?

  • Tocar, primeiro, a melodia com a mão direita, principalmente, se ela não é conhecida.
  • Tocar, com a mão esquerda, apenas a fundamental de cada acorde.
  • Depois, praticar, com a mão esquerda, os acordes em bloco (todas as notas executadas ao mesmo tempo) correspondentes a cada cifra.
  • Tocar de mãos juntas: melodia + fundamental de cada cifra; melodia com acordes quando não houver mais dúvidas quanto às notas de cada um.
  • Tentar manter uma pulsação constante. Não há necessidade de correr.
Para tocar bem por cifras é preciso desenvolver um trabalho que permita ao pianista executar quatro coisas apenas com duas mãos: a melodia, a harmonia, as notas do baixo e o ritmo.

Quais são as dificuldades que um professor, normalmente, encontra ao ensinar ritmo para um aluno inciante jovem/adulto?

Ritmo é a alma da música, por isso este conteúdo deve ser trabalhado cuidadosamente desde as primeiras aulas. A abordagem simultânea do ritmo (figuras e pausas de valores inteiros) e da pulsação (contada em voz alta e/ou sentida pelo aluno e percebida pelo professor) é fundamental para um desenvolvimento homogêneo, holístico e racional deste quesito por parte do aluno. Porém, por mais que a gente, como professor, se esforce para que seja natural a evolução dos conteúdos, alguns alunos vão apresentar uma ou outra dificuldade relacionada em um dos tópicos abaixo:

1) pulsação: ensinar o conceito de pulsação e a diferença entre pulsação e ritmo. A necessidade de contar e sentir sempre a pulsação. Há alunos que têm dificuldade para manter constante a pulsação; outros não conseguem contá-la e tocar; outros nem pensam na pulsação antes de começar a música. Ajuda: trabalhar intensamente os valores inteiros antes de passar para as subdivisões.

2) fórmula de compasso ternária: a tendência do aluno é esperar no tempo 3, transformando a fórmula em quaternária.

3) realização de pausas: dependendo da abordagem inicial, alguns alunos nunca terão problemas para ver e realizar as pausas. Outros precisarão de algum tipo de alerta do professor para isto.

4) colcheias: manter a visão do tempo inteiro enquanto executa 2 notas é uma abordagem interessante, que o aluno interpreta como um desafio. Na nossa experiência, até hoje, todos os alunos conseguiram realizar 2 colcheias em um tempo sem a necessidade da subdivisão “1 – e”. Importante: as colcheias só devem ser introduzidas para o aluno quando o professor estiver certo de que ele domina os valores inteiros.

5) semínima pontuada: ao explicar a origem da semínima pontuada (semínima + colcheia), torna-se fácil para o aluno visualizar que o tempo seguinte à semínima se inicia no ponto de aumento, e que, logo depois de ele falar a pulsação do ponto, ele deve bater uma nota, a colcheia (frequentemente, a semínima pontuada é seguida por uma colcheia para completar 2 tempos).

AO ALCANCE DA MÃO

A maioria dos alunos adultos tem algum tipo de dificuldade ou restrição quanto ao posicionamento (fôrma) das mãos e/ou quanto à articulação dos dedos. Os motivos são vários, entre eles:
Tensão (própria da pessoa, excesso de uso);
Dificuldade para relaxar (mãos, braços, ombros etc.);
Dificuldade para se concentrar;
Doenças (lesões da mão por artrite, artrose, L.E.R., fratura, tendinite etc.)

Os exercícios de relaxamento/alongamento/concentração no início de cada aula e feitos pelo aluno em casa podem contribuir para a solução do(s) problema(s) ou minimizá-lo(s).

O posicionamento equilibrado e relaxado do corpo diante do piano é fundamental para o desempenho do aluno, pois facilita a leitura da partitura, o estado de concentração e a execução e o julgamento daquilo que é tocado. Mudanças e ajustes desse posicionamento ocorrem à medida que a música é executada. Eles devem ser conscientes e feitos de forma a facilitar a execução.

Outra observação sobre esse assunto é que os movimentos ao piano devem ser, desde o princípio, executados de FORMARÍTMICA, uma vez que a maior parte das músicas é baseada em padrões de pulsos previsíveis. Há alunos que sentem e fazem isto naturalmente, mas há aqueles que necessitam de educação nesse sentido, para não incorrerem em execuções confusas, desajeitadas e aleatórias. Sons tocados com controle de energia resultam de um trabalho rítmico bem conduzido. O que o aluno e o professor vão colher é uma execução musical fluente e coerente, por mais simples que seja a partitura.

AJUDA:
  • O professor estabelece 3 notas (p.e. dó, ré e mi);
  • Professor estabelece o dedilhado (somente dedo 2; ou dedos 1-2-3) e qual mão usar;
  • Estabelece a região a ser tocada (pode escolher apenas uma, 2 ou mais);
  • Estabelece uma pulsação (“1 – 2 – 1 – 2...”);
  • O aluno posiciona a mão (D ou E) e toca, seguindo o pulso (p.e. semínima = 60).
Professor (conta): 1 - 2 - 1 - 2 - 1 - 2 - 1 - 2

Aluno (toca): dó ré mi

Experimentar outras contagens de pulsos (3/4, 4/4), outras velocidades. Acrescentar intensidade. Praticar com a outra mão. Praticar de mãos juntas, se possível.

Treinar os movimentos dos dedos fora do teclado é uma atividade recomendada para aqueles alunos que têm dificuldade de adaptação ao instrumento. Eles necessitam de mais tempo na fase de pré-leitura a fim de desenvolver: 1) mais envolvência com a música; 2) o movimento dos olhos e das mãos; 3) o raciocínio do processo de leitura.

AJUDA:
  • Apoiar todo o antebraço sobre o tampo de uma mesa, com mão curva;
  • Pontas dos dedos apoiadas sobre a superfície da mesa (polegar deitado, ligeiramente voltado para o dedo 2);
  • Articular cada dedo 4 vezes, devagar, a partir da articulação proximal (aquela mais próxima do dorso da mão), articulando pouco (isto ajuda o aluno a ter mais consciência do movimento, controle sobre ele e diminui a tensão);
  • Não quebrar a articulação distal (próxima à ponta do dedo). Ela deve permanecer firme.

AJUDA:
  • Fortalecer e firmar a articulação distal:
  • Apertar a ponta do polegar contra a ponta do dedo 2 (depois, dedo 3, 4 e 5), criando um “O”;
  • Tocar as pontas de dois dedos (polegar e outro dedo), com leve pressão, acompanhando o ritmo de uma canção conhecida (cantar “Atirei o pau no gato”, “Noite Feliz” etc.)
Exemplo de outra atividade que promove a conscientização do movimento básico dos dedos, coordenação, memorização dos números dos dedos e vivência dos sons. Em cada mudança, ajudar o aluno a avaliar a sonoridade, o conforto da mão e da execução, e a aparência do movimento.
  1. Começar com MÃO DIREITA;
  2. Escolher uma sequência de dedos (p.e. 1 – 2 – 3 – 5 – 1 );
  3. Colocar a mão direita sobre a perna direita;
  4. Articular pouco cada dedo na sequência escolhida, e pressionar levemente cada dedo sobre a coxa. Praticar várias vezes;
  5. Posicionar a mão relaxada sobre qualquer sequência de 5 teclas e tocar o mesmo exercício (sequência 1-2-3-5-1), aproveitando para:
  • Alterar o ritmo (parar na primeira nota, parar na última nota, parar na nota do meio, parar no dedo 5 etc.);
  • Tocar repetindo 2 vezes cada nota (3 vezes); repetindo somente a primeira nota, somente a última etc.
  • Tocar mais lentamente / rapidamente; muito lentamente / muito rapidamente;
  • Tocar piano / forte; pianissino / fortissimo;
  • Mudar a altura: grave, médio, agudo;
  • Posicionar a mão na posição de MI (mi-fá-sol-lá-si), tocar a sequência (1-2-3-5-1) e deslocar a mão para a posição de FÁ, SOL etc., deslocando a mão para a direita, e tocando somente nas teclas brancas. Repetir deslocando a mão para a esquerda.
  • Posicionar a mão em uma sequência teclas na qual estejam incluídas algumas teclas pretas (p. e., mi – fá# - sol# - si – mi). Experimentar outras possibilidades.
  • Acentuar um dos dedos, mantendo a pulsação da sequência.
  • Acrescentar pausas (de 1 tempo e/ou 2 tempos) entre algumas notas (p.e. dó – pausa – ré – pausa – mi – pausa – sol – pausa – dó);
  • Acrescentar staccato em todas as notas, somente na primeira, somente na última etc.
  • Combinar legato e staccato: ligar de 2 em 2 notas, de 3 em 3, terminando as ligaduras com staccato etc.
Por que o adulto decide estudar piano?
  1. Realização de um sonho;
  2. Estudou na infância/adolescência e quer retornar;
  3. Instrumento complementar de algum curso;
  4. Segundo instrumento;
  5. Ajudou ao filho e acabou se interessando;
  6. Para relaxar;
  7. Para acrescentar cultura;
  8. Aposentadoria e tempo livre.
Nos EUA, um estudo revelou que a previsão de alunos adultos, acima de 50 anos, crescerá mais de 70% no período 2000-2016, e abaixo de 50 anos, crescerá 1%. Não conhecemos esse tipo de estatística no Brasil, mas podemos dizer que, nesse período, no nosso estúdio aumentou cerca de 50% a incidência de alunos adultos acima de 50 anos.

Cerca de 2/3 dos alunos adultos prefere estudar em aulas individuais. O único fato contrário que encontramos a esse tipo de abordagem é que o aluno não tem outra referência que não seja ele. O professor deve preocupar-se em dar esse retorno de avaliação e respostas às curiosidades naturais do adulto. Livros que tratam do assunto (em inglês): Piano Lessons, Noah Adams; It’s Never Too Late, John Holt; Making Music at the Piano, Barbara Maris.

Atenção ao detalhe!

Incorporar os valores da percepção, nuances ouvidas, a riqueza harmônica dos arranjos etc. são os frutos da atenção ao detalhe. Cada acontecimento sonoro, no decorrer de uma música, é de extrema riqueza. Então, debruçar-se sobre o que está acontecendo, sem pressa, é um convite para descobertas e respostas. A atenção ao detalhe, que pode parecer uma pressão grande sobre quase nada, é a aproximação do objeto da nossa curiosidade, da música e do(s)instrumentista(s) ao nosso mundo e à nossa linguagem. É sempre bom considerar que existe muito mais do que percebemos, e se deixar levar por essa curiosidade (afetiva) pelas músicas.

Interpretação é a tradução dos valores, códigos de outro, por alguém que se propõe a entender a idéia, e vesti-la da sua compreensão. Ninguém, com respeito ao autor da idéia, irá, em sã consciência, violentar a mensagem da obra. Ninguém que perceba o detalhe de uma criação é desprovido da inteligência para valorizá-la. Ninguém que expõe a sua alma para “receber” as impressões de uma composição violentará as coordenadas que conduzem as emoções dessa inspiração. Tendo isso como máxima inegável, vemos o quanto perceber e enfatizar o detalhe é uma questão de conhecimento e compreensão da idéia.

Atenção ao detalhe! Toda maturação das informações que aproximam o avaliador/interprete do domínio da obra, da música, pavimentam a mais inspirada execução. Quando percebemos o detalhe, um processo interessante passa ocorrer ao “redor” dele. Tudo que cresce em ênfase para a nossa percepção, desencadeia uma rede de associações. Está iniciado o milagre do enriquecimento, da vestimenta que dará impacto ao resultado. Esse “crescimento” que gravita ao redor do detalhe, entre outras coisas, é também pedagógico. Conduz o estudante/avaliador/artista pelos caminhos subjetivos da singularidade daquela proposta. Sem essa dinâmica ( crescimento do detalhe), perde-se o aperfeiçoamento do todo.

Atenção ao detalhe é, entre outras coisas, um disciplinador da nossa “inteligência progressiva”. Esta, que só habilita o domínio se for consequente e é beneficiada pela disciplina da contemplação ao detalhe. Quando percebemos isso, estamos também oferecendo à obra, que é objeto de nossa análise, um efeito pessoal , artístico, com beleza e forma etéreas.

Atenção ao detalhe é um processo onde o respeito pelo mais cuidadoso, mais detido, ocorre em benefício do aperfeiçoamento da técnica, da expressão artística. Podemos especular sobre a perfeição, e sabemos todos que ela não nos é possível, mas quando, a atenção ao detalhe nos leva à proficiência, temos aí, em nosso vocabulário humano, um sinônimo (à nossa moda) para a perfeição.

Piano - som percutido

O fascínio que provoca na afeição humana, o piano, é algo de há muito conhecido. Algumas pesquisas trouxeram mais luz ao universo sonoro-harmônico do som percutido do instrumento. Com o viés mais investigativo da compreensão desse matiz com plasticidade cromática de densidade tão variável, chegou-se ao estado que motiva uma indagação: como pode um instrumento estar tão próximo da unanimidade como o piano?

Não há resposta objetiva para perguntas que abrangem tantos elementos. Mas, existem enfoques vários desse instrumento que é a ponte entre a realidade e magia.

A propriedade da mecânica (estrutura) da percussão, por si só, já deu ao instrumento uma personalidade que os outros não possuem em igual nível de destaque: a alma do balanço, do suingue! Sabemos que o predominante, que é a vida das composições, por causa do estilo, encontra-se nessa mensagem clara do balanço, da “dança”, inegavelmente, a alma da música. Nisso entra o piano, como nenhum outro, com uma carga tão rica de possibilidades, propondo a performance de uma bateria. Temos isso em músicas espanholas, tão intensamente marcadas, com virtuose em sua proposta, onde a sonoridade é percussão pura. Há tantas outras, com tempero afro etc.

A parábola formada pelo som: ataque, ascendência, pico, descendência e desvanecimento, mesmo em seu trajeto de curta duração, possui elementos de gama ampla. Ele, o som, atende os mais variados aspectos. Na sonoridade musical, excita os materiais que formam e circundam o piano em seu ambiente. Então, temos multiplicada a riqueza do timbre pelo circunstancial. No efeito de terapia, como nenhum outro instrumento, somando ao item da sonoridade musical rica já mencionada, temos um dos mais importantes para a alma da música: o balanço, suingue etc. É sabido que a catarse, o derramar das emoções, é mais completa quando o movimento, a dança sonora da proposta, fica evidenciada. Se formos definir a música, como a pintura, o som está para as cores,e o balanço está para a vida, o movimento. Mesmo as cores sem muita harmonia dentro do tema, elas possuindo a proposta definida da “dança” do movimento, estará ali expressada a alma da obra. Vida! Nenhum outro instrumento permite uma riqueza de ataque do som com tantas variáveis. Por este motivo também o piano sampleado, digital, não consegue substituir o instrumento acústico. Um dos motivos, para o músico, é o momento do seu estado de espírito. Todas as vezes que algo tolhe a sensibilidade/afetividade (emoções) do momento, esse algo bloqueia, empobrece a fluência da performance. Um detalhe pode roubar a presença da alma. Na improvisação, a percepção de cada um, de harmônicos percebidos, e que se salientam no timbre daquele musicista, é de extrema importância para a vida da execução. O detalhe, quando dominado, ancorado pelo executante, dá à interpretação da música o ápice da cereja no bolo. Outro recurso inigualável do instrumento, do som, é o volume. Vai-se do sussurro à explosão do trovejar retumbante que ecoa em grandiosidade impar. Impossível de ser conseguido em instrumento sampleado. Isso possui íntima relação com a propriedade da parábola do som. As tonalidades então, no tempero da afinação, podem oferecer à precisão surpresas que encantam. Pode enriquecer algumas em detrimento da precisão de outras. E teremos na criação, improvisação, as menos temperadas para tensão mais acentuada da harmonia, dando mais dramaticidade, densidade na dissonância do contraste, quando caminhamos no desenrolar da poesia musical.

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/artigos

E o fantasma do "Branco"?

Esta é a mecânica do erro. É a região onde a insegurança produz os seus estragos. E tem íntima relação com a maneira que foi preparada a execução. Na psicologia há abordagens para um diagnóstico do estado do psiquismo do executante quando procura estudar seu repertório. É conhecido que o “branco” tem uma dinâmica contaminante: começa numa região pequena e vai se estendendo nas duas direções, para o começo e para o fim a partir dali. E isso tem estreita relação com o bloqueio da memória cinestésica que ele causa. A correção é um trabalho de extirpar a região contaminada (mal preparada, desordenada) e a reconstrução consciente do trecho crítico. Um dos compostos desse processo de solução é a atenção precisa ao movimento e a lentidão de sua execução, até a criação de uma imagem (quadro mental) bem definida.

A PERSONALIDADE INFLUENCIA NO APRENDIZADO?

A personalidade determina como a pessoa vê o mundo e, por extensão, uma partitura. Há pessoas que, por serem detalhistas, também procedem da mesma forma detalhada quando tocam por partitura, como por exemplo focar o valor de cada nota, os nomes de cada nota de um acorde, hábito que dificulta a fluência da leitura. Essas pessoas não conseguem agrupar padrões de notação musical e organiza-los dentro de uma pulsação, o mesmo acontecendo com os movimentos do corpo. Movimentos repetidos dos pulsos, da cabeça, e paradas no andamento quando precisa mudar de compasso são indícios de que o aluno lê dessa forma fracionada. O professor deve conduzir o aluno a perceber os signos de forma holística, dentro de um padrão rítmico constante e fluente a fim de promover uma adaptação de sua personalidade (seu jeito de ser) às exigências de uma execução precisa e sem interrupções.

Há aquele aluno “gestalt”, sensível, que tem bom ouvido e que é estimulado por um determinado som quando está lendo. Aí, ele se envolve com aquele som, que lembra uma outra música, entra em devaneios e a leitura é interrompida. Há outros que sentem a necessidade de ouvir alguns sons por mais tempo do que aquele anotado na partitura. Isso parece ser mais freqüente entre os que têm ouvido absoluto.

Nesse, e em outros casos, uma boa orientação é conseguida se o professor sabe identificar o perfil de aprendizagem de cada aluno (“gestalt”ou lógico, só para citar a identificação mais abrangente), para que ele possa escolher a melhor abordagem de ensino, além de saber interpretar se as atitudes do aluno são de ordem emocional e/ou psicológica.

Por que usamos os MODOS?

Primeiro é bom conceituar o que é "modo". As escalas de 7 sons, tonais e modais, são as mais usadas por fornecerem vários acordes diferentes para nossa música ocidental, basicamente, uma música harmônica. Estas são as chamadas ESCALASDIATÔNICAS, aquelas formadas por 5 tons e 2 semitons dentro de uma oitava.Os tons e os semitons podem ser arranjados, sequenciados, de várias formas, maneiras ou vários modos. Assim, começando em cada nota, tem-se uma sequência específica de tons e semitons. Os 7 modos são: iônico ou jônico (=modo de dó), dórico (=modo de ré), frígio (=modo de mi), lídio (=modo de fá), mixolídio (=modo de sol), eólio (= modo de lá) e lócrio (=modo de si), cada um com seu encadeamento de tons e semitons característico.

O primeiro motivo para se usar os modos é que eles criam respostas emocionais diferentes (daquelas provocadas pelas escalas tonais maiores e menores) por parte dos ouvintes.(*)

O segundo motivo é que os modos são fontes de relações diferentes entre os acordes, fornecendo acordes que não são encontrados nas escalas tonais.

Considerando as numerosas variações/exceções, as observações estilísticas abaixo poderiam ser feitas quanto aos modos:
Frígio e lócrio (começam com semitom) têm uma característica mais "alterada" e são usados, frequentemente, em estilos sofisticados e naqueles voltados para o "jazz".
Lídio, mixolídio e eólio são amplamente usados em estilos contemporâneos (como o lídio é usado em músicas de comerciais de TV e o eólio no "rock"), sendo também encontrados na música clássica.
Dórico, por ser um modo menor, é usado no "jazz", em alguns estilos "fusion" e contemporâneos.

(*) Os modos podem ser classificados em brilhantes e escuros. O III grau (mediante) da escala determina a modalidade maior ou menor. Os seis modos que têm uma quinta justa (exceção é o lócrio) podem ser agrupados em 3 modos maiores e 3 modos menores.Os maiores são mais brilhantes do que os menores. 

O modo lídio é o mais brilhante de todos por ter uma quarta aumentada. O modo iônico, por ter uma quarta justa, é um pouco menos brilhante que o lídio. O mixolídio, com sua sétima menor, é o modo mais escuro dentre os modos maiores.

Quanto aos modos menores, o dórico é o menos escuro por ter uma sexta maior. Na sequência, o eólio é mais escuro, por ter uma sexta menor, porém a segunda é maior. O modo frígio é o mais escuro dos 3 por ter uma segunda menor, além de uma sexta menor.

Que recursos o professor tem à sua disposição para ajudar o aluno a desenvolver a habilidade de ler as duas pautas à primeira vista ao piano?

Aajudar o aluno a desenvolver uma eficiente percepção do desenho do teclado tão cedo quanto possível;
Oferecer ao aluno um bom fundamento teórico (signos: seus significados e como realizá-los) de forma ordenada e significativa;
Ensinar o aluno a perceber, visualmente, padrões melódicos, rítmicos e harmônicos , e ter consciência visual da partitura. Usar a verbalização daquilo que ele vê reforça o entendimento;
Conduzir o aluno a compreender o que toca (intervalos, desenho melódico, posições, escalas, acordes, formas musicais etc.);
Disciplinar na precisão da contagem e manutenção constante da pulsação (leitura rítmica);
Conscientizar o aluno das boas estratégias de estudo (ver o todo, focar as dificuldades; ver o que é igual e diferente; o que estudar primeiro etc.);
Familiarizar o aluno com a lista de tópicos que devem ser conferidos ao ler uma partitura;
Tocar com outras pessoas (duos, trios, acompanhar coros, cantores etc.)

ESTUDO, PRÁTICA E TÉCNICA: COMO É ISSO?

O ESTUDO é a compreensão do tema ou da proposta. A PRÁTICA é o desenvolvimento da técnica. A TÉCNICA é a proficiência do domínio da ação; é uma habilidade adquirida para executar corretamente passagens de maior grau de dificuldade ao instrumento. O domínio da técnica é desenvolvido na proporção da aptidão/habilidade. Embutido nesse processo encontram-se o ENTENDIMENTO do estímulo (cérebro), DESENVOLVIMENTO DE CONEXÕES NEURONAIS (cérebro) e RESPOSTAS aos estímulos (execução) por meio do corpo, especialmente dos dedos, das mãos e dos braços.
A prática da técnica resulta no CONDICIONAMENTO do cérebro e na prontidão e fluência dos nervos e músculos, que executam as propostas musicais cada vez com mais destreza e controle.
Podemos afirmar, científicamente, que a envolvência do cérebro (conhecimento, entendimento e coordenação) no estudo de qualquer instrumento constitui boa parte do processo. A escolha da técnica certa, a vigilância na hora da execução e o entendimento da razão daquela atividade poupam horas de prática ao instrumento, porque técnica não é simplesmente exercitar os dedos durante longos períodos de tempo, tentando adquirir destreza, sem ter consciência do que se faz. Infelizmente, é frequente a prática da técnica pelo método tentativa/erro, esquecendo-se algo serio: que a imagem do quadro mental sendo formada com tentativas, erros e acertos, ela fica indefinida.
A evolução da prática conduz o instrumentista a ser capaz de (1) tocar com facilidade um amplo repertório e (2) ter consciência de como aprender novos conteúdos com rapidez.

Qual é a diferença entre (#5) e (b13)?

Se considerarmos essas notas isoladamente, constataremos que elas são enarmônicas (mesmo som, escritas diferentes): (#5) de C é SOL #, e (b13) de C é LÁ b.

Porém, no contexto musical, elas soam de forma diferente, porque a tendência é que elas prossigam para uma resolução seguindo a direção que a alteração lhes confere. Assim, pode-se concluir que: (b13) resolve descendo e (#5) resolve subindo.

Importante lembrar que essas notas alteradas são acrescentadas a acordes DOMINANTES, que criam tensão e resolvem no I grau (esperado). 

Ex.:

C 9, b13 é V grau da escala de FÁ M. A nota esperada de resolução do (b13 = LÁ b) é SOL, que é a 9.ª do acorde de F.

C 9, #5 é V grau da escala de FÁ M. A nota esperada de resolução do (#5 = SOL #) é LÁ, que é a 3.ª do acorde de F.

Quais são os prós e contras na eleição do dedilhado no piano?

1. Alunos iniciantes:

Os livros adotados devem ter um bom dedilhado escrito nas partituras;
Importante o professor fixar o dedilhado durante a prática, pois há alunos que insistem em mudá-lo constantemente, o que causa atraso e erros de aprendizado e execução.

2. As escalas e os arpejos determinam o dedilhado para a maior parte das melodias e das passagens rápidas (existem exceções). Daí a necessidade e importância da prática e memorização desses dois conteúdos.

3. Caso seja necessário mudar o dedilhado, estar consciente desta mudança durante a prática. Importante assinalar a mudança na partitura, para não trocá-la durante o estudo e para fixá-la para futuras execuções.

4. É possível aceitar algumas mudanças de dedilhado para adequá-lo à forma da mão do aluno (mãos grandes, mãos pequenas), às habilidades individuais etc.

Como caracterizar uma melodia modal em uma composição?

Os 3 itens abaixo devem estar presentes na melodia:
A TÔNICA tem que ser estabelecida;
A presença da MEDIANTE (III grau) determina se o modo é maior ou menor;
A NOTA CARACTERÍSTICA (se existir) identifica qual é o modo.

A relação entre o TRÍTONO e a tônica é o que identifica o modo. A posição das notas do trítono em relação à tônica é que determina a distinção entre os modos.

Por que as escalas tonais e modais são muito mais estudadas do que as demais escalas (pentatônicas, tons inteiros, “blues”, diminuta, dominante etc.)?

As escalas de 7 sons (diatônicas: tonais – maiores e menores - e as modais) são as mais estudadas porque são as escalas que mais fornecem acordes diferentes, qualidade fundamental para nossa música ocidental. As outras escalas originam apenas 1 acorde ou poucos acordes, e são usadas, preferentemente, em improvisação melódica.

Quais são os passos para ensinar escala tonal maior a um aluno que está tendo contato com este conteúdo pela primeira vez?

Temos observado que o assunto ESCALA é algo etéreo, abstrato para o aluno, inicialmente. Por isso, na nossa experiência usamos a seguinte abordagem:
Conceituar escala;
Onde e como ela é usada e necessária?
Explicar e exemplificar escalas com números diferentes de sons: pentatônicas, “blues”, tons inteiros, cromática etc. Isto, para que o aluno não fique com a idéia de que só existem escalas de 7 sons: maior e menor;
Explicar escala maior a partir da sequência das notas musicais: dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó. Dividi-la em 2 tetracordes. Constatar que são 2 tetracordes iguais: tom-tom-semitom, unidos por um tom;
Conceituar tetracorde e ensinar o aluno a construir tetracorde a partir de cada tecla branca e, depois, a partir de cada tecla preta. Isto explica a necessidade do uso dos acidentes;
Voltar para a escala de DÓ maior. Visualizar e tocar os 2 tetracordes com a escala dividida entre as 2 mãos (ME tetracorde inicial e MD tetracorde final) no teclado (independentemente do instrumento do aluno). A escala se chamará MAIOR quando tiver essa estrutura: 2 tetracordes iguais ( T – T – ST ), unidos por um tom;
Pedir para o aluno construir, com os 4 dedos de cada mão, a escala de SOL maior. Ele vai constatar a necessidade do FÁ #: atender à exigência do T-T-ST. Também vai perceber que esta escala soa como a escala de DÓ maior (porque conserva os mesmos intervalos). 
Pedir para o aluno tocar novamente esta escala SEM o sustenido. Ele notará que o som soará estranho (ouvido acostumado com sonoridade da escala maior). Explicar que essa escala sem o sustenido (sol-lá-si-dó-ré-mi-fá-sol) existe e se chama MODO de sol. Ela será estudada oportunamente.
Proceder da mesma forma com a escala de FÁ maior. A escala sem o bemol se chama MODO de FÁ.
Tendo entendido essa introdução, o aluno está apto para aprender todas as escalas maiores, primeiramente, na sequência das teclas brancas e, depois, na sequência das teclas pretas. A metodologia usada é a que está apresentada no livro “ESCALATONAIS: apenas 60 dias”. Sessenta dias é o tempo que gastamos para ensinar todas as escalas maiores e menores.

Como funciona o pedal da esquerda do piano?

No piano vertical, o conjunto de martelos é aproximado das cordas quando este pedal é acionado (pedal de pianissimo). Resulta na diminuição do volume sonoro.

No piano de cauda, todo teclado é deslocado ligeiramente para o lado, de forma que menos uma corda é percutida (pedal “una corda”). Resulta na diminuição do volume e na mudança da qualidade sonora (timbre).

Notação: usa-se o pedal da esquerda a partir do momento em que aparece escrita a expressão “una corda”, u.c. ou sordini. Mantê-lo pressionado até aparecer o termo tutte le corde, tre corde ou t.c.

Como funciona o pedal do meio do piano?

No piano vertical, o pedal do meio funciona como abafador, emudecendo quase completamente o som do piano. É usado para estudo. Não há notação para este recurso.

No piano de cauda, o pedal sostenuto tem a função de prolongar certas notas enquanto as outras continuam abafadas. Quando este pedal é pressionado, ele segura e mantém afastado das cordas o abafador de qualquer tecla que foi pressionada antes dessa pressão. Nesse momento, o pedal da direita não deve ser pressionado. Depois de o pedal sostenuto ou tonal estar totalmente acionado, o pedal da direita pode ser usado normalmente.

Notação: o uso nem sempre está indicado nas partituras. Alguns compositores do século XX usam a abreviatura S.P., sostenuto ou sostenuto pedal. 

Qual é a explicação para a diferença entre som musical e ruído?

O SOM MUSICAL é formado por um padrão de onda sonora que é repetido. Quando um corpo vibra, ele gera uma onda sonora. Esta se propaga pelo ar até o ouvido de alguém próximo, estimulando o tímpano, membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio. O tímpano é flexível (movimenta-se para dentro e para fora) e vibra o mesmo número de vezes por segundo como a fonte original, quando as ondas sonoras chegam até ele. Porém ele não responde bem ao padrão de vibração de ondas que são repetidas muito rapidamente ou muito lentamente. O ser humano só consegue ouvir padrões que se repetem a partir de 20 vezes/segundo e menos do que 20 mil vezes/segundo. Dentro desta faixa, ouvem-se sons musicais. Eles não precisam ser produzidos por instrumentos. Qualquer fonte que vibre o ar entre 20 e 20 mil vezes/segundo é capaz de produzir uma nota.

A FORMA da onda dos sons musicais é regular e simples, quando comparada com a forma da onda de um RUÍDO, que é irregular e complexa (não tendo, portanto, um padrão de repetição).

Como são produzidas as notas de um instrumento?

Os instrumentos musicais são construídos de tal forma que permitem que sons (notas) sejam produzidos e magnificados com quase total controle pelo músico, ou por meio dos dedos e/ou pela força dos pulmões. Os dedos e o sopro provocam a vibração de alguma parte do instrumento a uma freqüência eleita para produzir a nota desejada.

Frequência é o número de vibrações da onda por segundo e é medida em Hertz (Hz). Foi um pesquisador alemão, Heinrich Hertz, um dos primeiros a considerar, cientificamente, a medida da vibração de uma fonte sonora, nos anos 1880. A partir de 1930, em sua homenagem, “Hertz” passou a ser a unidade de medida de frequência. Considerando as notas centrais do piano como exemplo, têm-se os seguintes valores:
Dó 4 - 261,63 Hz
Ré 4 - 293,66 Hz
Mi 4 - 329,63 Hz
Fá 4 - 349,23 Hz
Sol 4 – 392 Hz
Lá 4 - 440 Hz
Si 4 - 493,88 Hz

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/10-artigosfantbranco

Tenho dificuldade para fazer ditado Melódico / Harmônico

Dois pontos devem ser considerados nesses casos:

1.º) A APTIDÃO DA PESSOA: há aqueles que têm ouvido, predominantemente, melódico e, consequentemente, com menos habilidades para harmonia, e vice-versa;

2.º) Como foi a ABORDAGEM INICIAL no estudo desses dois tópicos? Porque a dificuldade muitas vezes se deve à falta de uma abordagem ordenada, progressiva, racional e equilibrada, de tal forma que cada novo passo dado esteja distante o suficiente para desafiar o aluno, mas próximo o suficiente para continuar na segurança da compreensão.

O DITADO MELÓDICO envolve duas percepções: da altura (frequência) e do ritmo. Sugerimos que elas sejam estudadas separadamente, à princípio. A importância de focar a altura deve-se ao fato de que dela depende o aprendizado do desenho melódico e dos intervalos. Quando o ritmo for introduzido, esse processo deve ser feito com abordagem cuidadosa: usar apenas valores inteiros e compassos simples por um bom período de tempo, para ter garantida a formação de uma boa base.

Na abordagem melódica, sugerimos a sequência que segue:

1) começar a treinar o ouvido para reconhecer o desenho melódico: sons que sobem, descem e repetem (com sua representação gráfica), por meio de vários tipos de exercícios, inclusive utilizando timbres diferentes. Pode ser instroduzida, aqui, a dinâmica.

2) começar o reconhecimento de intervalos pelas terças, quintas e sétimas; mais tarde, os intervalos pares. Iniciar com intervalos melódicos, depois harmônicos.

Quanto à parte HARMÔNICA, é muito importante que o aluno se exercite em um instrumento harmônico (na frequência padrão, acústico ou digital). Praticar intervalos (tocando e cantando, se possível) e as 4 tríades e suas inversões. O ouvido precisa se familiarizar com esses tipos de sons para criar o quadro mental desses padrões. Há método que oferece exercícios diversificados e ordenados para esse tipo de conteúdo.

No decorrer do estudo, acrescentar as sétimas aos acordes; aprender a diferenciar, auditivamente, os três tipos de sétimas.

É importante o aluno ser exposto à audição de música de boa qualidade, com perfil de clareza didática, para que, nessa contemplação, ele possa assimilar o conteúdo afetivamente. O ancoramento da informação pelo viés afetivo pavimenta o conhecimento com domínio de causa. A pessoa não encorre no risco de ter que usar uma racionalidade ainda não amadurecida.

Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/9-artigos-ditmelodico

Classificação das vozes.

CLASSIFICAR uma voz é definir a categoria vocal a qual ela pertence. Ao fazê-lo consideram-se, inicialmente: extensão, tessitura e emissão da voz autêntica (com apoio).

A princípio, classificam-se as vozes quanto:
a) à idade: infantis e adultas.
b) ao sexo: femininas e masculinas.

Chama-se EXTENSÃO ao conjunto de todas as notas fisicamente passíveis de serem cantadas, enquanto TESSITURA refere-se às notas emitidas de forma timbrada. Portanto, a tessitura tem uma abrangência menor do que a extensão.
As vozes infantis apresentam a seguinte tessitura:


As vozes adultas são classificadas (da mais aguda para mais grave) em:
a) femininas: soprano, meio-soprano e contralto.
b) masculinas: tenor, barítono e baixo.

A palavra SOPRANO significa a “voz mais alta”, não só por ser feminina, mas por ser a mais aguda de todas as vozes. Sua origem vem do italiano “sopra” ou do latim “supra”, que quer dizer em cima de, além, acima. Os sopranos apareceram mais tarde na história do canto, quando passaram a ser ouvidas pessoas que cantavam acima de todos, “cantavano sopra di tutti”.


Na idade média havia proibição, por parte da igreja de então, que as vozes femininas cantassem nos ofícios religiosos. Por isso, durante muito tempo utilizou-se a voz de homens que eram castrados antes da puberdade. Por terem um mínimo de testosterona (hormônio masculino), eles cantavam com uma voz parecida com a voz feminina. Esse tipo de voz deixou de ser usada no século XIX.

A palavra TENOR é originada do verbo “tenere”, do italiano, que significa ter, sustentar. Este nome foi aplicado pela primeira vez na idade média, a cantores de canto gregoriano que podiam sustentar melodias agudas, quando só cantavam nas igrejas as pessoas do sexo masculino, de preferência, religiosas.

Entre as vozes mais graves e as mais agudas, existe uma gama de subdivisões determinadas por vários fatores: anatômicos, fisiológicos, estilo, vibrato, timbre, repertório etc.

VOZES FEMININAS


Atualmente, os sopranos são assim subdivididos:

1. SOPRANO LEGGERO, em italiano, traduz-se como SOPRANO LEVE (ligeiro em italiano é presto e não leggero). Voz suave e graciosa, volume menor, bem extensa em direção aos sons agudos e supra agudos, possui extrema facilidade para trabalhar com coloridos vocais (em italiano, coloratura) que adornam certas frases musicais e poéticas, como, p.e., “Gualtier Maldè”, Caro Nome, da ópera Rigoletto. Trata-se de uma voz agudíssima, cuja nota de fala está entre o FÁ 3 e FÁ#3. Em alemão diz-se Koloratursopran.

2. SOUBRETTE: entre os sopranos leves existe a especialidade cômica (buffa), que é chamada de soubrette. Exemplos de papéis para este tipo de voz: Adina, da ópera cômica “L’Elisir D’Amore, de Donisetti;

Suzanna, em “Le Nozze di Fígaro”; Despina, em “Cosi fan tutte”, de Mozart; e o papel masculino do adolescente Oscar, da ópera “Un Ballo in Maschera”, de Verdi.


3. SOPRANO LÍRICO: não dispõe da agilidade do soprano leve, nem da intensidade de voz e dos acentos (tipo de som) característicos do lírico spinto, mas, ao contrário, apresenta um timbre claro e quente, brilho na voz, e é um tipo de voz suave e terna. Ex.: Marguerite, na ópera Faust [Fausto], de Gounod.

4. LÍRICO SPINTO: apresenta uma qualidade mais quente e penetrante do que o lírico, tem um modo característico de emissão da voz, como se o som fosse empurrado (spinto, particípio passado do verbo spingere – italiano – que significa empurrar), porém com suficiente leveza para não embranquecer a voz.
Aparenta-se com o soprano dramático, porém não alcança os limites de sonoridade deste. Ex.: “I Lombardi Nelll’ultima Crocciata”, Verdi.


5. SOPRANO DRAMÁTICO: por causa do seu timbre “escuro” na primeira oitava, é uma voz próxima do meio-soprano, ao ponto de criar equívocos na classificação, principalmente quando se descuida em avaliar a nota mínima da tessitura do soprano.


6. MEIO-SOPRANO ou MEZZOSOPRANO: é uma voz mais grave do que o soprano, e também pode ser lírico e dramático, pelas mesmas propriedades de constituição física, atitudes de expressão próprias da voz e seu emprego em repertórios masculinos (“Cherubino”, em Nozze di Fígaro). Sua nota de fala pode ser, na maioria das vezes, DÓ ou RÉ 3. Ex.: mezzo dramático – “Assussena”, em O Trovador, e mezzo lírico – Il Barbiere di Siviglia.


7. CONTRALTO: é a voz mais grave entre as mulheres. A nota de fala, normalmente, é o SI 2, e sua nota mínima, FÁ ou MI 2. Distingue-se do meio-soprano pelo timbre mais escuro, mais encorpado, voz cheia e aveludada, podendo dar uma aparência de virilidade na oitava inferior. É um tipo muito raro entre os latinos, e pouco menos nos países nórdicos, anglo-saxônicos e eslavos.


8. TENOR LEGGERO ou TENOR LEVE: tem as mesmas características do soprano leve: atinge notas muito agudas e tem facilidade para executar melismas ou ornamentos. Ex.: “Conde d’Alma Viva”, em O Barbeiro de Sevilha; “Tamino”, da ópera A Flauta Mágica, de Mozart.

9. TENOR LÍRICO: tem como característica o brilho nos agudos, enquanto o tenor leve tem voz mais fraca e sem brilho. Ex.: “Rodolfo”, da ópera La Boheme, de G. Puccini, e “Alfredo”, da Traviata, de Verdi.

10. TENOR LÍRICO SPINTO: possui voz com muita potência e pouco brilho, mas é dono de uma impetuosidade peculiar. Ex.: “Álvaro”, da ópera La Forza Del Destino.

Os tenores acima têm a mesma tessitura:


11. TENOR DRAMÁTICO: análogo ao soprano dramático. Ex.: “Otelo”, da ópera Otelo, de Verdi.

12. BARÍTONO: há dois tipos bem distintos: brilhante ou cantabile (cantante) e dramático.

Barítono brilhante tem voz encorpada, porém leve e com certo brilho, com facilidade para executar ornamentos, quando em óperas cômicas (como O Barbeiro de Sevilha).

Barítono dramático tem a voz escura, mas com a mesma capacidade sonora, adaptado para os papéis dramáticos (como “Escamillo”, o toureiro de Camen, de Bizet).


13. BAIXO: há dois tipos bem distintos: cantante, também chamado de baixo-barítono, e baixo profundo.

Baixo cantante tem voz grave, porém mais leve do que o baixo profundo. Assume dois tipos de personagens: pais, reis, imperadores etc, e também certos papéis cômicos (buffo), por isso é chamado de BASSO BUFFO, como o “Doutor Bartolo” e “Don Basílio”, do Barbeiro de Sevilha.

Baixo profundo é aquele que interpreta sacerdotes, grandes autoridades etc, como o “Sacerdote Sarastro”, da Flauta Mágica, de Mozart e “Osmin”, da ópera O Rapto do Serralho, de Mozart .




Fonte: http://www.musicalbucher.com.br/index.php/9-cursos/8-artigos-clasvozes
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