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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Três Pilares do tecladista iniciante.

1º Pilar - Possuir o instrumento.

Muitos iniciantes desistem pois não enxergam avanço no aprendizado simplesmente porque só estudam quando vão à escola de música.

Sugiro que você comece com o instrumento que estiver à mão.

Se você ainda não tem, e não sabe qual o melhor, sugiro que adquira qualquer instrumento com no mínimo 5 oitavas e com sensibilidade ao toque.

2º Pilar - Parar com a infantilidade

Não fique se lamentando que se a sua vida fosse mais fácil, você poderia aprender teclado. 
Duvido muito que você não tenha 20 minutos por dia para estudar.
E se acordar um pouco mais cedo? E se dormir um pouco mais tarde? E se sair um pouco da frente da TV ou das redes sociais? E se parar de ser teimoso e fazer os seus treinos da forma correta e eficiente?

Tenha força! Deixe de mi mi mi...

3º Pilar - Este é o pilar mais difícil de encontrar hoje em dia:

Você precisa de um bom professor.

Não importa se você quer tocar na Igreja, tocar em concertos, tocar em recitais, tocar em churrascos, tocar para família, tocar para o cachorro, aprender a fazer o melhor arranjo, aprender a improvisar...
Tudo isso exige que você tenha uma alguma base técnica e que saiba usar o corpo para tocar o instrumento. E o guia dessa grande aventura, advinha... É o professor!

Texto original: Felipe Scagliusi

domingo, 13 de agosto de 2017

É preciso mirar mais alto para acertar o alvo.

Não sei vocês, mas eu também sou assim, vejo música em tudo...

"… a terra será maldita por causa da tua obra: tu tirarás dela o teu sustento à força de trabalho. Ela te produzirá espinhos e abrolhos: e tu terás por sustento as ervas da terra. Tu comerás o teu pão no suor do teu rosto, até que te tornes na terra, de que foste formado. Porque tu és pó, e em pó te hás de tornar.",

Diz o livro do Gênesis, capítulo 3, versículos 17 até 19.

Não adianta chorar, não adianta espernear:

Somos herdeiros do pecado de Adão e agora temos de tirar o sustento à força de trabalho. Isso é o que chamo de "Maldição do Trabalho Humano". Qualquer coisa que você pretende fazer, precisa esforçar-se mais do que o objetivo pretendido.

Por exemplo:

Outro dia eu estava assistindo um treino de boxe amador no Youtube, e o instrutor foi claro: é necessário treinar um desvio de 15 centímetros para, na hora da luta mesmo, desviar apenas 3. Já vi também entre os arqueiros profissionais que, para acertar o alvo, é sempre necessário mirar um pouco mais para cima do centro.

Os exemplos são muitos e em todas as áreas de atuação humana... Policiais, jogadores de futebol, lutadores, bailarinas, astronautas, tradutores... Todos precisam fazer um esforço maior no treinamento para que as situações reais sejam perfeitamente realizáveis. E, adivinhe, na música isso não seria diferente.

Por isso, sem esse papo de que tal coisa é "técnica demais"... Nada pode ser "técnico demais", apenas pode estar do lado errado e inconveniente ou do lado certo e eficaz. Parei para analisar algum dos materiais estrangeiros mais populares do momento em termos de ensino de piano. Peguei um em específico que é um recorde de vendas, do tipo que vende milhões de dólares todos os meses. E, claro, para vender milhões de dólares, esse método não pode falar nada de "técnico", tanto que o slogan deles é "aprender piano de maneira rápida, fácil e divertida".
Como pode haver essa diferença?

Eu aqui me esforçando, suando em bicas, pra fazer os interessados entenderem que é necessário conhecimento técnico, e chegam uns americanos sorridentes dizendo que tudo pode ser rápido, fácil e divertido?

Bem, a resposta é simples:

Como desenvolvo os materiais com fonte erudita, a "Maldição do Trabalho Humano" está em entender os aspectos técnicos. Mas esses métodos que prometem criar geninhos sem esforço não dão ênfase para a técnica, mas sim para a repetição. É a repetição que consiste a "Maldição do Trabalho Humano" da maioria dos materiais que você vê por aí.

Então, digamos, que você tenha o desejo de ser músico de pizzaria. Segundo o método da repetição, você repete as progressões desejadas umas 1.000 vezes e, voilá!, terá aprendido aquela progressão. Minha opinião é de que isso não exclui um estudo técnico, já que o iniciante, por exemplo, não saberá coordenar as duas mãos, nem conseguirá fazer os saltos entre os intervalos… etc... Ou seja, sou enfático:

Se você estudar para ser um músico de pizzaria, não conseguirá sequer ser um músico de pizzaria. É preciso mirar mais alto para acertar o alvo. O erro do método do geninho está em excluir qualquer explicação técnica pra não dar impressão de que existe alguma dificuldade. Eu acho que esse é o método das pessoas com cabeça de pudim, pessoas feitas de isopor.

Nada mantém mais o ânimo nos estudos do que entender o porquê e como executar cada passo.
É assim que prefiro aprender e é assim que prefiro ensinar.

Texto de: Felipe Scagliusi

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Conquistando a agilidade ao piano/teclado com a ajuda do Hanon.


Como ter agilidade nas teclas? A pergunta não é inédita, nem rara, pois, de cada dez pianistas, pelo menos oito deles desejam tocar com mais velocidade, mas não conhecem as técnicas e os mecanismos que colaboram para isso.

Que não se engane quem acredita que um campeão de atletismo se forma apenas correndo ou saltando. Na realidade, são necessários vários tipos de técnicas, que incluem desde musculação à fisioterapia, incluindo exercícios aeróbicos e anaeróbicos e, até mesmo, terapia psicológica, além de muita repetição. O que isso tem a ver com a agilidade ao piano?

Tudo!

Da mesma forma que um atleta precisa se preparar para seu desafio – atingir a maior velocidade em uma corrida, por exemplo -, um pianista deve se preparar para executar passagens musicais, pois elas exigem esforço muscular (os dedos são controlados por músculos), precisão e controle, tudo isso orientado por um conceito artístico que rege como cada movimento deve ser realizado. Difícil de acreditar? Pois é a pura verdade.

A crença de que se deve estudar oito horas por dia durante nove anos para se tornar um pianista tem seu fundo de verdade. Afinal, quanto mais tempo uma pessoa pratica qualquer atividade, melhor será sua performance nela. Mas não é necessário tanto estudo para quem quer se realizar tocando algumas peças ao piano e deseja fazer isso da melhor forma possível. O que frequentemente ocorre, porém, é que algumas peças exigem mais do que o pianista ou estudante consegue realizar.

Nesses momentos, a primeira ideia que vem à mente é: “preciso de mais agilidade”. Então, é hora de trabalhar para consegui-la! O cérebro e o ouvido, então, devem trabalhar tanto quanto os dedos.
Piano: conheça o método Hanon

Charles Louis Hanon ( 1820 1900 )                             Método Hanon - Download grátis

Um dos mais utilizados métodos de desenvolvimento de técnica e consequente aquisição de agilidade é o famoso Hanon – O Pianista Virtuoso. Para quem deseja aprimorar suas interpretações ou conseguir tocar “aquele” solo, vale a pena dedicar alguns minutos de seu tempo ao estudo das fórmulas apresentadas ali.

Simples, os desenhos de cada exercício trabalham os dedos em sequências lógicas que se repetirão no infindável repertório do piano erudito ou popular.

O método completo pode ser baixado gratuitamente no site Hanon Online e o estudo deve ser realizado de forma progressiva: não se deve pular exercícios ou passar para o seguinte antes de o anterior ter sido dominado.

Alguns cuidados devem ser tomados para que o estudo seja produtivo e não crie problemas de tensão muscular excessiva ou postura das mãos. A qualquer sinal de dor, em qualquer parte do corpo, pare. A dor é sinal de que algo está errado, seja postura, posição das mãos e dos dedos ou excesso de força. Procure ajuda nesses casos!

Seguem algumas orientações que devem ser seguidas para cada exercício proposto:
  • Sempre toque com as mãos arredondadas e evite que o 5º dedo “deite” sobre as teclas. Todos os dedos devem tocar as teclas com a polpa, com exceção do polegar, que trabalha lateralmente. Evite também que o pulso descanse sobre a régua inferior do teclado;
  • Leia o exercício lentamente, verificando a mecânica da fórmula proposta (qual dedo vem depois de qual dedo?). Se preciso for, estude as mãos separadamente;
  • Utilize um metrônomo para o estudo. Inicie em 60 BPM e pratique até que se sinta confortável e todas as notas estejam sendo tocadas de maneira homogênea por todos os dedos;
  • Aumente a velocidade do metrônomo para 68 BPM e repita o processo. Quando estiver seguro, aumente gradativamente a velocidade do metrônomo, de 4 em 4 BPM (92, 96, 100, 104 etc.) a cada execução. Se não conseguir realizar o exercício em determinada velocidade – seja por dor, cansaço ou erros de dedilhado -, pare e descanse. Toque uma música mais leve, ou algo que já domine, e retome o exercício no dia seguinte, descansado, iniciando o processo novamente, no mesmo exercício, a partir de 60 BPM. Se as orientações foram seguidas corretamente, o estudante notará que conseguirá, a cada dia, atingir maiores velocidades, sem dor ou cansaço. Mas lembre-se: para correr uma maratona, um atleta deve começar com o primeiro passo até que consiga completar o percurso. Não vale começar do quilômetro 40!
Ao dominar o exercício e atingir velocidades expressivas (que tal 128 BPM?), passe para o seguinte e repita todo o processo. Com certeza, paulatinamente, sua agilidade ao piano aumentará de maneira considerável, assim como a precisão, sem esforço físico desnecessário ou dor. Bom estudo!

Fonte: http://blog.fritzdobbert.com.br/tecnicas/conquistando-a-agilidade-ao-piano-com-a-ajuda-do-hanon/#

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Salvador me achou.




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O melhor conselho que posso dar.


Aqui está um dos mais importantes conselhos que já dei: 

"Se você NÃO está sentindo que as músicas que toca estão uma porcaria, então você está fazendo alguma coisa errada… mesmo os melhores pianistas sentem que estão falhando. Sem um sentimento de falha, você não pode se desenvolver. Saiba: você vai falhar e isso vai lhe desanimar. Mas esse sentimento de falha é o único jeito de lhe fazer melhorar"" 

Veja bem, eu sou um músico profissional e estudo há muitos anos. Em nenhuma apresentação que fiz, sai sentindo que tinha feito um bom trabalho, apesar dos vários elogios que recebi. E por que isso acontece? 

Simples: 

Como seria possível se dedicar por 30 anos a uma arte que não mostra desafios por todo esse tempo?SEMPRE haverá desafios. Isso não se aplica somente aos profissionais, mas a todos que se dedicam em aprender um instrumento. 

Caso os iniciantes pudessem aprender tudo em apenas 3 semanas, como poderiam permanecer se dedicando ao instrumento? 

É o sentimento de falha ou, mais corretamente, o sentimento de que é possível fazer melhor que nos mantêm firmes. Claro, isso não quer dizer que você deve sentir insegurança. 

Não, não! 

É exatamente ao contrário. Quem sabe como vencer os desafios da música, está sempre consciente do que é preciso fazer para alcançar o seu objetivo. Sabe onde está pisando. Se apenas o sentimento de falha existisse, não seria possível manter a dedicação, pois seria burrice. 

Por que me dedicar em algo que não trará resultado? 

Por isso a segurança no que está fazendo é o sentimento complementar do aprendizado de piano. 

Sempre haverá um trecho musical mais complicado que pode lhe mostrar que você não está tocando direito, mas a certeza do que fazer para superar esse trecho forma a dupla imbatível do aprendizado. 

São como Batman e Robin

Texto original: Felipe Scagliusi

O terrível primeiro ano.


Posso ouvir daqui dezenas de professores dizendo para você ter "pensamento positivo", pois assim poderá aprender a tocar piano. O que essa psicologia barata pretende esconder é o seguinte: 

O seu primeiro ano de estudo do instrumento será TERRÍVEL. 

Você terá a sensação de que faz tudo errado. Erra as teclas, erra os saltos, erra o ritmo, confunde os conceitos teóricos e por aí vai.

Não importa quanto talento você tenha e quanta garra coloque nos estudos, você sempre terá uma sensação amarga no primeiro ano ao piano. Mas isso é APENAS uma sensação, não é a verdade realmente. O que realmente está acontecendo é o processo de aprendizagem que de fato NECESSITA dos erros para criar uma base de experiência. Depois desse tempo terrível, ao olhar para trás, você perceberá que a sensação de derrota foi exagerada e que você realmente aprendeu algo. Isso não quer dizer que você deve insistir em ter "pensamento positivo". 

Tenho experiência como professores e alunos desde 1998 e posso constatar que a maioria dos estudantes bem sucedidos de piano e teclado não são "positivos". Você precisa ser cruel consigo mesmo e com o seu tempo:

Corte tudo aquilo que lhe atrasa e que não seja eficaz.

Assim você pode parar de perder tempo. Mas lembre-se que negar e reprimir as suas emoções negativas é como tomar uma faca afiada e castrar a sua criatividade, a sua capacidade de resolução de problemas, e o seu entusiasmo para atravessar os obstáculos para realizar grandes coisas. 

Esses sentimentos podem lhe dar força quando você está desanimado. E energia quando você está cansado. E, sim, inspiração quando você está sem inspiração.

A chave é não insistir em um estado de negatividade perpétuo. (Isto é, se você valoriza a sua saúde física e emocional.). Mesmo Bruce Banner só permite que o Hulk saia quando o monstro é necessário. Mas, quando o vilão é derrotado, ele se transforma em Banner novamente.

Texto original: Felipe Scagliusi
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