Escola

CLIQUE AQUI PARA VISITAR O NOSSO SITE OFICIAL

Endereço e contatos:

UNIDADE I - Rua. Tab. Eurydice de Barros Esteves, 156, Mangabeira I, João Pessoa, Paraíba 58055-450, Brasil

Contatos:
Oi (83)98740-2530 (WhatsApp)
Tim (83)99966-6875
Claro (83)99102-3221
Vivo (83)98101-7208

Sobre o fundador... Visite as redes sociais do Prof. Elvis Chaves...

E-mail: profelvischaves@yahoo.com.br
Blog
Site oficial
Facebook
Google+

YouTube

Use o GPS:


FAÇA SUA BUSCA NO BLOG AQUI

sábado, 28 de janeiro de 2017

Innocent.




domingo, 22 de janeiro de 2017

Sinais de repetição.

São sinais que determinam a repetição de um trecho musical, compasso ou a repetição completa desde o princípio.

Ritornelo, é um travessão com dois pontos, sendo um acima e outro abaixo da 3ª linha, indicando que o trecho deve ser repetido.
Quando numa música se deseja repetir apenas um trecho, e este se encontra no princípio, no meio ou no fim, haverá dois ritornellos, nos quais os pontos do primeiro se encontram à direita das barras duplas, e os do segundo à esquerda. O trecho compreendido entre os dois ritornellos deve ser repetido.

Outras formas de repetir e saltar trechos

Existem ainda outras

Segno, sinal ou signo = Indica ou marca o início de uma repetição.
Coda = Sinal de salto, indica que o trecho colocado entre dois destes sinais não é executado na repetição.

Fine = Fim.

D.C. ou Da Capo = Palavras italianas, indica que se deve voltar ao princípio.
D.C. al Fine ou Da Capo al Fine = Indica que se deve voltar ao princípio e parar no final determi-nado.
D.C. al Coda ou Da Capo al Coda = Indica que se deve voltar ao princípio e seguir o Coda.
D.S. / D. Segno ou Al Segno = Deve-se voltar ao trecho onde está o Segno.
D.S. al Fine = Voltar ao trecho onde está o Segno e parar final determinado.
D.S. al Coda = indica que se deve voltar ao trecho onde está o Segno e seguir o Coda.


Os sinais de repetição têm um papel muito importante na notação musical. Eles são responsáveis por evitar a repetição gráfica de trechos que possuem a mesma melodia, e são eles também que determinar e organizam a sequência das sessões de uma peça musical. Saber interpretá-los da maneira correta é imprescindível para a correta execução do solo.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Aulas online, um novo rumo ou uma miragem?

Aulas online, educação musical pela internet.

Isso pode dar certo?

Quando falamos em educação, estamos entrando numa zona dos relacionamentos humanos de grande profundidade, falamos de algo que exige um trato pessoal indispensável. Isso pelo fato de estarmos discutindo não somente o processo de aquisição de conhecimentos, mas também o importante processo de formação de uma personalidade e consequentemente a formação de uma identidade profissional e artística, no caso dos futuros músicos.

O mais intrigante nessa nova plataforma "online", é o como resolver o problema da vocação, já que é notório e fato que muitos daqueles que aderem a esse tipo de solução não conseguem cantar ou tocar uma melodia regidos pelo pulsar de um metrônomo ou até mesmo no tom certo... citar Villa Lobos... . Vejo, claramente, os métodos mencionado muitas soluções tais como: "saiba o segredo dos grandes mestres", "faça você mesmo, método sem professor", "aprenda fácil e sem professor". Como se tocar uma música fosse uma receita de culinária. Identifica-se uma possível forma de alienação, já que eles mesmos, digo os autores dos métodos online, passaram pelo velho e tradicional "professor de música" e, claramente, por todo aquele processo de treinos e repetições.

Tocar ou cantar não é algo do outro mundo, mas a questão se complica quando incluímos nesse contexto a tal da partitura. Isso muda tudo! Até pouco tempo atras tudo não passava de mera tradição oral, onde uma nova geração aprendia com seu ancestral mais próximo.

O surgimento de uma escrita, no caso a partitura, trouxe consigo um conjuntura de conhecimentos científicos combinados que se desenvolveram ao longo dos séculos, dando origem a uma linguagem, uma forma de comunicação capaz de expressar não somente palavras e ideias de vários idiomas e culturas, mas também o sentimento e as sensações dessas palavras e ideias de uma maneira nunca vista na história da escrita.

A internet tem desempenhado uma papel fundamental na educação, através dela é possível armazenar e disseminar todo conhecimento já pesquisado, é uma incrível ferramenta de comunicação em tempo real. Por outro lado, não substitui o trato pessoal, o sentir pessoalmente, e é justamente nesse ponto que encontramos uma falha no processo de formação de novos músicos, principalmente àqueles com certas dificuldades motora e cognitiva.

Em outras palavras, a internet é uma importante ferramenta no processo educacional, mas têm sido tratada como fonte única do saber, deixando de lado muitas vezes o olhar clínico de um professor de música. Olhar esse que é carregado de sentimentos, treinado para vislumbrar, corrigir os movimentos e as interpretações mau executados. O professor de música, além de saber como se toca, tem a habilidade, o dom do ensino. Uma máquina ou um sistema jamais irá fornecer um método que exemplifique e ao mesmo tempo faça correção com um olhar humanizado.

Existe a grande possibilidade de ocorrer o desaparecimento de toda uma habilidade, já que na atualidade tenho notado que as pessoas têm dado preferência à coisas superficiais. Na música, claramente é fácil decorar, imitar, simplesmente reproduzir, todavia compreender todo seu funcionamento é um feito para poucos, principalmente em países subdesenvolvidos.

Estamos vivendo uma era de declínio musical. A música popular tem passado pelo seu período mais tenebroso e pobre. Isso é notado pelo grau de superficialidade das letras e melodias das canções atuais, cuja preocupação está focada na venda de títulos obscenos, que levam uma geração inteira a idolatrar artistas totalmente equivocados no que se refere ao ser "músico".

Na educação, a música foi abandonada, os professores são tachados de chatos, velhos e desatualizados. Existe um abismo entre a população e o conhecimento erudito, cujo acesso é claramente elitizado.

Estamos perdendo o bonde do conhecimento musical, todo trabalho que resultou na construção de uma fantástica linguagem musical será deixada dentro das academias dos grandes centros, isso limitará o acesso a população menos afortunada.

Bem, sem mais delongas, essa problemática é extensa e complicada. Que tal ler um bom livro (Bohumil Med, Osvaldo Lacerda), ouvir um professor velhinho, beber em fontes de conhecimento realmente vivas ao invés de interagir com máquinas e sistemas?

O conhecimento foi gerado no passado através das relação humanas, seria sábio substituir os relacionamentos humanos por intervenções tecnológicas estáticas?

Campo Harmônico.

Como já vimos, uma escala musical é um conjunto de notas musicais organizadas sucessiva-mente. A harmonização de uma escala, seja ela maior ou menor, consiste em utilizar as notas de uma determinada escala para encontrar todos os possíveis acordes, resultando no que chamamos de Campo Harmônico. Observe a tabela seguinte:


Perceba que temos as notas da Escala Diatônica – que são tocadas sucessivamente, isto é, uma após a outra – e temos também (na vertical) as notas que formam o acorde, que são tocadas simultaneamente.

Desta forma, considerando verticalmente, concluímos que cada nota da Escala Diatônica se torna a tônica de novos acordes. Em resumo - Campos harmônicos mais usados:



Acordes Invertidos – Como Inverter Acordes.

Como já vimos, um acorde é um conjunto de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Também vimos que o nome do acorde é igual à primeira nota de um acorde. Seguindo esta lógica, se tivermos as notas Dó, Mi e Sol teríamos o acorde de Dó maior pois a primeira nota é o Dó. No entanto podemos ter um acorde de Dó maior e a nota mais grave ser o Mi ou o Sol.

Como assim?

Simples, com a inversão dos acordes. Ao invertermos um acorde continuamos com as mesmas notas, no entanto mudamos as notas de oitavas. Vamos ver as inversões para as tríades (acordes de três notas).

Primeira Inversão - Se a nota mais grave de um acorde for a terça do acorde, ou seja, a segunda nota que compõe o acorde, então o acorde encontra-se na primeira inversão. Pegando no acorde de Dó maior, sabemos que a segunda nota do acorde é Mi, então temos duas hipóteses de inversão:


Segunda Inversão - Se a nota mais grave for a quinta, ou seja, a terceira nota que compõe o acorde, então o acorde está na segunda inversão.


Então podemos ter duas hipóteses:


Os acordes invertidos continuam a ser os mesmos, apesar do seu som ser um pouco diferente, eles continuam exercendo suas respectivas funções harmônicas. A inversão dos acordes deve ser bem explorada na execução uma música, pois muitas vezes, mesmo tendo as mesmas notas, basta mudar as suas oitavas para conseguir uma progressão muito mais agradável e fácil.

OBS.: As inversões também podem ser exercidas nos acordes de quatro notas (tétrades). Para isso basta aplicar o mesmo procedimento utilizado nas inversões das tríades.

Formação de Acordes.

Como formar Acordes?

A formação de acordes é um assunto confuso para muita gente. Os principais fatores que geram esta confusão são:
  • A grande variedade de cifras utilizadas.
  • Nomes incorretos dados aos acordes.
  • As várias formas de executar o mesmo acorde, nem sempre corretamente utilizadas.
  • A falta de compreensão da estrutura de intervalos subjacente aos acordes.

O que são acordes e em que categorias se classificam?

Um acorde é uma sonoridade resultante da junção simultânea de várias notas. Os intervalos entre as notas produzidas têm uma escala musical implícita e caracterizam a sonoridade ou modalidade do acorde. Um acorde, de uma forma simples, é um conjunto de três ou mais notas tocadas ao mesmo tempo. Esta pode ser a melhor parte na construção de uma música. Há algo de realmente espetacular em como as notas individuais soam quando se unem.

Um acorde de três notas, uma tríade, consiste na junção de três notas e são o tipo de acorde mais comum na música.

Os acordes classificam-se nos seguintes termos:
  • Quanto à natureza da Terça: Maiores, Menores ou Suspensos (sem Terça).
  • Quanto à natureza da Quinta: Justos, Aumentados ou Diminutos.
  • Quanto à Sétima (sensível ou subtônica conforme o acorde seja maior ou menor): com 7ª, menor de 7 ou 6ª.
  • Quanto à Nona: Um acorde de nona é um acorde de sétima com a Nona acrescentada.
  • Quanto à 11ª: acorde de 7ª acrescentando a 11ª.
  • Quanto à 13ª: acorde de 7ª acrescentando a 13ª.

Outros: Notas acrescentadas (add2, etc.) ou notas de baixo alteradas (acordes do tipo C\E, ou Gm\F#), os acordes podem ainda ser invertidos, ou seja, trocada a ordem pela qual são executadas as notas.

Confuso?


Vamos tentar explicar todas estas categorias passo a passo.


Tríades - o que são e como se formam?


Tríades são acordes de 3 notas. Porém o seu nome não vem das três notas, mas sim do fato dos intervalos usados para a sua construção serem intervalos de terça.


Com 3 notas apenas é possível formar os seguintes tipos de acordes:

Acordes Maiores: Acordes com um intervalo de 3M e 5J.
Acordes Menores: Acordes com um intervalo menor na terça.
Acordes Aumentados: Acordes com um intervalo 3M e  5J (dominante).
Acordes Diminutos: Acordes com um intervalo menor na terça e também na 5ª.
Acordes Suspensos: Acordes com a mediante substituída pela 2ª (sus2) ou pela 4ª (sus4). Estes na realidade não são tríades, porque os seus intervalos não são Terças. Por isso, e como os acordes suspensos também se aplicam a outros tipos de acordes (7ª, 9ª, 11ª, 13ª) vamos deixar a explicação destes para mais tarde.

O termo tríade refere-se a acordes que contêm três notas em sua formação. A primeira nota de uma tríade é chamada de tónica. A tônica dá nome ao acorde, e o mesmo será representado no papel pela cifra que representa a tónica. A segunda nota da tríade é a terça da tônica.


A qualidade (modo) de um acorde é determinada por esta nota, é ela que irá determinar se um acorde é maior ou menor. Os acordes maiores transmitem um som mais alegre, e os me-nores um som mais introspetivo, triste, melancólico. A última nota da tríade é a quinta da tônica.


E o acorde completo...


 Em resumo:
  • A soma de três notas tem como resultado um acorde, uma nova sonoridade.
  • O acorde de três sons (Tríade) é composto de três notas: a Primeira (Tônica – que dá no-me ao acorde), a Terça, e a Quinta, sendo a mais importante a Primeira (Tônica).
  • O acorde de quatro sons (Tétrade) é derivado da tríade acrescido de uma sétima, sexta, nona etc.
  • O acorde de três sons (ou Tríade) pode ser perfeito maior ou maior, perfeito menor ou menor, aumentado ou diminuto, de acordo com os intervalos de que é composto.
  • Devem-se ler os acordes de baixo para cima, ou seja, a partir da tônica.
  • O Acorde Maior é formado por pela Tônica, Terça Maior e uma Quinta Justa. É um acorde consonante, isto é, dá ideia de repouso.
  • O Acorde Menor é formado pela Tônica, Terça Menor e uma Quinta Justa. É um acorde consonante, isto é, dá ideia de repouso.
  • O Acorde Diminuto é formado pela Tônica, Terça Menor e uma Quinta Diminuta. Este acorde é dissonante. Não dá ideia de repouso, mas sim de continuação ou de movimento. 
  • O Acorde Aumentado é formado pela Tônica, Terça Maior e uma Quinta Aumentada. Es-te acorde é dissonante. Não dá ideia de repouso, mas sim de continuação ou de movimento.
Esses acordes estão presentes em todas as escalas diatônicas com exceção do acorde aumentado que só aparece na Escala Menor Harmônica e Melódica. Para uma melhor compreensão é necessário se montar o campo harmônico de cada escala.

Atitude frente às Escalas Musicais.

Esta parte do seu treinamento muitas vezes tem uma conotação negativa: As escalas in-trometem-se entre a sua liberdade criativa e ideias do género. A verdade é que as escalas musicais não são regras restritivas, mas sim um grande apoio à sua prática. As escalas musicais em que se deve focar depende de alguns fatores: especialmente sobre o estilo musical que quer tocar. Mas geralmente é um bom conselho aprender as escalas maiores mais comuns pois são muito frequentes nas músicas com teclado. Depois deverá estudar as escalas menores que existem em três versões diferentes - a natural, a harmônica e a melódica. Não se preocupe, elas são parecidas, mas diferem em pequenos detalhes. As Escalas Pentatônicas também são mui-to comuns e em alguns estilos também as escalas modais (gregas) são muito usadas. É uma ótima ideia aprender a utilizar o círculo de quintas para saber como encontrar as notas de cada escala maior ou menor natural.

As escalas musicais são um conhecimento universal e muito valioso para qualquer pessoa que toque ou deseja entrar no universo musical. É a teoria por trás delas que irá ajudá-lo a enten-der diversas outras coisas. Tocar escalas pode ser também uma forma eficaz de melhorar a sua técnica. Devido à relação que as notas da mesma escala têm umas com as outras, estas vão sem-pre soar bem quando tocadas na mesma música. Isto faz das escalas um conhecimento essencial para quem quer improvisar num instrumento. Isto pode ser feito simplesmente tocando as teclas brancas do teclado, que por sinal representam a escala de Dó maior ou tocando formas mais complexas como a improvisação no jazz. Contudo não deverá considerar as escalas como algo chato - estas podem ser o seu empurrão para um próximo nível.

Graus modais e Graus tonais.

São chamados Graus modais, o IIIº e IVº graus das escalas maiores e menores, porque os intervalos que eles formam com a tônica caracterizam os modos.

C - Mi Fá Sol Si Dó
Intervalo de Dó à Mi = 3M
Intervalo de Dó à Lá = 6M

Am - Si Ré Mi Sol Lá
Intervalo de Lá à Dó = 3m
Intervalo de Lá à Fá = 6m

No modo menor, na forma harmônica, do Iº ao IIIº graus, forma-se uma 3m e do Iº  ao VIº graus, teremos uma 6m.

Am - Si Ré Mi Fá# Sol Lá
Intervalo de Lá à Dó = 3m
Intervalo de Lá à Fá = 6m

Na forma melodica ascendente, do 1º ao 3º graus forma-se também uma 3m, mas do Iº ao IVº temos uma 6M.

Si Re Mi Fá# Sol# La
Intervalo de a = 3ªm
Intervalo de a Fá# = 6ªM

Pelo exposto acima, tanto na forma Harmônica como na Melódica ascendente, o IIIº grau não varia formando sempre com a tônica uma 3m e o IVº grau é variável, pois na forma Harmônica ele forma uma 6m, e na Melódica ascendente uma 6M. Por isso, o IIIº grau chama-se Modal invariável, e o IVº grau Modal variável. Portanto, IIIº grau é o que caracteriza claramente o modo de uma escala.

Graus tonais – são o Iº (Tonica), o VIº (Subdominante) e o Vº (Dominante). São eles os principais graus da escala, isso se dá pelo fato de que os acordes formados nestes graus possuem o mesmo modo da escala da qual fazem parte, eles caracterizam o tom. Estes três graus (Iº, IVº e Vº) de-nominam-se de Tríade tonal.

Ré Mi Sol Lá Si Dó – Tríade Tonal = Dó, Fá e Sol
Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá – Tríade Tonal = Lá, Ré e Mi

Tríade harmônica ou Acordes tonais – São os acordes formados sobre estes três graus.

Escalas homônimas.

Escalas homônimas – são escalas que tem a mesma tônica e modos diferentes. Ex.: Do maior e Dó menor, Ré maior e Ré menor.

Entre duas escalas homônimas, que tem alterações da mesma espécie, há uma diferença de três alterações a mais ou a menos, na armadura da clave.

E = Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# Mi – Em = Mi Fá# Sol Lá Si Dó Ré Mi
F = Fá Sol Lá Sib Dó Ré Mi Fá – Fm = Fá Sol Láb Sib Dó Réb Mib Fá
B = Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá# Si – Bm = Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá Si

Quando as armaduras são de alterações diferentes, somam-se as alterações de ambas, e o
resultado será três.

C = Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó – Cm = Dó Ré Mib Fá Sol Láb Sib Dó
A = Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol# Lá – Am = Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá
D = Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó# Ré – Dm = Ré Mi Fá Sol Lá Sib Dó Ré
G = Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol – Gm = Sol Lá Sib Dó Ré Mib Fá Sol

Escala Blues - Pentablues - Blue Note.

A escala blues (ou Pentablues) é a escala pentatônica acrescida de uma nota. Essa nota fi-cou conhecida como "blue note", e é a quinta diminuta no caso da pentatônica menor, ou a terça menor no caso da pentatônica maior. Repare que a nota que foi acrescentada é a mesma nas du-as escalas, basta decorar a escala blues menor e transmitir essa nota para os demais modos gre-gos na hora de fazer um solo. Confira abaixo o desenho da escala blues de Lá menor (destacando a blue note em vermelho). Observe

Escala Blues no modo maior: Dó Ré Míb Mi Sol Lá
Escala Blues no modo menor: Lá Dó Ré Mib Mi Sol

Agora surgem as perguntas básicas: de onde veio essa escala? E para que serve? 

A escala blues é uma das primeiras escalas ensinadas aos alunos de improvisação, e geralmente acaba sendo a única escala que eles utilizam além da escala maior e da pentatônica.

Ela teve suas raízes na música afro-americana na época da escravidão e acabou sendo muito utilizada dentro do blues, recebendo por isso o nome "escala blues". O termo "blue note" geralmente é traduzido para o português como "nota fora", devido ao fato dessa nota não pertencer à escala natural. Já o nome "pentablues" surgiu pelo fato dessa escala ser a escala pentatônica acrescida de uma nota. Porém, muitos músicos se recusam a chamar essa escala de pentablues, pois ela não possui 5 notas (penta), e sim 6, fazendo esse nome ficar contraditório.

Sem dúvida, o nome mais correto é "escala blues", mas isso pouco importa, o mais importante é saber usar a escala!

A utilização da escala blues é a mesma da escala pentatônica. Podemos aplicá-la em qual-quer lugar que aplicaríamos a pentatônica tradicional, apenas cuidando o fato de que a blue note é uma nota de passagem, ou seja, ela deve aparecer apenas no meio de outras notas, e não como nota de repouso. Isso não é difícil de entender, pois a blue note é uma nota dissonante à escala diatônica natural. Não devemos repousar em cima dela porque isso seria uma desafinação.

Experimente fazer o teste. Ouça uma música na tonalidade de Dó maior e toque a nota D#. Não fica muito estranho? Agora toque a escala blues em cima dessa mesma música. Reparou como esse mesmo D#, quando tocando junto com outras notas, fica muito legal?!

O cromatismo da blue note é um dos cromatismos mais agradáveis que existem, por isso que essa escala é tão difundida. Saber utilizar bem a escala blues exige um pouco de prática, mas o progresso é muito rápido.

Vale muito a pena praticar essa escala, pois a blue note dá um sabor especial em qualquer música quando bem colocada! Apenas não se prenda a essa escala como se ela fosse a única escala do mundo, pois é muito comum que os músicos utilizem ela para esgotar suas ideias e se limitarem a nada além disso. Entenda que essa escala já foi e continua sendo reproduzida milhões de vezes por músicos no mundo todo, ou seja, você não vai se diferenciar por aí tocando a escala blues. Ela é um dos artifícios mais manjados na música, então não fique encantado com a sua gratificação facilmente produzida pela escala pentatônica.

Claro que isso não significa que você deve desprezá-la, muito pelo contrário. Domine-a bem, mas continue estudando outras coisas depois. Siga seu aprendizado aqui na apostila e faça suas misturas de escala blues com outras escalas e recursos para criar o seu próprio tempero.

Escala Pentatônica.

A Escala Pentatônica é a escala guru dos improvisadores. E não é difícil de descobrir o motivo pelo qual todo mundo usa e abusa dessa escala: ela é fácil de fazer e fácil de aplicar. Há umas décadas atrás, alguns músicos faturaram milhões apenas tocando essa escala. Hoje não é mais tão fácil de se ficar rico tocando escala pentatônica, afinal qualquer músico iniciante já aprende a utilizar essa escala (e geralmente passa o resto da vida fazendo só isso).

O conceito é muito simples: a escala pentatônica maior é um apanhado de notas da escala maior. Sabemos que a escala maior possui 7 notas. A escala pentatônica escolheu 5 dessas notas e criou uma outra escala. Quando a escala maior deixa de ter 7 notas e passa a ter 5, recebe o no-me de Penta.

A escala pentatônica possui notas que quando tocadas geram uma melodia agradável, mesmo que seja só a própria execução da escala para cima e para baixo. Isso facilita a vida de todo mundo! Basta decorar a escala pentatônica e, quando você for improvisar uma música na tonalidade maior, em vez de "elaborar" uma frase com a escala maior você toca a escala penta-tônica que já é sucesso garantido! A escala pentatônica tocada de trás para frente é legal, de fren-te pra trás também é legal, do meio para fim, do fim para o início, do início para o meio, legal, legal, legal.

Muito bem, se você nunca ouviu a escala pentatônica na vida, vá até um teclado ou piano e toque as teclas pretas uma após a outra. Esse é o som de uma escala pentatônica. Existem muitos desenhos para escalas pentatônicas; esse exemplo das teclas pretas foi apenas um que facilita a observação por ser bem prático. Se você não tem um teclado, não se desespere, já iremos expli-car detalhadamente como se forma essa escala. 

A Escala Pentatônica pode ser Maior ou Menor. A pentatônica maior contém 5 notas da escala maior, e a pentatônica menor contém 5 notas da escala menor. Um desenho para a penta-tônica de Dó maior pode ser: Dó Ré Mi Sol Lá .

A escala pentatônica maior, mais usada, é aquela derivada da escala maior (ou jônica) quando tiramos o 4º e o 7º grau.

Veja agora um desenho para a escala de Lá menor pentatônica: Lá Dó Ré Mi Sol.

O mesmo raciocínio feito para a construção da escala pentatônica maior pode ser feito pa-ra construir a pentatônica menor que é baseada na escala menor natural, porém sem o 2º e o 6º grau.

Denominam-se escalas pentatônicas, em música, ao conjunto de todas as escalas formadas por cinco notas ou tons. As mais usadas são as pentatônicas maiores e as menores, que podem ser ouvidas em estilos musicais como o blues, o rock e a música popular. Muitos músicos denominam-na simplesmente de penta.

Outras Escalas Pentatônicas

Como já foi dito, podemos montar escalas pentatônicas bastando, para isto, pegar 5 notas distintas quaisquer.

Pentas maiores:

Dó Ré Mi Sol Lá: penta maior com sonoridade próxima da escala maior natural (Penta maior tradicional).

Dó Ré Mi Sol Sib: penta maior com sonoridade próxima da escala mixolídia;
Dó Ré Mi Solb Lá: penta maior com sonoridade jazz ou lídio.

Pentas menores:

Dó Mib Fá Sol Sib: penta menor com sonoridade próxima da escala menor de blues;
Dó Mib Fá Láb Sib: penta menor com sonoridade próxima da escala frígia;
Dó Réb Fá Sol Sib: penta menor com sonoridade japonesa;
Dó Mib Fá Sol Lá: penta menor com sonoridade jazz;
Dó Mib Fá Lá Sib: penta menor com sonoridade alterada.

Praticando as Escalas.

Estudar escalas pode ser considerado a ginástica diária de qualquer pianista ou tecladista. É a forma mais eficiente de cada vez mais deixar os dedos bem trabalhados para que possamos executar trechos rápidos, fortes, leves etc. Aquele que não adota nem como aquecimento para tocar, pelo menos cinco minutos de escalas, está fadado a ter mãos enferrujadas.

Pensando nisso, coloquei uma tabela completa, contendo todas as digitações respectiva-mente de acordo com a escala. Seguindo a orientação do professor faça os exercícios que serão sugeridos por ele.

As escalas musicais são um elemento importantíssimo na música. Agora, vamos ver as es-calas maiores e como tocá-las. Por baixo de cada escala terá o nome das notas e a sequência dos dedos para a mão esquerda e para a mão direita. Treinar as escalas é uma ótima maneira de ganhar agilidade no instrumento. Você deve dedicar um tempo para treinar as escalas musicais sempre como uma forma de aquecimento antes de cada apresentação ou ensaio.

Digitação para as Escala Maiores e Menores que fazem parte do Círculo de Quintas

                Mão Esquerda Mão Direta
Cb         4 3 2 1 4 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
Abm 3 2 1 4 3 2 1 3 2 3 1 2 3 1 2 3
C           5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
Am         5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
C#         3 2 1 4 3 2 1 3 2 3 1 2 3 4 1 2
A#m     2 1 3 2 1 4 3 2 2 1 2 3 1 2 3 4

Db         3 2 1 4 3 2 1 3 2 3 1 2 3 4 1 2
Bbm      2 1 3 2 1 4 3 2 2 1 2 3 1 2 3 4
 
D           5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
Bm        4 3 2 1 4 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
D# = Eb
B#m = Cm
Eb         3 2 1 4 3 2 1 3 2 1 2 3 4 1 2 3
Cm        5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
E         5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
C#m    3 2 1 4 3 2 1 3 2 3 1 2 3 4 1 2
E# = F
Fb = E
F           5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 4 1 2 3 4
Dm        5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
F#         4 3 2 1 3 2 1 2 2 3 4 1 2 3 1 2
D#m      2 1 4 3 2 1 3 2 2 1 2 3 4 1 2 3
Gb         4 3 2 1 3 2 1 2 2 3 4 1 2 3 1 2
Ebm      2 1 4 3 2 1 3 2 2 1 2 3 4 1 2 3
G          5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
Em       5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
G# = Ab
Ab       3 2 1 4 3 2 1 2 2 3 1 2 3 1 2 3
Fm       5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
A         5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
F#m     4 3 2 1 3 2 1 2 2 3 1 2 3 1 2 3
A# = Bb
Bb       3 2 1 4 3 2 1 3 2 1 2 3 1 2 3 4
Gm       5 4 3 2 1 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
B         4 3 2 1 4 3 2 1 1 2 3 1 2 3 4 5
G#m 3 2 1 4 3 2 1 3 2 3 1 2 3 1 2 3
B# = C

Cbm = Bm
Dbm = C#m
E#m = Fm
Fbm = Em
Gbm = F#m
Obviamente, cada escala estudada pode levar algumas semanas, meses ou até mesmo anos. Entretanto estabeleça um ritmo constante de estudo para que sempre haja evolução técnica em seus movimentos manuais. Nunca fique sem praticar escalas, você verá que este estudo refle-tirá em resultados excelentes para qualquer que seja o trabalho das suas mãos, seja no acompanhamento, solo ou leitura.

Exercícios de escalas para teclado

O treino de escalas no teclado é um exercício imprescindível.
Mas como se treina escalas?

O ideal é escolher uma escala, e praticar a sua digitação, primeiro com a mão direita, de-pois com a mão esquerda e por fim com ambas. Pratique até ter uma certa perfeição com essa escala. Busque tocar com segurança e conforto. Não se esqueça que: A pressa fica à porta e é inimiga da perfeição.

O Círculo de Quintas.

O Círculo de Quintas é uma poderosa ferramenta para qualquer músico. Com ele podemos encontrar os acidentes (sustenidos e bemóis) que ocorrem em cada escala maior ou menor. O círculo de quintas, como o nome indica, consiste num círculo e em seu redor temos as 12 notas escalas que conhecemos representando 12 tonalidades.

Para os sustenidos a ordem é: Fá Dó Sol Ré Lá Mi Si
Para os bemóis a ordem é: Si Mi Lá Ré Sol Dó Fá

Se prestar atenção irá perceber que a ordem das alterações é uma sequência de quintas, começando em Fá se procurarmos o quinto intervalo: Sol Lá Si ; então o segundo sustenido é o Dó, em seguida o Sol que é o quinto intervalo de Dó. Já a ordem dos bemóis é feita exatamente igual, mas com a ordem invertida, começa do Si para o Fá.

Escalas Maiores e Escalas Menores

A princípio, o círculo de quintas pode parecer confuso, mas na verdade é um grande auxili-ar na composição musical.

Escalas relativas

As notas estão sempre lado a lado da sua escala relativa, por exemplo, se olhar para a primeira escala no círculo de quintas verá que é um Dó maior, e a nota com ela é um Lá menor. Isto significa que a escala de lá menor é a escala menor relativa de Dó maior. Mais, significa que ambas as escalas partilham as mesmas notas e a mesma armadura de clave, mas enquanto que uma começa na nota Dó, a outra começa na nota lá.

Olhemos para o círculo de quintas:



Armaduras





Modo Menor Natural, Menor Harmônico e Menor Melódico / Escalas relativas

É aquele em que os semitons estão entre os graus IIº-IIIº e Vº-VIº. 

Lá T Si st Dó T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá – Modo Eólio ou Menor Natural

O modo menor existe independente do maior. Entretanto, para se facilitar a compreensão da formação das escalas menores, costuma-se considerá-la derivada da maior.

Cada escala maior tem uma relativa menor, formada a partir do seu VIº grau. Essa mesma escala maior, por sua vez, é relativa da menor e começa, naturalmente, no IIIº grau da escala menor em questão.

A escala maior e a menor são relativas entre si. Por exemplo: lá menor é relativa de dó maior, dó maior é relativa de lá menor.

As escalas menores são formadas, portanto, da seguinte forma:

  1. Tomam-se cada uma das escalas maiores e, a partir do seu VIº grau, forma-se a relativa menor.
  2. A escala menor tem os mesmos acidentes da relativa maior.

Escalas menores em sustenidos:

Dó Ré Mi Fá Sol Si Dó = C Relativa Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá = Am
Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol = G Relativa Mi Fá# Sol Lá Si Dó Ré Mi = Em
Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó# Ré = D Relativa Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá Si = Bm
Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol# Lá = A Relativa Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré Mi Fá# = F#m
Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# Mi = E Relativa Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# = C#m
Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi# Fá# = F# Relativa Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# = D#m
Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si# Dó# = Dó# Maior Relativa Lá# Si# Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# = A#m

Escalas menores em bemóis:

Dó Ré Mi Fá Sol Si Dó = C Relativa Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá = Am
Fá Sol Lá Sib Dó Mi Fá = F Relativa Ré Mi Fá Fá Sol Lá Sib Dó Ré = Dm
Sib Dó Ré Mib Fá Sol Lá Sib = Bb Relativa Sol Lá Sib Dó Ré Mib Fá Sol= Gm
Mib Fá Sol Láb Sib Ré Mib = Eb Relativa Dó Ré Mib Fá Sol Láb Sib Dó = Cm
Láb Sib Dó Réb Mib Sol Láb = Ab Relativa Fá Sol Láb Sib Dó Réb Mib Fá = Fm
Réb Mib Fá Solb Lá Sib Dó Réb = Db Relativa Sib Dó Réb Mib Fá Solb Lá Sib = Bbm
Solb Láb Sib Dób Réb Mib Fá Solb = Gb Relativa Mib Fá Solb Láb Sib Dób Réb Mib = Ebm 
Dób Réb Mib Fáb Solb Láb Sib Dób = Cb Relativa Láb Sib Dób Réb Mib Fáb Solb Láb = Abm

Na pratica, o modo menor se desdobra em três escalas: Menor Natural, Menor Harmônica e Menor Melódica.

A Escala Menor Natural é a que foi explicada no processo acima. É a forma mais antiga da Escala Menor e tem os mesmos acidentes da relativa maior.

A Escala Menor Harmônica se forma a partir da escala menor natural, tendo em sua formação, o grau VIIº elevado em um semitom cromático.

Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá – Lá Menor Natural
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol# Lá – Lá Menor Harmônica

A Escala Menor Melódica se forma a partir da escala menor harmônica, tendo em sua formação, o grau 6º elevado em um semitom.

Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol# Lá – Lá Menor Harmônica
Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol# Lá – Lá Menor Melódica

A armadura da clave, no modo menor, é sempre a da escala menor natural. As alterações do VIIº grau da harmônica, e do VIº e VIIº graus da melódica aparecem sempre como acidentes ocorrentes.

Modo Maior.

É costume apresentar a Escala Diatônica de Dó maior como modelo do modo maior, por ser a escala mais simples – todas as notas são naturais. A escala maior, no entanto, pode ter por tônica qualquer nota, natural ou acidentada, contanto que os semitons se situem entre os graus IIIº-IVº e VIIº-VIIIº e os tons, entre os demais.

Escalas maiores em sustenidos: A regra para a formação das escalas maiores, contendo respecti-vamente de 1 até 7 sustenidos é a seguinte:

  1. Toma-se como ponto de partida a escala de Dó maior.
  2. Vai-se subindo de cinco em cinco notas, ou seja, cada nova escala é formada a partir do grau V da escala anterior.
  3. Cada escala, assim obtida, tem os mesmos sustenidos da anterior e mais um no grau VIIº.

O quadro geral das escalas maiores em sustenidos é, portanto, o seguinte:
C (Dó Maior) 0#
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó (Maior Jônio)
Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré - Menor Dório
Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi - Menor Frígio
Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá - Maior Lídio
Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol - Maior Mixolídio
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá - Menor Eólio
Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si - Menor Lócrio

G (Sol Maior) 1#
Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol (Maior Jônio)
Lá Si Dó Ré Mi Fá# Sol Lá - Menor Dório
Si Dó Ré Mi Fá# Sol Lá Si - Menor Frígio
Dó Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó- Maior Lídio
Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó Ré - Maior Mixolídio
Mi Fá# Sol Lá Si Dó Ré Mi - Menor Eólio
Fá# Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá# - Menor Lócrio

D (Ré Maior) 2#
Ré Mi Fá# Sol Lá Si Dó# Ré (Maior Jônio)
Mi Fá# Sol Lá Si Dó# Ré Mi - Menor Dório
Fá# Sol Lá Si Dó# Ré Mi Fá# - Menor Frígio
Sol Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol - Maior Lídio
Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá - Maior Mixolídio
Si Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá Si - Menor Eólio
Dó# Ré Mi Fá# Sol Lá Si Do# - Menor Lócrio

A (Ré Maior) 3#
Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol# Lá (Maior Jônio)
Si Dó# Ré Mi Fá# Sol# Lá Si - Menor Dório
Dó# Ré Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# - Menor Frígio
Ré Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré - Maior Lídio
Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré Mi - Maior Mixolídio
Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré Mi Fá# - Menor Eólio
Sol# Lá Si Dó# Ré Mi Fá# Sol# - Menor Lócrio

E (Mi Maior) 4#
Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# Mi (Maior Jônio)
Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# Mi Fá# - Menor Dório
Sol# Lá Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# - Menor Frígio
Lá Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá - Maior Lídio
Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá Si - Maior Mixolídio
Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# - Menor Eólio
Ré# Mi Fá# Sol# Lá Si Dó# Ré# - Menor Lócrio

B (Si Maior) 5#
Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá# Si (Maior Jônio)
Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá# Si Dó# - Menor Dório
Ré# Mi Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# - Menor Frígio
Mi Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi - Maior Lídio
Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi Fá# - Maior Mixolídio
Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# - Menor Eólio
Lá# Si Dó# Ré# Mi Fá# Sol# Lá# - Menor Lócrio

F# (Fá# Maior) 6#
Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi# Fá# (Maior Jônio)
Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# - Menor Dório
Lá# Si Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# - Menor Frígio
Si# Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si - Maior Lídio
Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si Dó# - Maior Mixolídio
Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# - Menor Eólio
Mi# Fá# Sol# Lá# Si Dó# Ré# Mi# - Menor Lócrio

C# (Dó# Maior) 7#
Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si# Dó# (Maior Jônio)
Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si# Dó# Ré# - Menor Dório
Mi# Fá# Sol# Lá# Si# Dó# Ré# Mi# - Menor Frígio
Fá# Sol# Lá# Si# Dó# Ré# Mi# Fá# - Maior Lídio
Sol# Lá# Si# Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# - Maior Mixolídio
Lá# Si# Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# - Menor Eólio
Si# Dó# Ré# Mi# Fá# Sol# Lá# Si# - Menor Lócrio

Escalas maiores em bemóis: A regra para a formação das escalas maiores, contendo respectiva-mente de 1 a 7 bemóis, é a seguinte:

  1. Toma-se como ponto de partida a escala de dó maior.
  2. Vai-se descendo de cinco em cinco, ou seja, cada nova escala é formada a partir do grau IVº da escala anterior.
  3. Cada escala, assim obtida, tem os mesmos bemóis da anterior e mais um no grau IV.

O quadro geral das escalas maiores em bemóis é, portanto, o seguinte:

C (Dó Maior) 0b
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó (Maior Jônio)
Ré Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré - Menor Dório
Mi Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi - Menor Frígio
Fá Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá - Maior Lídio
Sol Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol - Maior Mixolídio
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá - Menor Eólio
Si Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si - Menor Lócrio

F (Fá Maior) 1b
Fá Sol Lá Sib DóMi Fá (Maior Jônio)
Sol Lá Sib Dó Ré Mi Fá Sol - Menor Dório
Lá Sib Dó Ré Mi Fá Sol Lá - Menor Frígio
Sib Dó Ré Mi Fá Sol Lá Sib - Maior Lídio
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Sib Dó - Maior Mixolídio
Ré Mi Fá Sol Lá Sib Dó Ré - Menor Eólio
Mi Fá Sol Lá Sib Dó Ré Mi - Menor Lócrio

Bb (Bb Maior) 2b
Sib Dó Ré Mib Fá Sol Lá Sib (Maior Jônio)
Dó Ré Mib Fá Sol Lá Sib Dó - Menor Dório
Ré Mib Fá Sol Lá Sib Dó Ré - Menor Frígio
Mib Fá Sol Lá Sib Do Ré Mib - Maior Lídio
Fá Sol Lá Sib Dó Ré Mib Fá - Maior Mixolídio
Sol Lá Sib Dó Ré Mib Fá Sol - Menor Eólio
Lá Sib Dó Ré Mib Fá Sol Lá - Menor Lócrio

Eb (Eb Maior) 3b
Mib Fá Sol Láb Sib Dó Ré Mib (Maior Jônio)
Fá Sol Láb Sib Dó Ré Mib Fá - Menor Dório
Sol Láb Sib Dó Ré Mib Fá Sol - Menor Frígio
Láb Sbi Dó Ré Mib Fá Sol Láb - Maior Lídio
Sib Dó Ré Mib Fá Sol Láb Sib - Maior Mixolídio
Dó Ré Mib Fá Sol Láb Sib Dó - Menor Eólio
Ré Mib Fá Sol Láb Sib Dó Ré - Menor Lócrio

Ab (Ab Maior) 4b
Láb Sib Dó Réb Mib Fá Sol Láb (Maior Jônio)
Sib Dó Réb Mib Fá Sol Láb Sib - Menor Dório
Dó Réb Mib Fá Sol Láb Sib Dó - Menor Frígio
Réb Mib Fá Sol Láb Sbi Dó Réb - Maior Lídio
Mib Fá Sol Láb Sib Dó Réb Mib - Maior Mixolídio
Fá Sol Láb Sib Dó Réb Mib Fá - Menor Eólio
Sol Láb Sib Dó Réb Mib Fá Sol - Menor Lócrio

Db (Db Maior) 5b
Réb Mib Fá Solb Láb Sib Dó Réb (Maior Jônio)
Mib Fá Solb Láb Sib Dó Réb Mib - Menor Dório
Fá Solb Láb Sib Dó Réb Mib Fá - Menor Frígio
Solb Láb Sib Dó Réb Mib Fá Solb - Maior Lídio
Láb Sib Dó Réb Mib Fá Solb Láb - Maior Mixolídio
Sib Dó Réb Mib Fá Solb Láb Sib - Menor Eólio
Dó Réb Mib Fá Solb Láb Sib Dó - Menor Lócrio

Gb (Gb Maior) 6b
Solb Láb Sib Dób Réb Mib Fá Solb (Maior Jônio)
Láb Sib Dób Réb Mib Fá Solb Láb - Menor Dório
Sib Dób Réb Mib Fá Solb Láb Sib - Menor Frígio
Dób Réb Mbi Fá Solb Láb Sib Dób - Maior Lídio
Réb Mib Fá Solb Láb Sib Dób Réb - Maior Mixolídio
Mib Fá Solb Láb Sib Dób Réb Mib - Menor Eólio
Fá Solb Láb Sib Dób Réb Mib Fá - Menor Lócrio

Cb (Dób Maior) 7b
Dób Réb Mib Fáb Solb Láb Sib Dób (Maior Jônio)
Réb Mib Fáb Solb Láb Sib Dób Réb - Menor Dório
Mib Fáb Solb Láb Sib Dób Réb Mib - Menor Frígio
Fáb Solb Láb Sib Dób Réb Mib Fáb - Maior Lídio
Solb Láb Sib Dób Réb Mib Fáb Solb - Maior Mixolídio
Láb Sib Dób Réb Mib Fáb Solb Láb - Menor Eólio
Sib Dób Réb Mib Fáb Solb Láb Sib - Menor Lócrio

Modos Gregos.

Na Grécia antiga, as diversas organizações sonoras (Escalas) diferiam de região para regi-ão, consoante as tradições culturais e estéticas de cada uma delas. Assim, cada uma das regiões da Grécia Antiga deu origem a um Modo (organização dos sons naturais) muito próprio, e que adaptou a denominação de cada região respectiva. Desta forma, aparece-nos o Modo dórico (da região da Dória), o Modo frígio (da região da Frígia), o Modo lídio (da Lídia), o Modo jônio (da região da Jônia) e o Modo eólio (da Eólia). Também aparece outro, que é uma mistura na verdade denominado de Modo mixolídio.

Historicamente, os modos eram usados especialmente na música litúrgica da Idade Média, sendo que poderíamos também classificá-los como modos "litúrgicos" ou "eclesiásticos". Existem historiadores que preferem ainda nomeá-los como "modos gregorianos", por terem sido organizados, também, pelo papa Gregório I, quando este se preocupou em organizar a música na liturgia de sua época. No final da Idade Média a maioria dos músicos foi dando notória preferência aos modos jônio e eólio que posteriormente ficaram populares como Escala maior e Escala menor. Os demais modos ficaram restritos a poucos casos, mas ainda são observados em diversos gêneros musicais. O sétimo modo, o lócrio foi criado pelos teóricos da música para completar o ciclo, mas é de raríssima utilização e pouca aplicabilidade prática. De fato, o modo lócrio existe como padrão intervalar, mas não como modo efetivamente, visto que a ausência da quinta justa impede que haja sensação de repouso na tríade sobre a nota fundamental. Por outro lado, tanto a música erudita quanto a música popular do século XX (marcadamente o jazz) acolheram o uso da quarta aumentada (ou quinta diminuta), pois a tensão proporcionada pela dissonância pode ser aproveitada com finalidades expressivas.

Os modos baseiam-se atualmente na escala temperada ocidental (Escala Diatônica), mas inicialmente eram as únicas possibilidades para a execução de determinados sons. Desde a antiga Grécia os modos já se utilizavam caracterizando a espécie de música que seria executada. Os mo-dos, bem definidos então, eram aplicáveis de acordo com a situação, por exemplo: se a música remetia ao culto de um determinado deus deveria ser em determinado modo, e assim para cada evento que envolvesse música. Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente sua importância visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classificá-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música junta-mente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmônico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais. O fato de não mais estabelecermos diferença entre bemol e sustenido na escala cromática veio a restringir ainda mais o emprego de modos na música, senão como elemento teórico. Os modos podem ser entendidos com extensão da escala natural de dó maior. Os modos, nada mais são que uma série de sons melódicos pré-definida. Ao todo são sete, mais sete variações destes.

Classificação atual dos modos

Atualmente, classificamos os modos como maiores e menores, de acordo com o primeiro acorde que formarão em seu campo harmônico.

Modos Maiores: Jônio, Lídio e Mixolídio.

Modos Menores: Dórico, Frígio, Eólio e Lócrio (este podendo ser também classificado como diminuto).

A escala toma o nome da nota em que se inicia (tônica) e do modo que lhe é empregado.
Por exemplo: se a escala começa no dó e se acha no modo maior jônio, esta escala recebe o nome de “Escala de dó maior jônio”; se a escala inicia no lá e se acha no modo menor eólio, recebe o nome de “Escala de lá menor eólio”.

Escala.

Dá-se o nome de escala a uma série de notas sucessivas, separadas por tons ou semitons. A escala pode ser ascendente ou descendente.


A escala pode ser cromática ou diatônica. A escala é cromática quando as notas se sucedem por semitons.

Dó st Dó# st Ré st Ré# st Mi st Fá st Fá# st Sol st Sol# st Lá st Lá# st Si st Dó

Observe que, na escala cromática, os nomes de algumas notas se repetem, com alterações.
No piano, obtém-se a escala cromática tocando-se sucessivamente as teclas brancas e pretas.

Escala Diatônica é uma escala de sete notas composta de cinco tons e dois semitons em que os semitons estão separados entre si ao máximo de distância possível. Assim, entre cada um destes semitons temos dois ou três tons. Este padrão se repete a cada oitava nota numa seqüência tonal de qualquer escala. A escala diatônica é típica da música ocidental e faz parte da fundação da tradição da música européia. As modernas escalas, a escala maior e a escala menor, são diatônicas, assim como todos os modos tonais da Igreja.

A escala é diatônica quando as notas se sucedem por tons e semitons. Sendo 5 tons e 2 semitons.

Dó T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá T Si st Dó

Observações importante:
  • A escala mais usada na música ocidental é a de 7 notas. Uma escala, portanto, pode se repetir de 7 em 7 notas.
  • A nota em que começa a escala é chamada de “primeiro grau”; a seguinte de “segundo grau”; assim por diante.
  • Para numerar os graus, que são 7, toma-se por base a escala ascendente.
  • Os graus da escala são sempre numerados por algarismos romanos. O primeiro grau de uma escala é também chamado de tônica.
  • Na escala descendente, os graus conservam os mesmos números da escala ascendente.


Se diz que uma nota é “natural” quando esta não tem acidente, portanto, se tomarmos por tônica cada uma das sete notas (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e construirmos, a partir de cada uma delas, uma escala com notas naturais, obteremos o seguinte resultado:

Notas da Escala Diatônica                         Classificação                         Relação dos Intervalos

Dó T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá T Si st Dó   Modo Maior Jônio Modelo T  T  st  T  T  T  st
Ré T Mi st Fá T Sol T Lá T Si st Dó  T Ré Modo Menor Dório              T  st  T  T  T  st  T
Mi st Fá T Sol T Lá T Si st Dó  T Ré T Mi Modo Menor Frígio               st  T  T  T  st  T  T
Fá T Sol T Lá T Si st Dó  T Ré T Mi st Fá  Modo Maior Lídio                 T  T  T  st  T  T  st
Sol T Lá T Si st Dó  T Ré T Mi st Fá T Sol Modo Maior Mixolídio         T  T  st  T  T  st  T
Lá T Si st Dó  T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá   Modo Menor Eólio Modelo  T  st  T  T  st  T  T
Si st Dó  T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá T Si Modo Diminuto Lócrio         st  T  T  st  T  T  T

Partimos da Escala padrão diatônica (a que se forma pelas notas sem acidentes) Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si, e sobre cada uma destas notas criamos uma nova escala diatônica. Quando fazemos isto, a relação dos tons é alterada, consequentemente todo o campo harmônico também muda, visto que, ao estabelecer uma nota como a inicial, estabelece-se a tônica da nova escala. Para ser mais claro, na escala musical temos funções que classificamos como graus para cada uma das notas, de acordo com sua posição acerca da primeira. Portanto, (nota por nota) sendo os graus: tônica, sobre-tônica, mediante, sub-dominante, dominante, sobre-dominante e sensível (para, por exemplo: Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá e Si), o que mudamos no sistema modal é esta função de cada uma, criando uma nova relação entre os graus e notas. Tudo isso se deve unicamente porque estabelecemos uma nova tônica mantendo os intervalos.
  • A posição dos tons e semitons, em relação aos graus, varia em todas as escalas acima citadas. Cada uma dessas sete maneiras diferentes de se situarem os tons e semitons na escala constituem um Modo.
  • Existe um total de sete modos. Atualmente, predominam apenas dois.


Modo maior (Jônio) – com os semitons entre os graus IIIº-IVº e VIIº-VIIIº

Dó T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá T Si st DóModo Jônio ou Maior

Modo menor (Eólio) – com os semitons entre os graus IIº-IIIº e Vº- VIº

Lá T Si st Dó T Ré T Mi st Fá T Sol T Lá – Modo Eólio ou Menor


O que são graus? 

Provavelmente você já tenha ouvido falar em “primeiro grau”, “segundo grau”, etc. E tal-vez isso tenha soado estranho num primeiro momento. Porém, como vamos ver, essa terminologia é simples e pode ser muito útil. Se numerássemos a escala de Dó maior da seguinte forma: Dó (1º grau), Ré (2º grau), Mi (3º grau), Fá (4º grau), Sol (5º grau), Lá (6º grau), Si (7º grau), poderí-amos dizer para um amigo, por exemplo: “toque o 5º grau da escala de Dó maior”, e ele saberia que você está se referindo à nota Sol.

Por isso, acaba sendo muito útil falar das notas de uma música em termos de graus. A lógica é a mesma que foi apresentada acima, aplicada a cada nota de interesse. Por exemplo, podemos construir os graus partindo da nota Ré: 

Ré (1º grau), Mi (2º grau), Fá (3º grau), Sol (4º grau), Lá (5º grau), Si (6º grau), Dó (7º grau). 

Então, se alguém pedisse, digamos, o 3º grau de Ré, você saberia que se trata da nota Fá. Observe que estamos trabalhando dentro da escala de dó maior nesses exemplos todos. Isso pre-cisa ser especificado (em qual escala estamos trabalhando). 

De uma maneira prática, para saber a nota que se refere a algum grau basta contar nos dedos as notas partindo da nota que foi definida como 1º grau. Abaixo seguem alguns exemplos, ainda dentro da escala de dó maior (tome como exercício): 

- Segundo grau de Mi: Fá - Quarto grau de Sol: Dó - Sétimo grau de Si: Lá 

Obs: O primeiro grau é também chamado de “tônica”. 

Esses exemplos foram utilizados apenas para fins didáticos. Na prática, você verá que os graus são muito utilizados dentro do contexto de campos harmônicos. Você aprenderá como se situar numa música utilizando graus no artigo “como se formam e para que servem os campos harmônicos”. Antes disso, aprenderemos (nos tópicos "o que é diminuta, aumentada e justa" e "conceitos complementares sobre graus") outros detalhes importantes sobre graus.

O que são oitavas? 

Provavelmente você já ouviu falar os termos “uma oitava acima” ou “uma oitava abaixo”. Mas o que significa isso? 

Dizer que uma nota está uma oitava acima significa dizer que a nota é a mesma, porém ela está em uma região mais aguda do instrumento. 

Imagine um piano. Nele, as teclas da esquerda são mais graves do que as teclas da direita. Se você for apertando as teclas brancas, partindo de dó, da esquerda para a direita, vai seguir a sequência: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó...continuando nesse ciclo até terminarem as teclas do piano. Como as notas vão ficando mais agudas, fica fácil de perceber que o próximo dó será mais agudo que o anterior. Sempre que se termina um ciclo e a nota volta a ser dó, completa-se uma oitava. 

Repare que "si” é o 7º grau de dó (leia o artigo "o que são graus"), fazendo com que Dó seja o oitavo grau. Por isso o nome “oitava”. Usamos aqui o exemplo de Dó, mas isso é válido para qualquer nota, desde que se comece e termine na mesma nota. Se partíssemos de Ré, fecharíamos uma oitava quando chegássemos à Ré novamente. A mesma lógica pode ser aplicada para uma oitava abaixo, onde o som fica mais grave. 

Como a música ocidental possui 12 notas (12 semitons), podemos concluir que uma oitava compreende a distância de seis tons. Confira abaixo como em 6 tons retornamos à nota de origem: 


 Apenas a título de curiosidade, os pianos geralmente possuem cerca de 7 oitavas.

Cifras.

Cifra ou Cifrado, é um Sistema de Notação Musical, na qual cada nota é simbolizada por uma letra específica. No Brasil, assim como em outros países de língua latina, as notas são conhecidas pelo seu nome original em Latim: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Em países de língua inglesa, o nome da nota é a letra que simboliza a cifra. Por exemplo, no Brasil nós falamos: “Por favor, to-que as notas dó, mi e sol”. Traduzida para o inglês essa frase seria: “Por favor, toque as notas C, E e G”.

Quando escritas sobre uma pauta musical, as cifras também servem para representar a harmonia a ser utilizada, ou seja, indicar os acordes e a sua qualidade. Por exemplo, a cifra “C” significa um acorde de dó maior, enquanto que a cifra “Dm” significa um acorde de ré menor.

O sistema de cifragem de acordes por muitas vezes se torna complicado pela grande variedade de símbolos usados para indicar uma mesma cifragem, desta forma mostrarei como interpretar uma cifra, o sistema que uso nesta apostila, e outros exemplos muito usados em “revistinhas”, e outros métodos, em geral, seguem o seguinte princípio:

Para melhor entendimento desta seção é necessário que se tenham todos os intervalos memorizados, e suas representações gráficas.

Com o progressivo enriquecimento da harmonia na música popular durante o século XX, especialmente no jazz, os músicos sentiram uma necessidade cada vez maior de desenvolver um sistema lógico e completo de grafar os acordes da maneira mais eficaz possível. Isto levou à cria-ção de um Sistema de Cifras para música popular tal com a entendemos hoje.

Sistema de Cifras, muito conhecido como sistema musical americano, é um sistema uni-versal, no qual as sete primeiras letras do alfabeto, associadas a sinais alfa numéricos, representa não só as notas musicais como também os acordes e as tonalidades (Escalas).

Existem sete notas musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, que representadas no sistema de cifras, aparecem desta forma: C, D, E, F, G, A e B. Vale salientar que, este sistema é mais antigo que os nomes convencionais das notas, mesmo assim, ainda não possui uma convenção, variando assim sua simbologia de acordo com a cultura ou a região.

As Cifras constituem um sistema de notação para representação da harmonia musical usa-do para indicar através de símbolos gráficos ou letras os acordes a serem executados por instrumentos musicais polifônicos (como por exemplo um teclado). As cifras são utilizadas principalmente na música popular, acima das letras ou partituras de uma composição musical, indicando o acorde que deve ser tocado em conjunto com a melodia principal ou para acompanhar o canto.

Nesse estilo de notação, os símbolos dos acordes acima da linha melódica indicam quais acordes devem ser tocados. Normalmente, o símbolo representa um acorde de três notas chamado tríade. As três notas de uma tríade estarão em harmonia quando tocadas juntas.

Uma ou duas das notas de uma tríade podem ser elevadas ou abaixadas para fazer a harmonia soar melhor com a melodia. Algumas vezes, adiciona-se uma quarta nota a tríade para lhe alterar o som. Normalmente, usam-se em uma canção três ou mais tríades diferentes com suas alterações.

Cada tríade com suas alterações recebe um nome. O nome da tríade provém da nota mais grave do acorde, que também é chamada de tônica, nota fundamental ou baixo, não importando sua posição no acorde. Observe abaixo a relação das cifras mais usadas:

Maior = C
Maior com nona = C9 / C(9)
Maior com sexta = C6 / C(6)
Maior com sexta e nona = C6(9)
Maior com sétima maior = Cmaj7 / CM7 / C7M
Maior com sétima maior e  nona = CM7(9) / Cmaj7(9)
Maior com sétima maior e décima primeira sustenido = CM7(#11) / Cmaj7(#11)
Com quinta bemol ou diminuto = C(b5)
Maior com sétima maior e quinta bemol ou diminuto = CM7(b5) / Cmaj7(b5)
Com Quarta suspensa = C4 / Csus4
Aumentado = C+ / C#5 / C(#5) / Caug
Maior com sétima maior e quinta aumenta = CM7aug / C7M(#5) / Cmaj7(#5)
Menor = Cm
Menor com nona = Cm9 ou Cm(9) ou Cm(add9)
Menor com sexta = Cm6
Menor com sétima menor = Cm7
Menor com sétima menor e nona = Cm7(9)
Menor com sétima menor e décima primeira = Cm7(11)
Menor com sétima maior = CmM7
Menor com sétima maior e nona = CmM7(9)
Menor com sétima menor e quinta bemol ou diminuto = Cm7(5b)
Menor com sétima maior e quinta bemol ou diminuto = CmM7(b5)
Diminuta = Cdim / Cº
Sétima diminuto = Cdim7 / Cº7
Com sétima = C7
Maior com sétima e nona bemol = C7(b9)
Maior com sétima e décima terceira = C7(b13)
Maior com sétima menor e nona = C7(9)
Maior com sétima menor e décima primeira sustenido = C7(#11)
Maior com sétima e décima terceira = C7(13)
Maior com sétima menor e nona sustenido = C7(#9)
Maior com sétima menor e quinta diminuto = C7(5b)
Maior com sétima menor e quinta aumentada = C7aug / C7(5#)
Com Sétima menor e Quarta suspensa = C7sus4
Com segunda suspensa = C2 / C 1+2+5 / Csus2

As cifras tiveram sua fundamentação na Grécia Antiga, onde se utilizava o alfabeto grego para identificação das notas. Durante a Idade Média, com os avanços dos estudos da ciência na música, as notas passaram por uma transliteração, ou seja, o que antes era representado por letras do alfabeto grego passou a ser representado pelo alfabeto Anglo-Saxônico: A = Lá, B = Si, C = Dó, D = Ré, E = Mi, F = Fá, G = Sol.

Na idade média as notas deixaram de ser chamadas por letras e passaram a ter nomes próprios e a harmonia ganhou sua representação através das letras, hoje denominadas de Cifras.

Como já foi dito antes, a palavra Acorde significa qualquer conjunto de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Tocar em acordes cifrados é um método por meio do qual se simplifi-cam as músicas de modo que a mão direita toque somente a melodia e a esquerda toque acordes simples e sustentados. Esse método e particularmente fácil em alguns teclados eletrônicos que façam acordes automaticamente. Observe um trecho de uma partitura abaixo:


Observe que a mão direita toca a melodia enquanto a esquerda faz acordes simples de três ou quatro notas. Tocam-se os acordes de acordo com os símbolos (Cifras) e sustentam-se até que o próximo símbolo indique um novo acorde.

Muitas coletâneas musicais, incluindo as músicas do nosso repertório, adequam-se a esse método. As partituras dessas coleções apresentam os símbolos (Cifras) dos acordes acima da pauta na clave de sol conforme demonstrado na gravura.


As Cifras (letras, números, e sinais) que representam os acordes, constitui um sistema de notação especialmente usado na música popular. Não é, porém, totalmente unificado e difere conforme o país, a época e o critério de uso. Não é nem perfeito nem muito preciso. Não é nossa pretensão analisar o sistema de cifras adotado na música popular profundamente.








Loading...