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domingo, 13 de agosto de 2017

É preciso mirar mais alto para acertar o alvo.

Não sei vocês, mas eu também sou assim, vejo música em tudo...

"… a terra será maldita por causa da tua obra: tu tirarás dela o teu sustento à força de trabalho. Ela te produzirá espinhos e abrolhos: e tu terás por sustento as ervas da terra. Tu comerás o teu pão no suor do teu rosto, até que te tornes na terra, de que foste formado. Porque tu és pó, e em pó te hás de tornar.",

Diz o livro do Gênesis, capítulo 3, versículos 17 até 19.

Não adianta chorar, não adianta espernear:

Somos herdeiros do pecado de Adão e agora temos de tirar o sustento à força de trabalho. Isso é o que chamo de "Maldição do Trabalho Humano". Qualquer coisa que você pretende fazer, precisa esforçar-se mais do que o objetivo pretendido.

Por exemplo:

Outro dia eu estava assistindo um treino de boxe amador no Youtube, e o instrutor foi claro: é necessário treinar um desvio de 15 centímetros para, na hora da luta mesmo, desviar apenas 3. Já vi também entre os arqueiros profissionais que, para acertar o alvo, é sempre necessário mirar um pouco mais para cima do centro.

Os exemplos são muitos e em todas as áreas de atuação humana... Policiais, jogadores de futebol, lutadores, bailarinas, astronautas, tradutores... Todos precisam fazer um esforço maior no treinamento para que as situações reais sejam perfeitamente realizáveis. E, adivinhe, na música isso não seria diferente.

Por isso, sem esse papo de que tal coisa é "técnica demais"... Nada pode ser "técnico demais", apenas pode estar do lado errado e inconveniente ou do lado certo e eficaz. Parei para analisar algum dos materiais estrangeiros mais populares do momento em termos de ensino de piano. Peguei um em específico que é um recorde de vendas, do tipo que vende milhões de dólares todos os meses. E, claro, para vender milhões de dólares, esse método não pode falar nada de "técnico", tanto que o slogan deles é "aprender piano de maneira rápida, fácil e divertida".
Como pode haver essa diferença?

Eu aqui me esforçando, suando em bicas, pra fazer os interessados entenderem que é necessário conhecimento técnico, e chegam uns americanos sorridentes dizendo que tudo pode ser rápido, fácil e divertido?

Bem, a resposta é simples:

Como desenvolvo os materiais com fonte erudita, a "Maldição do Trabalho Humano" está em entender os aspectos técnicos. Mas esses métodos que prometem criar geninhos sem esforço não dão ênfase para a técnica, mas sim para a repetição. É a repetição que consiste a "Maldição do Trabalho Humano" da maioria dos materiais que você vê por aí.

Então, digamos, que você tenha o desejo de ser músico de pizzaria. Segundo o método da repetição, você repete as progressões desejadas umas 1.000 vezes e, voilá!, terá aprendido aquela progressão. Minha opinião é de que isso não exclui um estudo técnico, já que o iniciante, por exemplo, não saberá coordenar as duas mãos, nem conseguirá fazer os saltos entre os intervalos… etc... Ou seja, sou enfático:

Se você estudar para ser um músico de pizzaria, não conseguirá sequer ser um músico de pizzaria. É preciso mirar mais alto para acertar o alvo. O erro do método do geninho está em excluir qualquer explicação técnica pra não dar impressão de que existe alguma dificuldade. Eu acho que esse é o método das pessoas com cabeça de pudim, pessoas feitas de isopor.

Nada mantém mais o ânimo nos estudos do que entender o porquê e como executar cada passo.
É assim que prefiro aprender e é assim que prefiro ensinar.

Texto de: Felipe Scagliusi

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